Sejam bem vindos!!!

"Reciclagem Conceitual"

Fazendo o teu olho enchergar a tua mente pensar teu cérebro raciocinar.
Despertando a tua inteligencia a descobrir e praticar o Amor de "dar", "doar-se" a cuidar da Vida como um sol a brilhar.
Levando-o humildemente retribuir cuidando do planeta fazendo seus sentimentos verdadeiramente mais felizes.
Isto e Amor de Amar.

Venham...vamos fazer Reciclaaação já!!!............... Charles sodniv
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Brasil ajudará NASA em missão sobre cinturões de radiação da Terra.


Brasil ajudará NASA na missão para estudar influências do Sol sobre a Terra
O Brasil terá uma participação fundamental na missão, que vai monitorar o Cinturão de Van Allen, um campo magnético ao redor do planeta. [Imagem: NASA]


Participação brasileira

Às 05h00 da madrugada desta sexta-feira, a NASA deverá lançar as duas sondas gêmeas da missão RBSP - Radiation Belt Storm Probes, sondas para medição de tempestades nos cinturões de radiação, em tradução livre.

O Brasil terá uma participação fundamental na missão, que vai monitorar o Cinturão de Van Allen, um campo magnético ao redor do planeta, descoberto em 1950.

Os dados obtidos pelas duas sondas também ajudarão a avançar os estudos sobre a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), um fenômeno da ionosfera localizado acima da região Sudeste, capaz de provocar danos aos satélites artificiais.

Satélite brasileiro vai estudar anomalia magnética no Atlântico
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que mantém parceria com a agência espacial norte-americana em estudos de clima espacial, a partir de novembro será responsável pela aquisição de dados da missão RBSP.

Cinturões de radiação

Para estudar as ondas eletromagnéticas e o cinturão de radiação, composto por duas faixas - uma localizada entre 2.200 e 5.000 quilômetros, e outra entre 13.000 e 55.000 quilômetros da superfície da Terra - as duas sondas da missão RBSP serão posicionadas em uma órbita equatorial, em uma faixa entre 500 quilômetros a até quase 40 mil quilômetros de altitude.

Os Cinturões de Van Allen consistem de partículas movendo-se em alta velocidade, cujo volume varia constantemente. As duas regiões representam uma parte crucial do clima espacial que vigora entre o Sol e a Terra, e em direção aos planetas mais externos.

As sondas da missão RBSP vão ajudar a determinar como as partículas movem-se ao longo dos cinturões, onde elas desaparecem e quais processos são responsáveis por suas energias e velocidades tão elevadas - existem dúzias de teorias competindo por essas explicações.

Influências sobre satélites

Após o período de calibração dos sensores das duas sondas, os dados começarão a ser transmitidos regularmente às estações terrestres, entre elas a do INPE, situada em Alcântara (MA).

Durante pelo menos dois anos, cientistas do mundo inteiro terão acesso às informações que permitirão, pela primeira vez, um monitoramento mais completo da AMAS e do fenômeno de precipitação de partículas elétricas que atinge a região.

"Estas sondas possuem sensores e instrumentos muito avançados. A missão permitirá a aquisição de informações mais precisas para monitorar o efeito das partículas elétricas do Cinturão de Van Allen na região da anomalia. Para se ter ideia das consequências do fenômeno, o satélite que passa nessa região precisa ter alguns equipamentos desligados para evitar problemas no seu funcionamento", explica Walter González, pesquisador da Divisão de Geofísica Espacial do INPE.
Brasil ajudará NASA na missão para estudar influências do Sol sobre a Terra
A Terra está envolta em cinturações de radiação, um localizado entre 2.200 e 5.000 quilômetros, e outro entre 13.000 e 55.000 quilômetros da superfície da Terra. [Imagem: NASA]
Clima espacial

Em setembro, o INPE receberá o líder da missão RBSP, David Sibeck, para discutir resultados de estudos sobre clima espacial e os impactos da AMAS e sua relação com as tempestades geomagnéticas.

Essas tempestades são causadas pela emissão de partículas muito energéticas e campos magnéticos muito intensos, ambos emitidos pelo Sol, que atravessam o meio interplanetário e interagem com o campo geomagnético da Terra.

O INPE mantém o Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE) para avaliar fenômenos que afetam o meio entre o Sol e a Terra, bem como o espaço em torno da Terra.

Fenômenos solares são capazes de causar interferências em sistemas como o GPS, além da possibilidade de induzir correntes elétricas em transformadores de linhas de transmissão de energia e afetar a proteção de dutos para transporte de óleo e gás.

Esses fenômenos são particularmente mais intensos no ambiente espacial brasileiro, devido à grande extensão territorial do país, distribuída ao norte e ao sul do equador geomagnético, à declinação geomagnética máxima e à presença da Anomalia Magnética do Atlântico Sul.
Inovação tecnológica.


domingo, 12 de agosto de 2012

Combustível nuclear pode manter Curiosity em Marte por 14 anos.


Gerador nuclear MMRTG usado no robô marciano Curiosity. [Imagem: NASA]

Aventura em Marte

O desejo de conhecer o universo foi o motor para uma série de avanços tecnológicos, de sondas a foguetes, a quem impomos a missão de olhar para fora do nosso planeta.

A busca é uma aventura maior a cada quilômetro percorrido, em um espaço que se cogita infinito. Um novo módulo de pesquisa está agora aterrissado no solo do planeta que mais passou por especulações desde a "conquista" da Lua: Marte.

Curiosity é um veículo não tripulado que foi desenvolvido pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA) para coletar amostras e imagens do solo e da atmosfera do planeta vermelho, assim como analisar e investigar possíveis evidências de que em algum momento poderia ter havido vida no planeta.

Isso se dá pela utilização de equipamentos altamente sofisticados e de enorme precisão, todos acoplados à estrutura do veículo - o nome completo da aventura é MSL (Mars Science Laboratory), ou Laboratório Científico de Marte: o robô Curiosity possui a bordo um laboratório completo, onde serão analisadas as amostras recolhidas por seu braço robótico.

Ao contrário dos robôs marcianos anteriores, alimentados por painéis solares e baterias, o Curiosity tem uma curiosidade a mais: uma fonte de energia nuclear.

Energia nuclear no espaço

O desenvolvimento de sistemas seguros que forneçam energia para alimentar equipamentos como o Curiosity é de fundamental importância quando falamos de um ambiente hostil tal qual o da superfície de um planeta estranho. Isso sem mencionar a distância que impede qualquer tipo de manutenção mais complexa por parte dos cientistas aqui na Terra.

Pensando no tempo de vida útil do Curiosity, a NASA implantou um sistema de produção de energia e calor baseado em energia nuclear.

Não que isso seja alguma novidade no campo das missões espaciais, afinal, o primeiro módulo a carregar um dispositivo nuclear foi lançado em 14 de Abril de 1969, na missão Nimbus III. Após esse empreendimento bem-sucedido, tivemos mais 16 missões, incluindo esta última para Marte.

