Vamos reciclando as nossas mentes para cuidar do Planeta de gente inteligente “Amorosa e consciente”. Na busca constante e incessante do melhor que há e o que ainda vira neste nosso planeta, á viver, a beleza e a grandeza da vida de um ser, Única a existir para realizar e Amar... Amar para viver abundantemente.
Sejam bem vindos!!!
"Reciclagem Conceitual"
Fazendo o teu olho enchergar a tua mente pensar teu cérebro raciocinar.
Despertando a tua inteligencia a descobrir e praticar o Amor de "dar", "doar-se" a cuidar da Vida como um sol a brilhar.
Levando-o humildemente retribuir cuidando do planeta fazendo seus sentimentos verdadeiramente mais felizes.
Isto e Amor de Amar.
Venham...vamos fazer Reciclaaação já!!!............... Charles sodniv
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Idos & Vindos Poesias.: A nossa morada.
Idos & Vindos Poesias.: A nossa morada.: A nossa morada. O nosso planeta receptáculo da Vida, concedeu-nos a inteligência perfeita do Universo, a nossa morada em um planeta, ...
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Nova Iguaçu Reciclagem do lixo da Cidade.
Por que isto é importante
Nova Iguaçu e uma cidade de quase um milhão de habitantes
diariamente gerando lixo, e não criamos uma reciclagem de verdade, ao criarmos
uma coleta de materiais recicláveis geraremos milhares de empregos na nossa
cidade e deixaremos de enterrar o lixo na natureza temos que ter uma postura
diferente frente a este problema.
Assine a Petição
Não podemos continuar enterrando toneladas de lixo na
natureza quando deveríamos aproveitar estes materiais para gerar novas matérias
primas desempactando o meio ambiente e gerando milhares de empregos na nossa
cidade utilizaríamos milhares de mão de obra local diminuindo a linha da
pobreza.
Você já é um apoiador da Avaaz? Então só precisa
preencher seu e-mail e clicar "Assinar".
Vamos Reciclar vamos juntos.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Brasil ajudará NASA em missão sobre cinturões de radiação da Terra.
O Brasil terá uma
participação fundamental na missão, que vai monitorar o Cinturão de Van Allen,
um campo magnético ao redor do planeta. [Imagem: NASA]
Participação brasileira
Às 05h00 da madrugada desta sexta-feira, a NASA deverá
lançar as duas sondas gêmeas da missão RBSP - Radiation Belt Storm Probes,
sondas para medição de tempestades nos cinturões de radiação, em tradução
livre.
O Brasil terá uma participação fundamental na missão, que
vai monitorar o Cinturão de Van Allen, um campo magnético ao redor do planeta,
descoberto em 1950.
Os dados obtidos pelas duas sondas também ajudarão a
avançar os estudos sobre a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), um
fenômeno da ionosfera localizado acima da região Sudeste, capaz de provocar
danos aos satélites artificiais.
Satélite brasileiro vai estudar anomalia magnética no
Atlântico
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que
mantém parceria com a agência espacial norte-americana em estudos de clima
espacial, a partir de novembro será responsável pela aquisição de dados da
missão RBSP.
Cinturões de radiação
Para estudar as ondas eletromagnéticas e o cinturão de
radiação, composto por duas faixas - uma localizada entre 2.200 e 5.000
quilômetros, e outra entre 13.000 e 55.000 quilômetros da superfície da Terra -
as duas sondas da missão RBSP serão posicionadas em uma órbita equatorial, em
uma faixa entre 500 quilômetros a até quase 40 mil quilômetros de altitude.
Os Cinturões de Van Allen consistem de partículas
movendo-se em alta velocidade, cujo volume varia constantemente. As duas
regiões representam uma parte crucial do clima espacial que vigora entre o Sol
e a Terra, e em direção aos planetas mais externos.
As sondas da missão RBSP vão ajudar a determinar como as
partículas movem-se ao longo dos cinturões, onde elas desaparecem e quais
processos são responsáveis por suas energias e velocidades tão elevadas -
existem dúzias de teorias competindo por essas explicações.
Influências sobre satélites
Após o período de calibração dos sensores das duas
sondas, os dados começarão a ser transmitidos regularmente às estações
terrestres, entre elas a do INPE, situada em Alcântara (MA).
Durante pelo menos dois anos, cientistas do mundo inteiro
terão acesso às informações que permitirão, pela primeira vez, um monitoramento
mais completo da AMAS e do fenômeno de precipitação de partículas elétricas que
atinge a região.
"Estas sondas possuem sensores e instrumentos muito
avançados. A missão permitirá a aquisição de informações mais precisas para
monitorar o efeito das partículas elétricas do Cinturão de Van Allen na região
da anomalia. Para se ter ideia das consequências do fenômeno, o satélite que
passa nessa região precisa ter alguns equipamentos desligados para evitar
problemas no seu funcionamento", explica Walter González, pesquisador da
Divisão de Geofísica Espacial do INPE.
A Terra está envolta em
cinturações de radiação, um localizado entre 2.200 e 5.000 quilômetros, e outro
entre 13.000 e 55.000 quilômetros da superfície da Terra. [Imagem: NASA]
Clima espacial
Em setembro, o INPE receberá o líder da missão RBSP,
David Sibeck, para discutir resultados de estudos sobre clima espacial e os
impactos da AMAS e sua relação com as tempestades geomagnéticas.
Essas tempestades são causadas pela emissão de partículas
muito energéticas e campos magnéticos muito intensos, ambos emitidos pelo Sol,
que atravessam o meio interplanetário e interagem com o campo geomagnético da
Terra.
O INPE mantém o Programa de Estudo e Monitoramento
Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE) para avaliar fenômenos que afetam o meio
entre o Sol e a Terra, bem como o espaço em torno da Terra.
Fenômenos solares são capazes de causar interferências em
sistemas como o GPS, além da possibilidade de induzir correntes elétricas em
transformadores de linhas de transmissão de energia e afetar a proteção de
dutos para transporte de óleo e gás.
Esses fenômenos são particularmente mais intensos no
ambiente espacial brasileiro, devido à grande extensão territorial do país,
distribuída ao norte e ao sul do equador geomagnético, à declinação
geomagnética máxima e à presença da Anomalia Magnética do Atlântico Sul.
Inovação tecnológica.
Brasil adere a consórcio internacional de pesquisas marinhas.