A importância de um sistema que seja capaz de fornecer energia e calor aos equipamentos é de total relevância, e ele deve ser completamente independente de condições climáticas e externas. Nesse caso, um pequeno conjunto de dispositivos tornou-se a base para a geração de energia que alimentaria o Curiosity pelos próximos dois anos de trabalho.

O sistema utilizado nesta missão, desenvolvido exclusivamente para ela, é chamado de Gerador Termoelétrico por Radioisótopos Multi-Missão (MMRTG, do inglês Multi-Mission Radioisotope Thermoelectric Generator).

Ele é formado por uma série de dispositivos que trabalham em conjunto para gerar calor a partir de reações de decaimento natural do isótopo de Plutônio-238. Seu design foi criado para que ele possa ser operado em condições de extremo vácuo no espaço ou com atmosfera de um planeta.

Motor Stirling a plutônio vai impulsionar naves da NASA
Os dispositivos trabalham para administrar o calor liberado nas reações nucleares de decaimento e assim gerar, por meio de módulos de conversão termoelétricos (termopares), a energia elétrica necessária para o funcionamento do veículo e seus equipamentos.

A energia termonuclear é produzida dentro dos módulos GPHS (General Purpose Heat Source). [Imagem: NASA]

Energia termonuclear

A energia termonuclear é produzida dentro dos módulos GPHS (General Purpose Heat Source).

Cada módulo contém conjuntos de pastilhas cerâmicas de dióxido de plutônio-238 (PuO2-238), responsáveis por alimentar as reações nucleares, em um total de 4,8 kg da substância.

Essas pastilhas são encapsuladas em uma proteção feita de irídio. As cápsulas de combustível são então armazenadas em uma caixa recoberta por tubos formados por fibra de carbono, e em seguida colocadas nos módulos GPHS.

Cada módulo GPHS foi desenvolvido para funcionar separadamente, fornecendo até 250 watts térmicos, mas também podem ser agrupados para trabalharem em conjunto, formando pilhas (stacks).

Os módulos usados no Curiosity têm a dimensão de 4 cm X 4 cm X 2 cm cada um, pesando cerca de um quilograma e meio. Sua engenharia de construção foi elaborada para dar prioridade à segurança do sistema, evitando vazamentos de material radioativo mesmo em possíveis acidentes com o veículo.

O sistema gerador MMRTG possui eficiência operacional de 6 a 7%, podendo produzir até 110 Watts elétricos de potência total. O fornecimento de calor pelo próprio gerador é uma das características que tornam o conjunto adequado para manutenção do veículo.

Computadores e analisadores precisam estar em uma faixa de temperatura de operação a ser mantida constante, independente das extremas variações de temperatura do planeta - o calor virá do processo de decaimento do plutônio armazenado nos módulos, mantendo a estabilidade térmica dos equipamentos.

Apesar da missão com o Curiosity ter um tempo de finalização calculado para 687 dias terrestres, o gerador de energia poderá ser mantido operante por cerca de 14 anos.
Inovação tecnológica.



domingo, 5 de fevereiro de 2012

NASA filma o lado oculto da lua!!!


Um lado inteiro da lua nunca pode ser visto da Terra porque está constantemente virado para o outro lado. Agora, um vídeo da espaçonave GRAIL, da NASA, que entrou em órbita no ano novo, revelou esse mistério.

A parte mais velha da lua, empoeirada, aparece danificada por uma série de colisões com cometas e asteroides. Entre as impressões geológicas, está a gigante cratera Drygalsk, de 149 quilometros, com o centro em forma de estrela. Ela pode ser vista quando o vídeo chega no pólo sul.

A filmagem foi realizada como parte de um projeto para estudantes do ensino médio, que irão pegar áreas – como as crateras – para estudar melhor, possivelmente inspirando uma próxima geração de cientistas espaciais.

A principal investigadora do projeto GRAIL, Maria Zuber, afirma que “a qualidade do vídeo é excelente e deve fomentar os estudantes conforme eles se preparam para estudar a lua”.
Hypescience!!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Novo planeta gigante é provavelmente o mais habitável já encontrado!!!


Um planeta alienígena com possibilidades de ser habitável e abrigar água, e até a vida em sua superfície, foi descoberto perto de uma estrela não muito longe daqui.

O planeta está localizado na zona habitável de sua estrela principal, onde as temperaturas não são nem tão quentes nem tão frias, permitindo a presença de água líquida.

“É o santo gral da pesquisa por exoplantas encontrar um que esteja na distância certa para permitir a água líquida”, afirma Steven Vogt, astrônomo da Universidade da Califórnia. “Ele está no ponto certo da zona habitável – não há dúvidas sobre isso”.

Vogt é um dos pesquisadores do novo estudo, liderado por Guillem Anglada-Escudé e Paul Butler, do Instituto Carnegie de Ciência, uma organização privada sem fins lucrativos. “Esse novo planeta é o melhor candidato a abrigar água e, talvez, a vida como a conhecemos”, comenta Anglada-Escudé.

Os pesquisadores estimam que o planeta, chamado de GJ 667Cc, é pelo menos 4,5 vezes mais massivo do que a Terra. Ele leva apenas 28 dias para orbitar sua estrela, que está localizada a cerca de 22 anos-luz de nós, na Constelação de Escorpião.

“Basicamente, nosso vizinho mais próximo”, afirma Vogt. “É muito perto. Existem apenas cerca de 100 estrelas mais perto do que ela”.

E não bastasse o interesse, a estrela principal, GJ 667C, é membro de um sistema estelar triplo. Ela é uma estrela anã, com cerca de um terço da massa do sol, e apesar do brilho fraco, pode ser vista com telescópios da Terra.

“O planeta gira em torno de uma estrela que é parte de um sistema triplo”, explica Vogt. “As outras estrelas estão bem longe, mas seriam muito bonitas no céu”.

A descoberta de um planeta ao redor da GJ 667C foi uma surpresa para os astrônomos, já que o sistema inteiro tinha uma química diferente do nosso sol. O sistema possui menos elementos pesados, como ferro, carbono e silício.

“É bem deficiente em metais”, comenta Vogt. “Esses são os materiais que formam os planetas – os grãos que se juntam e os formam – então não esperávamos que essa estrela fosse do tipo que abrigasse planetas”.

A grande descoberta pode significar que mundos alienígenas habitáveis estejam em uma variedade de ambientes, mais diversos do que se pensava.

“As estatísticas dizem que nós não acharíamos algo assim tão rápido se não existissem muitos por aí”, afirma Vogt. “Isso nos diz que devem ter muitos planetas assim. Foi quase fácil de achar, e aconteceu muito rápido”.

Outra super Terra cuja órbita é muito próxima à GJ 667C foi detectada antes, em 2010, mas a descoberta nunca foi publicada. Esse planeta, chamado de GJ 667Cb, leva 7,2 dias para terminar sua órbita, mas sua localização o torna muito quente para a existência de água líquida na superfície.