Cientistas e engenheiros
brasileiros trabalharão a bordo do navio científico de perfuração JOIDES.
[Imagem: John Beck]
Terra sólida abaixo da água
O Brasil juntou-se a um esforço internacional de
pesquisas marinhas.
Agora, o consórcio IODP ( Integrated Ocean Drilling
Program - Programa Integrado de Perfuração Oceânica) já conta com 26 países
membros.
O objetivo do projeto é documentar as alterações
ambientais no fundo do mar, monitorando e coletando amostras de várias partes
dos oceanos em todo o planeta.
Como o nome do programa indica, uma das principais
atividades consiste na perfuração do leito dos oceanos para coleta de amostras.
A bordo de navios científicos especializados em
perfuração, os cientistas pretendem avançar na compreensão da Terra através da
perfuração e coleta de testemunhos de sondagem, monitorando e documentando
processos terrestres, ciclos da parte sólida da Terra, a biosfera de
subsuperfície e a geodinâmica.
Abaixo do convés, esta é a
área do navio mais movimentada durante as expedições de perfuração e coleta de
testemunhos de sondagem. [Imagem: John Beck]
Terremotos e tsunamis
A primeira expedição do IODP contando com pesquisadores
brasileiros terá início no mês que vem, na costa da Costa Rica.
Os cientistas querem aprender mais sobre os processos que
provocam terremotos de grande porte, eventualmente provocando tsunamis.
Eles farão isso investigando uma zona de subducção
erodida, uma zona onde a crosta da Terra está retornando para o manto por uma
erosão submarina - uma espécie de voçoroca marinha.
A associação do Brasil ao consórcio, patrocinado pela
CAPES, permitirá o envio ao exterior de jovens pesquisadores, através do
programa Ciência Sem Fronteiras.
Inovação tecnológica.
Avião robô promete revolucionar arqueologia.
O avião robô tem propulsão
elétrica, alimentado por baterias, podendo ser lançado a mão ou decolar
verticalmente, como um helicóptero. [Imagem: Anne Rayner/Vanderbilt University]
Arqueologia aérea
Juntando os resultados de amadores e cientistas
profissionais, já se contam às centenas as descobertas arqueológicas feitas a
partir do Google Maps.
Essa possibilidade de olhar tudo por cima previamente,
antes de ir a campo para uma estação de escavação, permite não apenas
selecionar melhor as áreas, como, muitas vezes, ir diretamente a locais já
sabendo que há algo ali que vale a pena.
Mas Julie Adams e Steven Wernke, da Universidade de
Vanderbilt, no Canadá, não se satisfizeram com as fotos feitas do espaço.
Descontentes com a demora na atualização das imagens e
com a resolução das fotos de satélite feitas sobre as áreas de seu interesse,
os dois arqueólogos estão embarcando para o Peru levando na mala nada menos do
que um avião robô.
Mapa 3D
O avião - um veículo aéreo não tripulado semi-autônomo -
fará o mapeamento de uma área que levaria anos para ser pesquisada pelos métodos
normais.
"Leva de dois a três anos para mapear um sítio em
duas dimensões," diz o professor Wernke, acrescentando que o avião fará o
mesmo em alguns minutos e, além disso em 3D.
"O SUAVE vai mudar a forma como mapeamos grandes
sítios, que levam várias estações para serem documentados usando as técnicas
tradicionais. Ele nos dará imagens com resolução superior à dos melhores
satélites artificiais, e vai gerar um mapa tridimensional detalhado,"
acrescenta.
Avião lançado a mão
Os algoritmos desenvolvidos para o projeto permitem que o
sistema do SUAVE controle o padrão de voo para compensar fatores como
velocidade do vento e ângulo do sol, além de detalhes fotográficos, como
sobreposição e resolução das imagens.
O avião propriamente dito, é um modelo comercial, chamado
Skate, com uma envergadura de asas de apenas 61 centímetros. Com propulsão
elétrica, alimentado por baterias, o pequeno VANT pode ser lançado a mão ou
decolar verticalmente, como um helicóptero.
"Você só precisa desembrulhá-lo, especificar a área
que você precisa cobrir, e então lançá-lo," prossegue Wernke." Quando
ele termina de capturar as imagens, ele pousa e as imagens são baixadas,
montadas em um grande mosaico, e transformadas em um mapa."
Os testes estão sendo feitos no Peru, em um assentamento
inca chamado Mawchu Llacta.
Inovação tecnológica.
Design de banheiro O segundo lugar coube ao projeto da Universidade Loughborough, no Reino Unido, cuja privada produz carvão biológico, minerais e água limpa. O terceiro lugar coube ao projeto dos engenheiros da Universidade de Toronto, no Canadá, cujo sistema também produz fertilizantes e água limpa. O Instituto Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática recebeu a menção honrosa, graças ao design de seu toilet, considerada a privada mais bonita dentre as 22 que participaram da competição.
A privada ecológica suíça
ganhou o prêmio de melhor design.[Imagem: Eawag/EOOS]
Sanitário autossuficiente
Quando a Fundação Bill e Melinda Gates anunciou que
queria reinventar a privada, a instituição provavelmente não esperava tantas
ideias inovadoras para um dispositivo tão antigo.
O desafio é criar um sistema sanitário completo que dê
jeito nos dejetos a um custo não superior a US$0,05 por dia por usuário, sem
usar fossa séptica, sem produzir poluentes e sem depender de uma fonte externa
de água.
Pode parecer muito, mas já existem propostas de todas as
partes do mundo.
Além de elogiar e incentivar várias dessas ideias, a
Fundação acaba de conceder financiamentos para o desenvolvimento de oito delas.
A primeira colocada, que receberá US$400.000 para
desenvolvimento do protótipo, foi apresentada pela equipe de estudantes do
professor Michael Hoffmann, da Universidade Caltech, nos Estados Unidos.
Banheiro sem esgoto
O projeto de sanitário autossuficiente usa um painel
solar para alimentar um reator eletroquímico.
O reator quebra quimicamente os dejetos, produzindo
fertilizantes e hidrogênio, que pode ser utilizado em uma célula a combustível
para gerar eletricidade.
O projeto de privada solar não é tão bonito, mas
mostrou-se mais eficiente. [Imagem: Caltech/Michael Hoffmann]
O reator também libera água, já devidamente limpa, embora
não potável, que é reutilizada para dar a descarga. O excesso de água pode ser
usado para irrigação.