O planeta GJ 667Cc é um candidato muito mais intrigante. “Quando um planeta cresce até cerca de 10 vezes maior do que a Terra, ocorre um processo em que ele começa a ‘comer’ todo o gás e gelo que está se formando, e rapidamente vira algo como Urano, Saturno ou Júpiter”, explica Vogt. “Quando você tem a superfície e a temperatura correta, se há água ao redor, há uma boa chance de ela ser líquida. Esse planeta está no ponto certo da zona habitável, então temos a temperatura e a massa certas”.

Observações preliminares também sugerem que mais planetas podem existir nesse sistema, incluindo um gigante de gás e outra super Terra que leva cerca de 75 dias para finalizar sua órbita. Mas, afirmam os cientistas, mais pesquisa é necessária para confirmar esses candidatos, assim como detalhes sobre a potencialmente habitável super Terra.
Hypercience!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Astrofísica: As 3 perguntas mais frequentes!!!


Esteja na sala de aula, em uma festa ou conversando com visitantes do planetário onde trabalha, Charles Liu sabe que cedo ou tarde alguém vai fazer uma dessas três questões.
“Eu nunca estive em um local público onde as pessoas soubessem o que eu faço e ninguém perguntasse algo do tipo”, comenta o cientista. Ele é professor de astrofísica e trabalha no planetário Hayden.
Ao longo dos anos, Liu desenvolveu algumas respostas muito sólidas, baseadas em evidências científicas e em sua opinião, para essas três questões. Aqui vão elas:
EXISTE UM DEUS?
“O que eu digo para as pessoas é que a ciência, em geral, e a astronomia, em particular, não ficam pensando se existe ou não um Deus. Na ciência, as conclusões são tiradas a partir de evidências e confirmações de previsões, e é isso que diferencia o conhecimento científico do não científico.
Recentemente, o Papa Bento disse algo do tipo: ‘A teoria do Big Bang é a prova de que Deus existe’. Na verdade não é. É só uma prova de algo aconteceu no começo do universo, quando não havia tempo ou espaço, e então começou o tempo e o espaço. Para muitas pessoas, as descobertas astronômicas confirmam o que elas já pensavam: que Deus está lá. E para muitos outros, as descobertas dos astrônomos confirmam o que eles já pensavam, que Deus é desnecessário – que Deus não existe.
Então o Big Bang não prova realmente que Deus ou deuses existem ou não, ou se um monstro voador de espaguete é real ou não; é simplesmente muito, muito legal.
“Uma última coisa sobre essa pergunta: as pessoas perguntam, ‘bem, o que você acha?’. E eu digo, ‘eu não sei’. Eu penso que o universo é lindo, complexo e fascinante. E eu não vi nenhuma evidência que mostre um ser divino onisciente no controle do universo. Mas não há nada que diga que isso não existe, também”, conta.
EXISTEM ALIENÍGENAS?
“Sim. O universo é tão vasto e as leis da natureza tão consistentes que as chances da vida se desenvolver em apenas um local é essencialmente zero. Se a vida apareceu em um lugar, tem que ter aparecido em outros”, diz.
Então, os extraterrestres existem? Sim. Mas eles pousaram na Terra? Não. Nenhuma das chamadas evidências extraterrestres aqui na Terra passou por um teste científico rigoroso.
Vamos, em algum dia, fazer contato com eles? Desde o advento do rádio, sinais são enviados da Terra e viajam cerca de 50 anos-luz, ou 430 trilhões de quilômetros. Mas só a nossa galáxia tem quase 900 trilhões de quilômetros. Então os sinais de rádio teriam que viajar muito mais para pegar pelo menos uma fração da Via Láctea. Então um civilização em algum lugar da nossa galáxia teria quase nenhuma chance de captá-lo, a não ser que estivesse muito perto.
E, ao mesmo tempo, com todos nossos esforços, quase não conseguiríamos detectar sinais de rádio de uma estrela próxima, muito menos uma distante. Então existem chances de conseguirmos fazer contato com vida extraterrestre? “Sempre é possível, mas as chances são muito, muito remotas”, explica.
O ACONTECERIA SE EU CAÍSSE EM UM BURACO NEGRO?
“Essa é uma pergunta dividida em duas. Aqui na Terra, nós temos as marés. Elas funcionam basicamente com a lua puxando mais um lado da Terra, e como resultado o globo se alonga levemente, dependendo da posição do satélite. Mas a Terra é robusta, então você não a vê se movendo muito, mas a água é líquida, fluindo para o lado alongado”, diz.
Agora, quando você chega perto de um buraco negro, essa interação é aumentada absurdamente. Se você fosse, por exemplo, pular de ponta no buraco, o topo da sua cabeça sentiria muito mais a força gravitacional, até que você parecesse pasta de dente saindo do tubo. Eventualmente você viraria um amontoado de partículas subatômicas que são sugadas para dentro do buraco negro.
O que pode ser ainda mais interessante de se pensar é o que acontece se você entra em um buraco negro e de algum modo consegue não ser estraçalhado. Acontece que, quanto maior o buraco, menos extrema sua superfície é. Se você tem um buraco negro, digamos, do tamanho da Terra, com certeza iria virar espaguete. Mas se ele for do tamanho do sistema solar, então as forças no “horizonte do evento” – isso é, o ponto sem retorno do buraco negro – não são assim tão fortes. Nesse caso, você até poderia manter a integridade.
Nessa situação, o que acontece quando você começa a experimentar os efeitos da curvatura do tempo e do espaço, prevista pela teoria geral da relatividade de Einstein? Primeiro de tudo, você se aproximaria da velocidade da luz, conforme entra no buraco negro. Então, quanto mais rápido você se movesse pelo espaço, mais devagar se moveria o tempo.
E ainda mais, conforme você cairia, coisas estariam caindo na sua frente experimentariam uma dilatação temporal ainda maior. Então se você olhasse para frente, veria cada objeto que caiu lá no passado. E se você olhasse para trás, conseguiria ver tudo que um dia vai cair atrás de você. O ponto é: você veria a história inteira daquele ponto do universo simultaneamente, do Big Bang até o futuro distante. Incrível, não?
Hypescience!!!




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fenômeno: cometa sendo engolido pelo sol é flagrado pela primeira vez!!!


Na astronomia, existe um grupo de cometas suicidas que mergulham em direção ao sol: são os chamados “Kreutz sungrazer” (literalmente, arranha-sol de Kreutz).

Em dezembro, foi registrado pela primeira vez que um desses cometas passou pela coroa solar e sobreviveu para contar a história.

Agora, câmeras da NASA captaram um desses corpos celestes sendo destruído, passo a passo, devido à proximidade do sol.

Eles recebem esse nome em homenagem a um astrônomo alemão do século XIX, Heinrich Kreutz, que verificou que a órbita de tais cometas os levava a ingressar na coroa solar, que seria uma espécie de atmosfera do nosso astro.

O cometa protagonista da vez chama-se “Cometa Kreutz C/2011 N3”. Na verdade, ele foi observado no dia 4 de julho do ano passado e despedaçado pela proximidade com a nossa estrela apenas dois dias depois, mas só nesta quinta-feira os cientistas da NASA anunciaram sua observação e relataram os resultados.

Quando o cometa foi localizado a caminho do sol, media cerca de 50 metros de comprimento e pesava cerca de 60 mil toneladas métricas.

Sua cauda luminosa, que se estendia por 10 mil quilômetros, explica como os astrônomos conseguiram encontrar um corpo relativamente pequeno diante da imensidão do sol. O cometa viajava a 2,1 milhões de quilômetros por hora.

Todo o trajeto fatal foi acompanhado durante os dois dias, até dez minutos antes de sua desintegração. Nesse ponto, os astrônomos viram que o cometa perdeu rapidamente algo entre 700 mil e 70 milhões de quilos, e acabaria se desfazendo em pedaços que vaporizaram.

O Kreutz C/2011 N3 morreu completamente quando estava a cerca de 100 mil quilômetros da superfície do sol – o que é relativamente perto, segundo os cientistas.

A principal importância de estudar a fragmentação dos cometas, conforme explica a NASA, é descobrir mais sobre a composição material destes corpos celestes. Nos últimos 15 anos, calcula-se que cerca de 1.400 cometas mergulharam em direção ao sol, mas ainda não havia recursos suficientes para analisá-los.

Agora, um estudo mais avançado pode revelar respostas não apenas sobre os cometas, mas também sobre como se comporta a superfície solar e se há algo nesse quesito que possa influenciar a Terra.
Hypescience!!!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Vídeo: tempestade solar de fim de ano!!!


O Sol fechou 2011 com uma grande atividade, e uma espaçonave da NASA conseguiu capturar o evento.

A nave Observatório de Dinâmicas Solares (SDO) gravou a estrela com suas dúzias de tempestades, durante um período de 36 horas, entre 29 e 30 de dezembro. O incrível vídeo, gravado em intensas luzes ultravioletas, mostra grandes quantidades de plasma e flashes de radiação saindo da superfície solar.

“Forças magnéticas estavam se debatendo violentamente entre si, criando uma atividade frenética”, afirmam os pesquisadores do SDO. “Ao analisarmos uma imagem a cada dois minutos, o nível de detalhes que conseguimos observar é incrível”.

A recente conturbação não produziu nenhuma tempestade gigantesca. A mais poderosa desse momento, por exemplo, foi qualificada como “M”, uma categoria mediana no sistema de classificação dos cientistas (“C” são as fracas e “X” as mais fortes).

Um lampejo de nível médio é visível como um flash de luz branca, na metade do vídeo. Em seguida há uma ejeção de massa coronal (EMC) – uma nuvem gigante de plasma solar que pode viajar no espaço a cinco milhões de quilômetros por hora.

EMCs que atingem a Terra podem provocar problemas, como interrupções temporárias em sinais de GPS, comunicações e estações de energia. Mas as do fim do ano não parecem ter causado nada sério.

Não é estranho que o Sol tenha terminado o ano desse modo, já que 2011 foi um ano muito ativo.

Após permanecer estranhamente quieta entre 2005 e 2010, a estrela voltou à vida no ano passado, liberando muitas EMCs. Em 14 de fevereiro, por exemplo, o Sol liberou uma nuvem de nível 2.2X, a mais intensa em quatro anos. Em 9 de agosto, a estrela liberou uma de magnitude 6.9X. No total, foram oito tempestades de nível X em 2011.

Muitos especialistas esperam que a atividade vá continuar durante este ano. O Sol tem ciclos de 11 anos, e os cientistas acreditam que o pico dessa atividade será em 2013.
Hypescience!!!

Mistérios escuros: cientistas estudam buraco negro da Via Láctea!!!


Em um esforço para compreender melhor os buracos negros, astrônomos voltaram seus telescópios para o sistema binário Cygnus X-1.

Contendo uma estrela e um buraco negro de massa estelar, Cygnus X-1 fica dentro da constelação de Cygnus, na Via Láctea.

Sua descoberta em 1972 levou a discussão ampla, incluindo uma aposta feita por Stephen Hawking se o sistema tinha ou não um buraco negro (Hawking perdeu).

O estudo forneceu informações detalhadas sobre a massa, a rotação e a distância do sol do buraco negro.

Esse conhecimento pode ajudar os cientistas a reunir informações sobre o estado do buraco negro hoje, e também revelar pistas sobre sua história inicial.

Para estudar objetos no espaço, os astrônomos contam com informações emitidas na forma de radiação eletromagnética – luz.

Mas a gravidade dos buracos negros é tão forte que não escapa emissões, tornando-se um desafio de estudar. A única informação que eles revelam é a sua massa, rotação e carga elétrica.

Essa pesquisa teve o olhar mais detalhado de um buraco negro até hoje.

Antes dos astrônomos começarem suas medições, eles precisavam determinar o quão longe Cygnus X-1 estava. Usando um sistema de rádio-telescópio no Havaí, a equipe calculou que Cygnus X-1 fica a 6.070 anos-luz do sol.

A medição também revelou que o objeto estava se movendo muito lentamente através da Via Láctea, cerca de 15 quilômetros por segundo.

Os cientistas então vasculharam duas décadas de dados de outros telescópios, e combinaram todas as análises, o que permitiu que eles calculassem que o buraco negro dentro de Cygnus X-1 é quase 15 vezes mais massivo que o sol, tornando-o um dos buracos negros estelares mais maciços da Via Láctea.

Buracos negros estelares são menores e mais comuns do que seus primos supermassivos. Enquanto os buracos negros maiores tendem a ser encontrados nos centros das galáxias, buracos negros estelares estão espalhados por toda parte.

Atualmente, cerca de 20 buracos negros estelares foram estudados dentro da Via Láctea, apesar de teóricos sugerirem que nossa galáxia pode ter centenas de milhões deles.

Os astrônomos também calcularam que o buraco negro gira mais de 800 vezes por segundo – quase a metade da velocidade da luz. A rotação rápida pode ajudar astrônomos a analisarem outros gigantes escuros.

Saber que o buraco negro foi formado com uma rotação aparentemente grande ajuda a restringir modelos detalhados de supernova e/ou colapsos estelares.

Sua rápida rotação, combinada com seu lento progresso através da galáxia, oferece dicas sobre sua origem. A alta velocidade de rotação é mais provável um produto de seu nascimento. Ao mesmo tempo, se o buraco negro tivesse sido criado por uma explosão estelar chamada supernova, a força da explosão teria dado um “pontapé” que teria feito com que Cygnus X-1 viajasse mais rápido através da Via Láctea.

Outra pesquisa, publicada há quase uma década, sugere que o buraco negro foi produzido por uma implosão estelar sem uma explosão, quando uma estrela massiva entra em colapso depois de uma supernova.