Para evitar constrangimentos, os inspetores da Fundação
Gates usaram quase 200 litros de uma pasta de soja e arroz para testar a
privada-conceito ecológica. E funcionou.
O projeto de privada solar
não é tão bonito, mas mostrou-se mais eficiente. [Imagem: Caltech/Michael
Hoffmann]
Design de banheiro
O segundo lugar coube ao projeto da Universidade
Loughborough, no Reino Unido, cuja privada produz carvão biológico, minerais e
água limpa.
O terceiro lugar coube ao projeto dos engenheiros da
Universidade de Toronto, no Canadá, cujo sistema também produz fertilizantes e
água limpa.
O Instituto Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática
recebeu a menção honrosa, graças ao design de seu toilet, considerada a privada
mais bonita dentre as 22 que participaram da competição.
Inovação tecnológica.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Animal microscópico é mais resistente que super-heróis.
O primeiro ser vivo a visitar o espaço não foi um
cosmonauta, e sim um cachorro. Laika, uma Husky Siberiana, partiu para orbitar
a Terra a bordo do Sputnik II, nave soviética lançada em 1957. Apesar de ter
falecido na aventura, a cadela mostrou que os seres vivos podiam, sim, aguentar
os efeitos da microgravidade.
A pioneira Laika, no entanto, ficou protegida na cápsula
espacial. Os cientistas sempre assumiram que seria impossível um animal
sobreviver exposto diretamente ao espaço.
Essa façanha seria obtida apenas 50
anos depois da aventura de Laika, por um bichinho do qual nem todo mundo ouviu
falar: a Tardigrada.
Na última segunda-feira, a Nasa mandou uma colônia deste
pequeno animalzinho para fora do planeta, afim de estudar como um organismo
pode manter a vida sob tais condições adversas.
“O animal mais resistente do mundo”
Este invejável título informal foi atribuído a Tardigrada
não por acaso: também chamado de “urso d’água”, o bicho semelhante a um
artrópode, cujo tamanho varia entre 0,3 e 0,5 milímetros, é pródigo em se
adaptar a ambientes desfavoráveis.
A Tradigrada suporta temperaturas superiores a 150° C e
inferiores a 200° C negativos, pressão equivalente a 6.000 mil vezes a
atmosfera terrestre ou o vácuo absoluto, e radiação até mil vezes superior do
que um ser humano pode receber.
Na Terra, a Tardigrada habita qualquer ambiente úmido em
diferentes graus, desde o fundo dos mares tropicais até a neve no topo das
geladas cordilheiras, a mais de 5.000 metros de altura. Havendo umidade, o
animalzinho se adapta com facilidade ao ambiente. Não havendo, tem a capacidade
de praticamente desligar seus processos biológicos, num estado de semimorte,
mas sobrevive.
E este dispositivo é acionado quando a Tardigrada é
exposta ao espaço. O metabolismo cai a 0,01% da sua intensidade original e a
taxa de água no corpo é diminuída em cem vezes. Para sobreviver, ela se
desidrata quase completamente. Em 2007, uma colônia de Tardigradas foi exposta
ao espaço por dez dias, e todas voltaram vivas para contar a história: um
marco.
A nova missão
O sucesso da sobrevivência das Tardigradas em 2007, em
missão coordenada pela Agência Espacial Europeia, empolgou os cientistas.
Desta vez, é a Nasa que vai levar os “ursos d’água” para
um passeio a bordo da nave Endeavour, que voou pela última vez em 2011.
Em sete diferentes experimentos, os pesquisadores
pretendem testar a adaptabilidade biológica das Tardigradas no espaço, e
descobrir mais precisamente quais são os processos celulares e moleculares
envolvidos nas mudanças que o animal sofre para não morrer.
Embora elas tenham passado apenas dez dias no espaço na
missão de 2007, cientistas calculam que uma Tardigrada poderia sobreviver
durante anos sob os rigores de temperatura, pressão e vácuo total que o espaço
oferece. Seria vital, portanto, entender como isso é possível.
Hypescience.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
É descoberta superfamília de insetos que realiza fotossíntese.
É descoberta superfamília de insetos que realiza
fotossíntese.
Tudo indica que nossos livros de Biologia sofrerão nova
revisão este ano, principalmente no que tange à diferenciação entre animais e
vegetais.
Afinal foi confirmada a capacidade da superfamília dos
afídeos de realizar fotossíntese de acordo com o artigo “Light- induced
electron transfer and ATP synthesis in a carotene synthesizing insect”
publicado na revista Nature desta semana pelos pesquisadores franceses Jean
Christophe Valmalette, Aviv Dombrovsky, Pierre Brat, Christian Mertz, Maria Capovilla e Alain Robichon.
Como antecipado aqui no Hypescience em maio de 2010, a
superfamília dos afídeos, que incluem os pulgões apresentam características no
mínimo desconcertantes. Além dessa suspeição de captar DNA de outros seres, são
capazes de realizar partenogênese. Em outras palavras as fêmeas dessa
superfamília procriam sem precisar de machos que as fecundem. Assim, as fêmeas
podem nascer grávidas e depois parir essas crias que também nascem grávidas, e
assim sucessivamente.
Agora, essa insólita superfamília figura também na
galeria dos seres autotróficos. Em outras palavras são capazes de realizar a
elaboração de nutrientes, de maneira análoga a das plantas, por meio de um
processo muito similar ao da fotossíntese.
De acordo com o citado artigo da Nature esses insetos são
os únicos entre os animais capazes de sintetizar pigmentos chamados
carotenoides. Pigmentos esses, típicos de vegetais, responsáveis pela regulação
do sistema imunológico e também pela elaboração de grupos de vitaminas, tais
como a vitamina A, por exemplo.
Sem dúvida é uma adaptação singular do fenótipo dessa
espécie de afídeo denominada “Pisum Acyrthosiphon”, com comportamento
selecionado em condições de baixa temperatura e caracterizada por uma aparição
notável de uma cor esverdeada que se altera para o amarelo-avermelhado.
A produção desses pigmentos carotenoides envolvem genes
bem específicos responsáveis, por exemplo, pela ação de cloroplastos típicos
dos vegetais e surpreendentemente presente no genoma do pulgão, provavelmente
por transferência lateral durante a evolução.
A síntese abundante desses carotenoides em pulgões sugere
um papel fisiológico importante e desconhecido muito além de suas clássicas
propriedades antioxidantes.
O artigo relata a captura de energia luminosa durante o
processo metabólico por meio da foto transferência de elétrons induzida a
partir de cromóforos excitados. Os potenciais de oxirredução das moléculas
envolvidas neste processo seriam compatíveis com a redução do NAD + coenzima.
Em, outras palavras, um sistema fotossintético – que mesmo sendo rudimentar – é
capaz de utilizar esses elétrons foto-emitidos no mecanismo mitocondrial a fim
de sintetizar moléculas de ATP, ou seja, fornecer energia útil para sustentar o
organismo em seu ciclo vital.
Além de modificar os conceitos clássicos em nossas aulas
de Biologia essa descoberta promete elucidar, entre outros enigmas da ciência
moderna, a forma como a vida tem evoluído em nosso planeta.
-o-
[Imagem: Pulgões - Acervo do Hypescience]
sábado, 18 de agosto de 2012
Prêmio Baixada 2012...Fórum Cultural da Baixada Fluminense
PRÊMIO BAIXADA 2012
Guapimirim - Apontando para a Cultura na Baixada Fluminense
Relação dos Finalistas
Conforme edital e regulamento publicados em nosso site, e após criteriosa análise, levando sempre em consideração as atuações na valorização e reconhecimento à nossa região e ao nosso povo, segue abaixo a relação dos finalistas e indicados que serão agraciados com as homenagens do Prêmio Baixada 2012, Menção Honrosa ou o troféu Prêmio Baixada.
Lembramos que a festa de entrega do Prêmio será no dia 23 de agosto, às 17 horas, no Grêmio Musical Guapiense, à Rua Professor Rocha Faria, n° 215 – Centro de Guapimirim.
Agradecemos a participação de todos e desejamos desde já boa sorte!
Baixada Fluminense – Guapimim, 15 de agosto de 2012.
Carlos Cahé
Presidente do Fórum Cultural da Baixada Fluminense
* * *
Relação dos Finalistas e indicados ao Prêmio Baixada 2012
ou Menção Honrosa
CATEGORIA
|
NOME
|
MUNICÍPIO
|
Artesanato
|
Stela Marcia Lopes
|
Guapimirim
|
Artes Cênicas / Dança
|
Iran do Nascimento Ribeiro
|
Nova Iguaçu
|
Artes Cênicas / Teatro
|
Grupo Cultural Cochicho na Coxia
|
Mesquita
|
Artes Cênicas / Teatro
|
Cenáculo Cia. Teatral
|
São João de Meriti
|
Artes Plásticas
|
Deneir de Souza Martins
|
Magé
|
Artes Plásticas / Escultura
|
José Hermínio da Silva Pereira
|
Guapimirim
|
Artes Plásticas
|
Amaury Santana
|
Duque de Caxias
|
Artes Populares
|
Írio Ferreira Lima Jr.
|
Guapimirim
|
Cidadania
|
Associação Cultural Nascente Pequena
|
Guapimirim
|
Ciência
|
Otair Fernandes de Oliveira
|
Nova Iguaçu
|
Comunicação / Falada
|
Mary Monteiro
|
Mesquita
|
Comunicação / Televisada
|
Reinaldo Luis de Almeida Ozzolins
|
Guapimirim
|
Comunicação / Escrita
|
GEMTE - Grupo de Estudos em Marketing, Tecnologia e Ecologia
|
Nova Iguaçu
|
Educação
|
Marize Conceição de Jesus
|
Nova Iguaçu
|
Educação
|
Escola Kreutz Ferreira
|
Nova Iguaçu
|
História
|
Divino de Oliveira
|
Duque de Caxias
|
Imagem / Fotografia
|
Paulo Roberto dos Santos
|
Nova Iguaçu
|
Imagem / Cinema
|
José Ricardo dos Santos Rodrigues
|
São João de Meriti
|
Literatura
|
Francisco Evandro de Oliveira (Farick)
|
Belford Roxo
|
Literatura
|
Fernanda Fernandes de Meireles
|
Nova Iguaçu
|
Literatura
|
Vinícius Fernandes da Silva
|
Mesquita
|
Meio Ambiente
|
APA Guapimirim
|
Gapimirim
|
Música
|
AMC - Associação do Movimento dos Compositores da Baixada Fluminense
|
São João de Meriti
|
Música
|
Bruna dos Santos Souto
|
Guapimirim
|
Música
|
Orquestra Som da Serra
|
Guapimirim
|
Produção Cultural
|
Projeto F.A.M.A.
|
Nova Iguaçu
|
Produção Cultural
|
Núcleo C3 - Cristãos Católicos em Comunicação
|
Duque de Caxias
|
Foi com muita satisfação que fomos contemplados Duas vezes por este prêmio Cultural da Baixa.
Sendo avaliado pelo nossos trabalhos de conscientização de reciclagem,como palestras, Cursos e Educação nas escolas publicas e ongs da Baixada.
Charles o Reciclador - Categoria meio Ambiente - 2009 - 3º Colocado.
Charles o Reciclador - Categoria meio Ambiente - 2011 - 1º colocado.
E uma satisfação muito grande nossa, de termos reconhecido nosso trabalho voluntário que nós dedicamos
durante longos sete anos, sem nenhum apoio financeiro de governos ou Prefeituras trabalho por amor a nossa causa.
Agradecemos nossos familiares e amigos que nós apoiaram nesta causa de conservação do meio ambiente de todos nós, uma causa de verdade.
E agradecemos a equipe do fórum cultural da baixada fluminense pelo belíssimo trabalho incansável durante estes longos anos de dedicação a Cultura do Povo da baixada...Parabéns.
Charles Lopes da Silva - o Reciclador.
domingo, 12 de agosto de 2012
Será que as evidências garantem a existência de Jesus?
Jesus Cristo provavelmente é o homem mais famoso da
Terra. Mas como sabemos que ele realmente caminhou por aqui? Apesar da
insistência dos teólogos, as evidências científicas ainda não conseguiram garantir
essa teoria.
OS PREGOS SAGRADOS
De tempos em tempos, alguém chega dizendo que descobriu o
que seriam os pregos da cruz de Jesus. Mas isso não é novidade. Ainda em 1911,
o professor Herbert Thurston contou quantos pregos eram venerados como os
legítimos: 30, espalhados pela Europa.