No entanto, o buraco negro Cygnus X-1 parece ter nascido de uma morte estelar relativamente suave. Neste caso, não há rejeição do núcleo que gera a onda de choque maciça que cria uma supernova. Assim, um colapso direto poderia ser um evento relativamente suave.

Tal transformação teria permitido que Cygnus X-1 ficasse com a massa e energia que a maioria dos buracos negros estelares perde durante suas mortes violentas.
Hypescience!!!

Foto: M27, a nebulosa Bumbbell!!!


O primeiro indício do que vai acontecer com nosso Sol foi descoberto sem querer, em 1764. Nesse ano, Charles Messier estava compilando uma lista de objetos difusos que não deveriam ser confundidos com cometas.

O número 27 da lista, agora conhecido como M27, ou nebulosa Dumbbell, é uma nebulosa planetária, o tipo que o Sol vai produzir quando sua fusão nuclear cessar.

A M27 é uma das maiores nebulosas planetárias já vistas, e pode ser encontrada na constelação da Raposa (Velpucola).

A luz da nebulosa leva cerca de mil anos para nos atingir, com cores emitidas pelo hidrogênio e oxigênio.

Mas o entendimento da M27 estava muito longe da ciência do século 17, e mesmo hoje, vários mistérios ainda prevalecem nesse tipo de fenômeno.
Hypescience!!!

Encontrada a cor exata da Via Láctea!!!


Astrônomos conseguiram determinar a cor exata da nossa Via Láctea. Eles queriam descobrir como é nossa galáxia vista de fora – uma tarefa difícil, já que a Terra está dentro dela.

Fazendo uma comparação com tipos de estrelas de outras galáxias, pesquisadores descobriram algo um tanto quanto surpreendente – nossa galáxia é branca.

Mas não é qualquer tipo de branco: mais especificamente, é a cor da neve da primavera uma hora após o nascer do sol ou antes do anoitecer.

Mas para que, afinal, os astrônomos se interessam pela cor das galáxias? Por que isso nos diz, basicamente, a idade das estrelas de uma galáxia e nos dá dados sobre a formação dela.

No projeto, pesquisadores usaram o Sloan Digital Sky Survey (SDSS), que conta com informações sobre cerca de um milhão de galáxias.

Eles compararam dados já conhecidos da massa total da Via Láctea e da taxa de formação de estrelas com as informações de outras galáxias.

A “temperatura de cor” da nossa galáxia é algo entre uma lâmpada incandescente e a luz do sol do meio-dia – ambas brancas, mas sutilmente diferentes.

E o que essa cor nos diz sobre o desenvolvimento da Via Láctea? De acordo com os pesquisadores, com a base na cor encontrada a taxa de formação de estrelas tem diminuído ao longo do tempo.
Hypescience!!!

Descoberta origem da explosão estelar que pode brilhar mais do que uma galáxia inteira!!!


Astrônomos descobriram recentemente a solução para um antigo problema fundamental da astrofísica: o que produz supernovas tipo Ia – explosões enormes em que a luz é muitas vezes mais brilhante do que uma galáxia inteira. O professor Bradley Schaefer e o estudante universitário Ashley Pagnotta provaram que essas supernovas são causadas pela aproximação e colisão de um par de estrelas anãs brancas.

“Supernovas tipo Ia são causadas por estrelas anãs brancas que atingem a massa máxima, quando seu carbono e oxigênio causam uma explosão descontrolada semelhante a uma bomba de hidrogênio”, disse Schaefer. “Determinar a origem dessas supernovas tem sido um problema no campo da astronomia.”

A solução da questão se deu depois de mais de 40 anos de estudo sobre o assunto, pois não se chegava a um acordo sobre a origem das supernovas. Os possíveis tipo de sistemas precursores (chamados de progenitores), seriam ou um par de anãs brancas em uma órbita em espiral que se atrairiam devido à atração gravitacional (o que foi considerado verdadeiro, no estudo) ou outro tipo de binário, em que a estrela companheira de uma anã branca atribuiria mais massa para a estrela, até que ela atingisse a massa crítica e explodisse. Por décadas, o debate tem sido travado sem provas decisivas, e, até pouco tempo, havia uma opinião dividida entre os astrônomos.

“Muitas explicações possíveis já foram sugeridas, mas uma delas requer uma estrela companheira perto da anã branca para a explosão”, disse Schaefer. O pesquisador explica que a maneira de distinguir os modelos progenitores da supernova usada foi olhar profundamente no centro de uma remanescente antiga de supernova para encontrar (ou não) a antiga estrela companheira da anã branca.

O problema sem solução do progenitor da supernova tem aumentado consideravelmente de importância na última década, tendo sido colocado entre as nove maiores perguntas enfrentadas atualmente na astronomia.

Schaefer e Pagnotta usaram imagens do Telescópio Espacial Hubble de uma supernova chamada SNR 0.509-67.5 para ilustrar a possibilidade ou não de qualquer estrela companheira sobreviver a uma explosão de anã branca.

Qualquer resultado como esse naturalmente requer um processamento extenso de análise de informações, bem como cálculos detalhados das teorias antes que possa ser considerado finalizado.

Os pesquisadores analisaram a região central de SNR 0.509-67.5, que tem um limite muito profundo (magnitude visual de 26,9). A menor possível ex-estrela companheira para todos os modelos é 50 vezes mais brilhante do que o limite observado, o que rejeita todas essas explicações que exigem uma estrela companheira. Mas a teoria do par de estrelas anãs brancas ainda estava de pé.

O modelo progenitor que indica que as supernovas tipo Ia necessitam de uma estrela companheira para a explosão se mostrou impossível. Assim, os pesquisadores chegaram a conclusão de que a única forma de formação de supernovas possível é a de uma dupla de anãs brancas que se colidem.
Hypescience!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Tarefas aparentemente tão simples quanto o controle de combustíveis criogênicos no espaço podem render uma multiplicidade de estudos de física básica.[Imagem: D.Chato]
Ciência espacial

Aproveitando a onda da privatização do espaço, cientistas norte-americanos estão defendendo que a NASA volte-se para a ciência básica.

Com um orçamento que é apenas uma fração do que era há 10 anos, a maior agência espacial do mundo sofre uma aparente crise de identidade - mas aparente apenas para quem não quer se dar conta de que a NASA quer ser muito menor do que era.

Charles Bolden, seu atual administrador, corre o risco de passar para a história como o astronauta que enterrou a NASA, ao levar adiante um projeto difícil de defender perante o eleitor norte-americano: o de transformar um dos maiores orgulhos nacionais em uma agência de compras de artefatos espaciais fabricados por empresas privadas.

Mas há um grupo que aparentemente está gostando da ideia: os cientistas.

Isto porque, mesmo caindo muito, o orçamento da NASA está muito longe de ser desprezível. E os cientistas estão de olho nesses recursos.

Ciência por curiosidade

Um relatório encomendado pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, e elaborado por uma equipe de cientistas de destaque na área, defende uma linha de pesquisas para a NASA ao longo dos próximos 10 anos, centrada em física fundamental.