Além disso, muitos pedaços de madeira aparecem como
pertencentes à cruz sagrada, o suficiente para fabricar um barco sagrado.
MANTO SAGRADO
Talvez a relíquia religiosa mais famosa do mundo, o
Sudário de Turim representaria o manto que encobriu Jesus após a morte. Com a
imagem “fantasma” de um homem, ele é venerado por milhões de peregrinos que vão
até a catedral de Turim, na Itália. Mas cientificamente falando, o manto é
falso.
Análises de carbono realizadas no Sudário revelaram que
ele não data do tempo de Cristo, mas do século 14. Coincidentemente, foi a
época em que apareceu para o público. Em um documento do bispo Pierre d’Arcis,
da França, de 1390, ele afirma que o Jesus do manto foi pintado e inclusive
assinado pelo artista.
BANDANA DE SANGUE
Uma relíquia similar é o Sudário de Oviedo, um pano com
machas de sangue que foi supostamente enrolado na cabeça de Cristo quando ele
morreu, e que desde o ano 718 fica na catedral da Espanha. O sangue no sudário
é do tipo AB, comum no Oriente Médio, mas não na Europa, levando muitos a
acreditar que não é de Cristo. Também, Joe Nickerll, autor do livro “Relíquias
de Cristo”, afirma que o Sudário foi datado com carbono muitas vezes, e sempre
aparece como do ano 695, não muito antes de aparecer em Oviedo.
ESCRITAS MENTIROSAS
Setenta livros de metal foram descobertos em uma caverna
no Jordão, no ano passado, e aclamadas como os documentos cristãos mais
antigos. Supostamente datando de poucas décadas após a morte de Jesus, os
religiosos as chamaram os códigos de a descoberta arqueológica mais importante
da história.
Mas os códigos são falsos – uma série de dialetos
anacrônicos e imagens forjadas nos últimos 50 anos. “A imagem que eles dizem se
tratar de Cristo é o deus solar Hélio de uma moeda que veio da ilha de Rhodes”,
afirma o arqueólogo de Oxford, Peter Thonemann. “Há também algumas inscrições
sem sentido em hebraico e grego”.
MANUSCRITOS SAGRADOS
Uma das descobertas arqueológicas mais importantes
realmente data da época de Jesus, e pode ou não evidenciar sua existência,
dependendo de para quem você pergunta. Os Manuscritos do Mar Morto, encontrados
em uma caverna de Israel, na década de 40, foram escritos entre 150 antes de
Cristo e 70 depois de Cristo. Em um dos pontos, os documentos se referem a um
“professor do caminho correto”. Alguns dizem se tratar de Jesus. Outros
argumentam que poderia ser qualquer um.
COROA DE CRISTO
De acordo com os textos sagrados, antes de Jesus ser
crucificado, os soldados romanos colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça.
Muitos cristãos acreditam que o instrumento de tortura ainda existe hoje,
dividido em pedaços pela Europa. Uma coroa quase completa está na Catedral de
Notre Dame, em Paris. A história dessa coroa data de pelo menos 16 séculos, mas
não chega até Cristo. E, além do mais, a de Notre Dame não possui espinhos.
O FAMOSO LIVRO
O melhor argumento em favor de Jesus como pessoa viva é,
claro, a Bíblia Sagrada. Existem muitos detalhes diferentes em vários
evangelhos, mas com o tempo, os teólogos conseguiram criar um perfil de Jesus.
“Nós sabemos algumas coisas sobre o Jesus histórico –
menos do que alguns cristãos pensam, porém mais do que os céticos acham”,
afirma Marcus Borg, estudioso da Bíblia, autor e professor aposentado de
religião e cultura. “Apesar de alguns livros recentes argumentarem que Jesus
nunca existiu, as evidências de que ele viveu são persuasivas para a maior
parte dos estudiosos, sejam cristãos ou não”.
Inovação tecnológica.
Luva eletrônica amplifica sensibilidade de cirurgiões.
A pele eletrônica poderá
colocar nas mãos dos médicos recursos que hoje exigem instrumentos cirúrgicos
separados. [Imagem: John Rogers/UIUC]
Pele melhorada
Cientistas estão se preparando para construir luvas
cirúrgicas eletrônicas, não apenas restaurando, mas ampliando a sensibilidade
dos dedos dos cirurgiões.
E, mais do que isso, prometendo literalmente colocar em
suas mãos recursos que hoje exigem instrumentos cirúrgicos separados.
Luvas são essenciais na quase totalidade dos
procedimentos de saúde. Conseguir um equilíbrio entre sensibilidade e
resistência, porém, não é uma tarefa fácil.
Agora, usando circuitos eletrônicos tão flexíveis que
podem ser até esticados, os engenheiros poderão garantir a fabricação de luvas
ultra-resistentes e, simultaneamente, melhorar a sensibilidade tátil necessária
para operações delicadas.
A inovação é resultado de uma série de inovações
desenvolvidas pela equipe do Dr. John Rogers, um pioneiro no campo da
eletrônica flexível.
Sensibilidade eletrônica
Há cerca de seis meses, o grupo apresentou uma pele
eletrônica ativa, capaz de monitorar e controlar a saúde.
Agora, eles apresentaram o que chamam de estimuladores
eletrotácteis, circuitos eletrônicos e sensores que podem ser montados
conjuntamente para formar uma espécie de "pele artificial", ou
"pele eletrônica", ultra-sensível, capaz de prover sensibilidade
suficiente para a ponta dos dedos.
Mas não se trata apenas de replicar o tato humano.
"Imagine a capacidade de sentir as propriedades
elétricas do tecido, e então removê-lo prontamente, com precisão, tudo apenas
com os dedos, usando luvas cirúrgicas inteligentes," disse Rogers.
"Alternativamente, ou talvez em acréscimo, o
imageamento por ultra-som também pode ser possível," completa ele.
Os pesquisadores afirmam que sua pele eletrônica também
terá ampla aplicação na robótica, não apenas entre os robôs cirurgiões, mas
entre os robôs que precisam interagir com o ser humano.
A pele eletrônica pode
conter vários tipos de sensores e atuadores, que poderão ser montados em
camadas. [Imagem: Ying et al./Nanotechnology]
Dos dedos para o coração
O circuito flexível avalia pressão, estresse e tensão
medindo alterações na capacitância - a capacidade de armazenar cargas elétricas
- de pares de microeletrodos. As forças aplicadas sobre o circuito forçam sua
deformação, alterando sua capacitância.
O "dedal eletrônico" apresentado agora também
incorpora sensores para detectar movimento e temperatura, e poderá no futuro
conter mecanismos de aquecimento que poderão ser usados para ablação e outras
operações similares.
"Talvez o resultado mais importante é que
conseguimos incorporar tecnologias multifuncionais à base de semicondutores de
silício para formar peles macias, tridimensionais e de formato livre, adequadas
para integração não só nas pontas dos dedos, mas também em outras partes do
corpo," acrescentou o professor Rogers.
De fato, a equipe planeja agora criar uma pele eletrônica
que possa ser integrada em outras partes do corpo, incluindo o coração.
Neste caso, o dispositivo deverá envolver a superfície do
coração, como uma meia, para proporcionar várias funções de exame e atuação,
sobretudo para o tratamento de arritmias cardíacas.
Bibliografia:
Silicon nanomembranes for fingertip electronics
Ming
Ying, Andrew P Bonifas, Nanshu Lu, Yewang Su, Rui Li, Huanyu Cheng, Abid Ameen,
Yonggang Huang, John A Rogers
Nanotechnology
Vol.: 23 (34): 344004
DOI: 10.1088/0957-4484/23/34/344004
Inovação tecnológica.
DNA dá nova vida à luz dos LEDs.
Comparação do LED
tradicional (à esquerda) e do novo LED de DNA (à direita), que emite uma luz
branca mais pura. [Imagem: James Grote]
DNA de salmão
O nome eletrônica orgânica sempre causa confusão, com os
semicondutores à base de carbono sendo confundidos com coisas vivas.
Talvez agora a confusão aumente um pouco, uma vez que
James Grote, da Universidade de Dayton, nos Estados Unidos, usou DNA para
construir um LED.
E os ganhos não foram poucos: o LED de DNA tem uma luz
mais agradável aos olhos humanos - é uma luz mais "quente" -, é mais
brilhante, consome menos energia e tem uma vida útil mais longa.
Não se trata de nenhum "LED vivo", mas a
mudança é inusitada: o pesquisador substituiu a camada fosforescente do LED,
geralmente feita com uma mistura à base de epóxi, por uma camada de ácido
desoxirribonucleico (DNA), processada a partir de ovas e esperma de salmão.
Esse DNA processado é um produto já disponível
comercialmente, fabricado no Japão a partir de resíduos da indústria pesqueira.
Embora a produção seja pequena, mais voltada para
pesquisas, o fato de usar como matéria-prima algo que é descartado pela indústria
torna o material potencialmente muito barato.
LED de DNA
O mais surpreendente do resultado dessa substituição de
epóxi por DNA é que a camada de epóxi não é exatamente o material ativo emissor
de luz.
O LED de DNA continua sendo feito com o semicondutor
nitreto de gálio, que emite luz azul.
Contudo, "a fluorescência do filme baseado em DNA é
100 vezes maior do que a fluorescência do filme original", diz o
pesquisador.
"O DNA inicialmente era solúvel somente em água,
assim ele foi primeiro precipitado com CTMA para torná-lo insolúvel em água,
mas dissolúvel em solventes orgânicos. Depois de dissolver o DNA-CTMA em
butanol, nós simplesmente misturamos [esse composto] com o pó de YAG:Ce,"
disse Grote.
CTMA é a sigla de cloreto de hexadeciltrimetilamônio. E
YAG:Ce refere-se a um composto - a granada de alumínio-ítrio dopada com cério -
usado para converter a luz originalmente azul do LED em luz branca.
Conversão de luz no LED
A luz originalmente azul emitida pelo semicondutor
nitreto de gálio excita o YAG:Ce, fazendo com que uma parte da luz azul seja
convertida para uma luz amarelada.
A luz amarela estimula os receptores vermelho e verde dos
olhos, e a mistura resultante de azul e amarelo nos dá a impressão de estar
vendo uma luz branca. Uma luz branco-azulada, na verdade, chamada de "luz
fria", que não é a mais agradável aos olhos humanos.
O novo material à base de DNA converte a luz emitida pelo
semicondutor em uma luz mais avermelhada, reduzindo ou até eliminando o
componente azul, fazendo com que o LED emita uma luz branca "quente".
Além disso, a camada de DNA mostrou-se mais resistente à
degradação do que a camada original, o que significa que o LED terá uma vida
útil ainda maior.
Bibliografia:
A
light-emitting diode using deoxyribonucleic acid
James
Grote
SPIE
Optics East 2006 Conference Proceedings
Vol.: Published online
DOI: 10.1117/2.1201208.004359
Inovação tecnológica.
Processador wireless: sem fios internos.
O chip wireless continuará
tendo fios para as rotas de comunicação mais usadas. As vias menos usadas vão
se comunicar por antenas. [Imagem: Drexel University]
Eliminando os nanofios
Aparelhos que se comunicam uns com os outros sem fios
estão por toda parte.
Mas a Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos
quer mais: a ideia é que os blocos internos dos processadores, e dos chips em
geral, passem a se comunicar por ondas de rádio, eliminando a fiação interna do
chip.
Isto será feito adicionando antenas de transmissão e
recepção a cada um dos blocos do processador.
Os maiores ganhos serão a possibilidade de uma
miniaturização ainda maior dos chips e, principalmente, a diminuição do calor
gerado pelo trânsito dos elétrons em seu interior.
"Mais ou menos como acontece com o intestino humano,
as interconexões com fios são muito longas, apesar da possibilidade de sua
condensação em um espaço pequeno. O volume total de conexões necessárias para
tornar um chip funcional exige uma área muito grande," explica o professor
Baris Taskin, da Universidade de Drexel, encarregado de construir o chip
wireless juntamente com seu colega Kapil Dandekar.
Rede wireless no chip
A equipe já elaborou o projeto de uma "rede dentro
de um chip" que usa tanto antenas quanto interconexões por fios,
otimizando a velocidade de comunicação e permitindo que o chip seja usado em
plataformas novas e mais sofisticadas.
"Um chip híbrido que utiliza conexões tanto com,
quanto sem fios, resulta em uma plataforma mais robusta," disse Taskin.