"Quando Einstein desenvolveu sua Teoria da Relatividade, ninguém na época sabia exatamente como isso poderia ser aplicado. No entanto, essa descoberta científica básica abriu muitas portas para nós, incluindo o desenvolvimento da tecnologia que levou ao Sistema de Posicionamento Global (GPS)", defende Rob Duncan, da Universidade de Missouri, que coordenou a elaboração do relatório.

"Muitas tecnologias de trilhões de dólares são baseadas em descobertas nessas 'ciências básicas'. Por isso é vital que continuemos a explorar estas questões científicas que, esperamos, continuem a levar a avanços tecnológicos.

"Devemos continuar a desenvolver o conhecimento partindo apenas de nossa curiosidade, já que isto frequentemente leva a grandes oportunidades. Se nós pararmos de explorar o desconhecido, então vamos deixar de descobrir coisas que podem ser de grande importância para a nossa economia de uma forma que pode ser difícil de prever," apregoa Duncan.

Para isso, segundo o grupo, a primeira missão da NASA deve ser descobrir e explorar as leis físicas que regem a matéria, o espaço e o tempo.

Eles propõem quatro eixos específicos que a NASA deveria explorar na próxima década.

Física da Matéria Condensada Leve

Embora existam alguns exemplos dessa nova classe de materiais, que normalmente são muito fortes, mas muito leves, a compreensão dos princípios de sua organização física pode melhorar drasticamente a ciência dos materiais.

Esses materiais têm aplicações preferencialmente na própria indústria aeroespacial, mas migram para a economia como um todo quando há ganhos de escala.

Medições de precisão das forças e simetrias fundamentais

Isto pode ajudar os cientistas a determinar o que ainda não se sabe sobre a composição e a estrutura do Universo.

Por exemplo, alguns raios cósmicos têm uma energia que é 100 bilhões de vezes mais elevada do que as partículas de maior energia já produzidas nos colisores de partículas, como o LHC.

Enquanto a maioria dos físicos ainda se envolve com a chamada Partícula de Deus, alguns se preocupam com o que se convencionou chamar de "Partículas Ai Meu Deus", com uma energia cinética equivalente a uma bola de beisebol viajando a 100 quilômetros por hora concentrada em uma partícula subatômica.

Pelo menos 15 desses eventos já foram detectados até hoje, mas ninguém se atreve a falar nada sobre eles.

Gases Quânticos

Compreender os gases quânticos pode revelar como as partículas interagem umas com as outras em um nível absolutamente fundamental.

Exemplos destes materiais incluem os supercondutores e os superfluidos.

Supercondutores são materiais que conduzem eletricidade sem resistência, enquanto superfluidos são os fluidos (como o hélio em temperaturas muito baixas) que não têm resistência ao fluxo.

Matéria Condensada

Como a matéria se altera em estados diferentes, tais como sólidos, líquidos e gases, mudanças de fase semelhantes acontecem em toda a natureza.

Ao estudar essas mudanças no espaço, os cientistas podem eliminar a complicação da gravidade e compreender melhor a física que guia essas mudanças.

"Esperamos que este relatório ajude a orientar a parte científica da exploração espacial. As possibilidades de descoberta são infinitas," defende o pesquisador.
Inovação tecnológica!!!

Tempo mundial pode mudar em 2012!!!


Uma nova forma de marcar o tempo? Esta armadilha de átomos de estrôncio, parte principal de um relógio atômico, poderá mudar a forma como o mundo mede o tempo.[Imagem: NPL]
Segundo bissexto

O tempo, tal como o conhecemos hoje, poderá não ser exatamente o mesmo tempo nos séculos que virão.

Tanto que os cientistas da área estão usando todo o seu tempo durante as festas de fim de ano para discutir uma nova definição da escala de tempo do mundo: o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).

E a principal questão em debate é o segundo bissexto - mais especificamente, a abolição do segundo bissexto.

Tempo tecnológico

Enquanto todo o mundo presta atenção aos anos bissextos, poucos sabem que uma "ajeitada" muito mais frequente no tempo, mas muito mais irregular, é feita constantemente.

Uma mudança que é essencial para manter o bom funcionamento dos sistemas de GPS, das telecomunicações, e até dos arquivos que você transfere pela internet.

O segundo bissexto surgiu no início da atual era tecnológica, em 1972. Ele é adicionado para manter a escala de tempo medida pelos relógios atômicos em fase com a escala de tempo baseada na rotação da Terra.

A razão para isto é que, enquanto os relógios atômicos, que usam as vibrações dos átomos para contar os segundos, são incrivelmente precisos, a Terra não é um cronometrista tão confiável quanto se acreditava - isto graças a uma ligeira oscilação que ela sofre conforme gira sobre seu próprio eixo:

Rotação da Terra é medida diretamente pela primeira vez
"Desde a década de 1920 já se sabe que o movimento da Terra não é tão constante como tínhamos pensado inicialmente," explica Rory McEvoy, curador de "horologia" do observatório de Greenwich, no Reino Unido.

Essa variação natural da Terra significa que as horas medidas pelos relógios atômicos e as horas baseadas na rotação da Terra ficam cada vez mais defasadas conforme o tempo passa.

Assim, a cada poucos anos, antes que essa diferença cresça mais do que 0,9 segundo, um segundo extra - o chamado segundo bissexto - é adicionado ao tempo oficial, para colocar novamente os dois em sincronia.

"O Serviço Internacional de Rotação da Terra monitora a atividade da Terra, e eles decidem quando é apropriado adicionar um segundo bissexto em nossa escala de tempo," explica McEvoy.

Guerra do segundo

Um dos maiores problemas é que, ao contrário dos anos bissextos, os segundos bissextos não são previsíveis. Eles são erráticos, porque as oscilações da Terra - o chamado balanço de Chandler - não é regular.

Mas a tentativa de se livrar do segundo bissexto está causando um racha dentro da comunidade internacional que estuda o tempo, o que deverá ser decidido pelo voto, durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações, da União Internacional das Telecomunicações (UIT), em janeiro de 2012, em Genebra.

Uma pesquisa informal feita pela UIT no início deste ano revelou que três países - Reino Unido, China e Canadá - são fortemente contra a alteração do sistema atual.

No entanto, 13 países, incluindo os Estados Unidos, França, Itália e Alemanha, querem uma nova escala de tempo que não tenha segundos bissextos.

Mas, com quase 200 países membros, a grande maioria deles ainda terá que revelar o que realmente pensa sobre o tempo.

O Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Paris, é a organização internacional de padronização que é responsável por manter o tempo do mundo.

A organização acredita que o segundo bissexto deve acabar porque esses ajustes estão se tornando cada vez mais problemáticos para sistemas que precisam de uma referência estável e contínua de tempo.

"Ele está afetando as telecomunicações, é problemático para a transferência de dados pela internet (como o Network Time Protocol, ou NTP), bem como dos serviços financeiros," diz o Dr. Arias Felicitas, diretor do BIPM.

"Outra aplicação que está sendo realmente muito, muito afetada pelo segundo bissexto, é a sincronização de tempo nos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS). Os GNSS exigem uma sincronização de tempo perfeita - e segundos bissextos são um incômodo," completa Felicitas.

Tempos divergentes

Mas desacoplar o tempo civil da rotação da Terra também pode ter consequências a longo prazo.

"[Se você eliminar os segundos bissextos] o UTC irá se afastar continuamente do tempo baseado na rotação da Terra, fazendo-os gradualmente divergirem por uma quantidade crescente de tempo. Algo terá que ser feito para corrigir essa divergência cada vez maior," explica Peter Whibberley, cientista do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido.

Em algumas décadas, isso equivaleria a um minuto de diferença. E, ao longo de centenas de anos, isso significaria uma diferença de uma hora entre o tempo dos relógios atômicos e a escala de tempo baseada na rotação da Terra.

Em 2004, foi proposta a ideia da troca dos segundos bissextos por um salto de uma hora, a ser feita uma vez a cada alguns poucos séculos.

Uma possível solução, se o segundo bissexto for abolido, seria atrelar essa "hora bissexta" às mudanças no horário de verão.

"Os países poderiam simplesmente acomodar a divergência não adiantando os seus relógios na primavera, apenas uma vez a cada poucos séculos, assim você altera o fuso horário em uma hora para trazer de volta tempo civil em conformidade com a rotação da Terra," propõe o Dr. Whibberley.
Inovação tecnológica!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

NASA testa pára-quedas da nave Órion


A nave chegou ao solo a 10 metros por segundo (36 km/h), o que está no limite para o qual a nave foi projetada.[Imagem: NASA]
Pára-quedas em sequência

A NASA realizou com sucesso o primeiro teste de descida com pára-quedas da sua nave espacial Órion.

O teste foi realizado no deserto do Arizona.

A sonda foi lançada por um avião C-130, a 7.600 metros de altitude.

Os pára-quedas são abertos em uma sequência tripla.

Primeiro, uma pequena "âncora", em formato de funil, é liberada, a uma altitude de cerca de 5.000 metros.

Esse funil puxa o pára-quedas piloto que, por sua vez, abre os dois pára-quedas principais.

Mas isso não é tudo: os dois enormes pára-quedas também se abrem em cascata, para evitar um tranco forte demais, que poderia danificá-los e colocar a missão em risco.

No primeiro estágio os pára-quedas abrem-se a 54%. A seguir eles chegam a 73% e, finalmente, a 100%.

Perda intencional

O teste serviu para avaliar a segurança se um dos estágios falhar e os pára-quedas abrirem-se em apenas duas etapas.

A nave chegou ao solo a 10 metros por segundo (36 km/h), o que está no limite para o qual a nave foi projetada, mas representando um resultado positivo, em razão da "perda" de um dos estágios.

O cronograma prevê que a Órion, a primeira nave que a NASA constrói em 20 anos, faça seu primeiro voo de teste em 2014.
 Inovação Tecnológica!!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

10 mistérios que envolvem as estrelas!!!

Para aqueles que não conhecem muito sobre o espaço, admirar o céu a noite pode não ser tão emocionante. Mal sabem essas pessoas que os bilhões de estrelas que preenchem o universo são extremamente variadas, e repletas de segredos tentadores. Das estrelas cadentes às explosões supernova, passando pelos buracos negros, os astrônomos estão gradualmente entendo essa grande experiência que é conhecer mais sobre as estrelas.
10 – DIAMANTES NO CÉU


Quando uma estrela com a massa do sol usa seu combustível nuclear, ela expele a maior parte das suas camadas externas, sobrando apenas um núcleo quente, chamado de anão branco. Os cientistas já especularam que, no fundo de uma anã branca, com 50 quilômetros de diâmetro, há oxigênio e carbono cristalizado, similar a um diamante. E, em 2004, eles descobriram que uma estrela anã branca, perto da constelação de Centauro, era formada por carbono cristalizado, pesando 2,5 milhões de trilhões de trilhões de quilogramas. Não tem nem ideia de quanto isso significa? Nem eu… Mas, se convertermos para quilates, a pedrinha teria 10 bilhões de trilhões de trilhões de quilates. O suficiente para ficar rica.
9 – CORPOS ESTELARES
Magnestrelas são estrelas densas de nêutrons – um tipo de corpo estelar – com campos magnéticos bilhões de vezes mais fortes do que qualquer um na Terra. Elas liberam flashes de raios-X a cada 10 segundos, e ocasionais raios gama. Elas não eram classificadas com um tipo específico até 1998, quase duas décadas depois da primeira observação de sua luz: em março de 1979, uma nave observou radiação equivalente à energia liberada pelo sol em 1.000 anos, vindo da localização de uma supernova, a N49.
8 – AGRUPAMENTOS ESTELARES
Os agrupamentos são compostos de muitas estrelas que se desenvolvem ao mesmo tempo. Uns contém dúzias, outros milhões de estrelas. Alguns deles podem ser vistos a olho nu, como a Plêiades, na constelação de Touro. Estrelas costumam se formar em uma mesma região, mas porque algumas continuam juntas, é um mistério.
7 – ESTOUROS ESTELARES
Pensa-se que um terremoto estelar é a fissura da superfície de uma estrela de nêutrons, parecido com um terremoto terrestre. Em 1999, astrônomos identificaram esses eventos como a causa de raios-X e gama vindos de estrelas desse tipo. A previsão desse tipo de acontecimento continua sem solução.
6 – SUPER ESTRELAS
Uma estrela de nêutrons nasce após uma supernova, que comprime o núcleo da estrela (com uma massa maior do que a solar) moribunda até virar uma bola com o diâmetro de uma pequena cidade. A um passo de virar buraco negro, as estrelas de nêutrons são um dos objetos mais densos do universo. Uma colher de chá dela pesaria alguns bilhões de toneladas aqui na Terra.
Em 2005, cientistas da NASA descobriram a fonte de raios gama, que emite luz igual a 100 mil trilhões de sóis, e resolveram um mistério de 35 anos. Quando duas estrelas de nêutrons colidem, a uma velocidade de dezenas de milhares de quilômetros por segundo, elas emitem os raios.
5 – RAIOS ESTELARES
Uma nova classe de estrelas, batizadas de rotating radio transients (RRATs), são muito volúveis. São estrelas de nêutrons muito comprimidas que emitem ondas de rádio que duram muito pouco tempo, em torno de dois milissegundos, com intervalos que podem chegar a três horas.
Para dificultar o estudo, elas não apenas têm vida curta, mas também os cientistas têm que separar as emissões delas das da Terra. Mas objetos não faltam: podem existir centenas de milhares delas, só na Via Láctea.
4 – GRUPOS ESTELARES
As estrelas não são solitárias, como já deve ter pensado. Hoje, astrônomos afirmam que 85% das estrelas da nossa galáxia residem em grupos. Mais da metade de todas elas são binárias, ou estão atraídas pelo mesmo campo gravitacional. Quando três ou mais se unem, é dado o nome de sistema estelar múltiplo. Em 2005, astrônomos apresentaram evidências do primeiro planeta orbitando um sistema binário.
3 – EXPLOSÕES ENIGMÁTICAS
A catastrófica explosão de uma estrela emana ondas de choque que irradiam a 35 milhões de quilômetros por hora. A morte de algumas estrelas pode ser um evento espetacular. Quando a estrela tem mais do que oito vezes a massa do sol, sua explosão de matéria e luz tem o nome de supernova. Desde a supernova de Johannes Kepler, em 1604, os astrônomos nunca testemunharam uma em nossa galáxia.
2 – RAIOS SOLARES