"As interconexões com fios podem ser usadas como linhas de comunicação
dedicadas entre as áreas que estão constantemente trocando dados. E as antenas
podem eliminar uma série de interconexões com fios entre as rotas de
comunicação menos usados dentro do chip."
Um dos elementos-chave para viabilizar a transformação
desse design em um chip real é uma tecnologia de antenas reconfiguráveis,
criada por Dandekar.
Problemas de rede
A utilização de radiofrequências para o transporte de
dados tem uma vantagem sobre outras técnicas sem fios planejadas para a próxima
geração de microchips, uma vez que as ondas de rádio podem viajar através dos
sólidos.
Mas também tropeça nas mesmas dificuldades encontradas
para o projeto de outras redes de comunicação: onde colocar as antenas, qual a
frequência de transmissão a ser usada para evitar interferências, e como obter
a maior banda possível, para que a rede não se torne um gargalo para os dados
no interior do processador.
Os pesquisadores, contudo, afirmam que vale a pena
enfrentar esses desafios, uma vez que as redes sem fios on-chip poderão ser
prontamente usadas nos chips 3D.
Eles esperam ter seus primeiros protótipos funcionais
dentro de cinco anos.
Outra alternativa para o mesmo problema são os
processadores fotônicos, que trocam dados por luz, em vez de eletricidade. Eles
poderão ser muito mais rápidos, mas não necessariamente terão um sistema de
trânsito de dados mais simples.
Inovação tecnológica.
Combustível nuclear pode manter Curiosity em Marte por 14 anos.
Gerador nuclear MMRTG
usado no robô marciano Curiosity. [Imagem: NASA]
Aventura em Marte
O desejo de conhecer o universo foi o motor para uma
série de avanços tecnológicos, de sondas a foguetes, a quem impomos a missão de
olhar para fora do nosso planeta.
A busca é uma aventura maior a cada quilômetro
percorrido, em um espaço que se cogita infinito. Um novo módulo de pesquisa
está agora aterrissado no solo do planeta que mais passou por especulações
desde a "conquista" da Lua: Marte.
Curiosity é um veículo não tripulado que foi desenvolvido
pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA) para coletar amostras e imagens do
solo e da atmosfera do planeta vermelho, assim como analisar e investigar
possíveis evidências de que em algum momento poderia ter havido vida no
planeta.
Isso se dá pela utilização de equipamentos altamente
sofisticados e de enorme precisão, todos acoplados à estrutura do veículo - o
nome completo da aventura é MSL (Mars Science Laboratory), ou Laboratório
Científico de Marte: o robô Curiosity possui a bordo um laboratório completo,
onde serão analisadas as amostras recolhidas por seu braço robótico.
Ao contrário dos robôs marcianos anteriores, alimentados
por painéis solares e baterias, o Curiosity tem uma curiosidade a mais: uma
fonte de energia nuclear.
Energia nuclear no espaço
O desenvolvimento de sistemas seguros que forneçam
energia para alimentar equipamentos como o Curiosity é de fundamental
importância quando falamos de um ambiente hostil tal qual o da superfície de um
planeta estranho. Isso sem mencionar a distância que impede qualquer tipo de
manutenção mais complexa por parte dos cientistas aqui na Terra.
Pensando no tempo de vida útil do Curiosity, a NASA
implantou um sistema de produção de energia e calor baseado em energia nuclear.
Não que isso seja alguma novidade no campo das missões
espaciais, afinal, o primeiro módulo a carregar um dispositivo nuclear foi
lançado em 14 de Abril de 1969, na missão Nimbus III. Após esse empreendimento
bem-sucedido, tivemos mais 16 missões, incluindo esta última para Marte.
A importância de um sistema que seja capaz de fornecer
energia e calor aos equipamentos é de total relevância, e ele deve ser
completamente independente de condições climáticas e externas. Nesse caso, um
pequeno conjunto de dispositivos tornou-se a base para a geração de energia que
alimentaria o Curiosity pelos próximos dois anos de trabalho.
O sistema utilizado nesta missão, desenvolvido
exclusivamente para ela, é chamado de Gerador Termoelétrico por Radioisótopos
Multi-Missão (MMRTG, do inglês Multi-Mission Radioisotope Thermoelectric
Generator).
Ele é formado por uma série de dispositivos que trabalham
em conjunto para gerar calor a partir de reações de decaimento natural do
isótopo de Plutônio-238. Seu design foi criado para que ele possa ser operado
em condições de extremo vácuo no espaço ou com atmosfera de um planeta.
Motor Stirling a plutônio vai impulsionar naves da NASA
Os dispositivos trabalham para administrar o calor
liberado nas reações nucleares de decaimento e assim gerar, por meio de módulos
de conversão termoelétricos (termopares), a energia elétrica necessária para o
funcionamento do veículo e seus equipamentos.
A energia termonuclear é
produzida dentro dos módulos GPHS (General Purpose Heat Source). [Imagem: NASA]
Energia termonuclear
A energia termonuclear é produzida dentro dos módulos
GPHS (General Purpose Heat Source).
Cada módulo contém conjuntos de pastilhas cerâmicas de
dióxido de plutônio-238 (PuO2-238), responsáveis por alimentar as reações
nucleares, em um total de 4,8 kg da substância.
Essas pastilhas são encapsuladas em uma proteção feita de
irídio. As cápsulas de combustível são então armazenadas em uma caixa recoberta
por tubos formados por fibra de carbono, e em seguida colocadas nos módulos
GPHS.
Cada módulo GPHS foi desenvolvido para funcionar
separadamente, fornecendo até 250 watts térmicos, mas também podem ser
agrupados para trabalharem em conjunto, formando pilhas (stacks).
Os módulos usados no Curiosity têm a dimensão de 4 cm X 4
cm X 2 cm cada um, pesando cerca de um quilograma e meio. Sua engenharia de
construção foi elaborada para dar prioridade à segurança do sistema, evitando
vazamentos de material radioativo mesmo em possíveis acidentes com o veículo.
O sistema gerador MMRTG possui eficiência operacional de
6 a 7%, podendo produzir até 110 Watts elétricos de potência total. O
fornecimento de calor pelo próprio gerador é uma das características que tornam
o conjunto adequado para manutenção do veículo.
Computadores e analisadores precisam estar em uma faixa
de temperatura de operação a ser mantida constante, independente das extremas
variações de temperatura do planeta - o calor virá do processo de decaimento do
plutônio armazenado nos módulos, mantendo a estabilidade térmica dos
equipamentos.
Apesar da missão com o Curiosity ter um tempo de
finalização calculado para 687 dias terrestres, o gerador de energia poderá ser
mantido operante por cerca de 14 anos.
Inovação tecnológica.
Metamaterial focaliza ondas de som como a lente de uma câmera.
O metamaterial pode
expandir ou encolher o feixe de ondas acústicas com um perda de energia e
distorção da onda mínimas.[Imagem: Sz-Chin Steven Lin/Penn Stat]
Engenheiros projetaram um novo tipo de material
artificial - um metamaterial - capaz de manipular uma ampla gama de ondas
acústicas usando um único dispositivo muito simples.
O feito mereceu a capa da renomada revista Journal of
Applied Physics.
A invenção irá beneficiar quase todas as aplicações
sônicas e ultra-sônicas atuais, tais como exames médicos de ultra-som e testes
ultra-sônicos não destrutivos.
Metamateriais sônicos
Metamateriais ópticos têm sido amplamente estudados para
aplicações como mantos da invisibilidade e lentes perfeitas.
Embora ondas acústicas e ondas eletromagnéticas sejam
muito diferentes, os princípios básicos dos metamateriais ópticos aplicam-se
aos metamateriais acústicos.
Escudo sonoro deixa submarinos invisíveis ao sonar
As estruturas artificiais, conhecidas como metamateriais,
são criadas em padrões que curvam a onda acústica, direcionando-a para um ponto
único.
Em seguida, a onda acústica é reorientada para formar um
feixe que pode ser mais largo ou mais estreito, dependendo da direção de
deslocamento.
Esquema do modificador de
abertura sônico, formado por pinos de aço incorporados em uma matriz de epóxi.
[Imagem: Sz-Chin Steven Lin et al./JAPL]
O dispositivo - tecnicamente um modificador de abertura
acústico - foi construído com cristais fonônicos com índice de refração
variável, um nome pomposo para uma matriz de pinos de aço incorporados em
epóxi, segundo um padrão cuidadosamente calculado.
Os obstáculos - os pinos de aço - diminuem a velocidade
da onda acústica, fazendo-a compor feixes curvos.
Terapias ultra-sônicas
Segundo Sz-Chin Steven Lin, idealizador do novo
dispositivo, embora outros tipos de metamateriais acústicos também possam
concentrar ou desfocar um feixe acústico, o novo aparelho possui a vantagem de
ser pequeno e ter uma elevada conservação de energia.
Hoje, cientistas e médicos precisam de vários
transdutores de tamanhos diferentes para produzir ondas acústicas com aberturas
diferentes.
É algo parecido a ter que trocar as lentes de uma câmera
para mudar a abertura da lente.
Com este novo metamaterial acústico, a abertura desejada
poderá ser facilmente obtida apenas alterando o modificador de abertura
acústico ligado ao transdutor.
O dispositivo também deverá permitir o desenvolvimento de
novas terapias ultra-sônicas de alta intensidade mais precisas e mais
eficientes.
Essa técnica não-invasiva de calor pode ser usada no
combate a uma variedade de cânceres e doenças neurológicas.
Bibliografia:
Design
of acoustic beam aperture modifier using gradient-index phononic crystals
Sz-Chin
Steven Lin, Bernhard R. Tittmann, Tony Jun Huang
The
Journal of Applied Physics
Vol.:
111 (12): 123510
DOI: 10.1063/1.4729803
Inovação tecnólogica.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Bateria ar-ferro transforma ferrugem em energia.
"O ferro é barato e o ar é grátis. É o futuro,"
diz o Dr. Narayan sobre sua bateria ar-ferro. [Imagem: Dietmar Quistorf/USC]
Bateria ar-ferro transforma ferrugem em energia
Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/08/2012
"O ferro é barato e o ar é grátis. É o futuro,"
diz o Dr. Narayan sobre sua bateria ar-ferro. [Imagem: Dietmar Quistorf/USC]
Energia da oxidação
Deixe um pedaço de metal ao relento e você poderá
acompanhar a rápida formação de uma camada de oxidação, mais conhecida como
ferrugem.
Agora, engenheiros utilizaram esse mecanismo para
desenvolver um tipo de bateria que só precisa do ar ambiente para extrair
energia da oxidação de placas de ferro.
"O ferro é barato e o ar é grátis," afirma Sri
Narayan, da Universidade do Sul Califórnia. Para ele, esse novo tipo de bateria
"é o futuro".
O protótipo é capaz de armazenar energia por um período
de 8 a 24 horas.
Parece pouco em comparação com as baterias normais, que,
sem uso, podem levar meses para se descarregar totalmente.
Contudo, como têm o potencial para serem muito baratas,
conjuntos dessas baterias seriam ideais para equipar fazendas eólicas e
solares, armazenando energia e liberando-a em momentos de ventos fracos ou
durante a noite, otimizando o suprimento da rede.
Bateria ar-ferro
O conceito das baterias ar-ferro é antigo. Houve muito
interesse nelas durante a crise do petróleo, nos anos 1970.
Mas elas sofriam de uma deficiência crítica: além da
oxidação, ocorre no interior da bateria ar-ferro uma reação que gera hidrogênio
- a hidrólise - que absorve 50% da energia gerada, o que a torna ineficiente
demais.
Narayan e seus colegas conseguiram reduzir essa perda
para 4%, o que torna seu protótipo 10 vezes mais eficiente do que os
anteriores.
O truque foi adicionar uma pitada de sulfeto de bismuto à
bateria ar-ferro - o bismuto inibe quase totalmente a reação de geração de
hidrogênio.
E o bismuto é mais seguro do que outras alternativas que
também funcionaram, como o mercúrio e o chumbo.
Baterias de ar-lítio recebem uma nova carga
Bibliografia:
A
High-Performance Rechargeable Iron Electrode for Large-Scale Battery-Based
Energy Storage
Aswin K.
Manohar, Souradip Malkhandi, Bo Yang, Chenguang Yang, G. K. Surya Prakash, Sri
R. Narayan
Journal
of The Electrochemical Society
Vol.:
159, issue 8, A1209-A1214
DOI: 10.1149/2.034208jes
Inovação
Tecnológica.
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