A atmosfera solar, ou coroa, pode atingir espantosos dois milhões de graus Celsius, e pode disparar partículas altamente energizadas a quase a velocidade da luz. Esses grupos de partículas aceleram através dos campos magnéticos que circundam a Terra, podendo interromper comunicações, tecnologias de satélite, sistemas eletrônicos e até celulares. Algumas “tempestades solares” podem liberar milhões de bombas de hidrogênio em energia, o suficiente para iluminar os Estados Unidos por 100 mil anos. Os cientistas estão apenas começando a entender o funcionamento interno do Sol, e talvez no futuro vão conseguir prever essas “chamas”.
1 – ANJOS DA MORTE
Buracos negros são tão densos que nada escapa de seus campos gravitacionais. Uma vez que você entre no horizonte desse corpo, nem a luz consegue escapar. Agora, os astrônomos têm boas evidências para a existência de buracos negros estelares, formados após a morte de estrelas massivas, assim como buracos negros super massivos, com massas de cair o queixo, superiores a milhões de sóis.
Hypescience!!!







sábado, 17 de dezembro de 2011

Galáxia do Escultor tem formação estelar "explosiva"!!!


Os muitos nódulos brilhantes que polvilham a galáxia são maternidade estelares, onde estrelas quentes jovens começam a brilhar.[Imagem: ESO/INAF-VST]
Explosão de novas estrelas

O telescópio de rastreio VST, do ESO, capturou a mais detalhada imagem já feita da galáxia espiral do Escultor (NGC 253).

A NGC 253 está a cerca de 11,5 milhões de anos-luz de distância, na constelação austral do Escultor.

Ela é facilmente observável através de binóculos, já que é uma das galáxias mais brilhantes no céu, depois da enorme vizinha da Via Láctea, a Galáxia de Andrômeda.

Apesar disso, ela nunca fora observada em tal largura de campo e, ao mesmo tempo, com tal nível de detalhamento da imagem.

Os astrônomos encontraram fenômenos de formação estelar muito intensos, espalhados por toda a galáxia - tanto que eles a classificaram como uma galáxia de formação estelar explosiva.

Os muitos nódulos brilhantes que polvilham a galáxia são maternidades estelares, onde estrelas quentes jovens começam a brilhar.

A radiação emitida por estas bebês gigantes azuis-esbranquiçadas faz brilhar intensamente as nuvens de hidrogênio que se encontram em seu redor (em verde na imagem).

Telescópio robotizado

Esta imagem foi captada durante a fase de verificação científica do telescópio VST - quando o desempenho científico do telescópio é testado antes do começo das operações.

O VST é um telescópio de rastreio de campo largo, de 2,6 metros de diâmetro, com um tamanho de campo de um grau - correspondente a duas vezes o tamanho da Lua Cheia.

Um telescópio de rastreio é um telescópio robotizado, que fica varrendo o céu constantemente, fazendo observações de forma automática e consistente.

Telescópio VST estreia super câmera de 268 milhões de pixels
Os dados do VST foram combinados com imagens no infravermelho do telescópio VISTA, de modo a identificarem-se as gerações de estrelas mais jovens presentes na galáxia.

Procurando cometas

A imagem tem mais de 12.000 pixels de comprimento e as excelentes condições atmosféricas do céu do Observatório do Paranal, no Chile, combinadas com a óptica do telescópio, resultaram em imagens de estrelas muito nítidas espalhadas por toda a imagem.

Esta galáxia foi descoberta por uma astrônoma Caroline Herschel, irmã do famoso astrônomo William Herschel, quando ela procurava cometas, em 1783.
Inovação tecnológica!!!

Nuvem espacial será engolida por buraco negro!!!


Simulação de como a nuvem de gás e poeira poderá se esfacelar ao longo dos próximos anos, conforme se aproxima do buraco negro no centro da Via Láctea.[Imagem: ESO/MPE/Marc Schartmann]
Algodão-doce de buraco negro

Astrônomos descobriram uma nuvem de gás, com várias vezes a massa da Terra, aproximando-se rapidamente do seu destino final: ser engolida pelo buraco negro situado no centro da Via Láctea.

Esta é a primeira vez que uma nuvem "condenada" é observada aproximando-se para ser engolida por um buraco negro supermassivo.

Segundo a equipe do Reinhard Genzel, do Instituto Max Planck, na Alemanha, a velocidade deste objeto praticamente dobrou nos últimos sete anos, atingindo mais de 8 milhões de km/hora.

Seu grupo tem um programa de pesquisas que planeja observar o buraco negro massivo no centro da nossa galáxia durante 20 anos, usando os telescópios do ESO (Observatório Europeu do Sul).

Nuvem passageira

A nuvem condenada está em uma órbita muito alongada.

Em meados de 2013, ela passará a uma distância de apenas 40 bilhões de quilômetros do horizonte de eventos do buraco negro.

Isto corresponde a cerca de 36 horas-luz, um pouco mais do que a distância entre o Sol e Júpiter, um "raspão" em termos astronômicos.

A nuvem é muito mais fria do que as estrelas à sua volta e é essencialmente composta de hidrogênio e hélio. Ela é formada por poeira e gás ionizado, com uma massa de cerca de três vezes a da Terra.

A nuvem brilha sob a intensa radiação ultravioleta emitida por estrelas quentes, que se encontram em seu redor no coração superlotado da Via Láctea.

A atual densidade da nuvem é muito maior do que a densidade do gás quente que rodeia o buraco negro. No entanto, à medida que ela se aproxima do "monstro esfomeado", a pressão externa vai aumentando, comprimindo a nuvem.

Ao mesmo tempo, a grande força gravitacional do buraco negro, que tem uma massa quatro milhões de vezes maior que a do Sol, continuará a sugá-la, esticando-a ao longo da sua órbita.

"A imagem de um astronauta, próximo de um buraco negro, sendo esticado até ficar parecido com um espaguete, é bastante comum na ficção científica. Mas agora podemos efetivamente ver isso acontecendo à nova nuvem, que não vai sobreviver à experiência," explica Stefan Gillesseen, autor principal do artigo científico que descreve os resultados e que será publicado no mês de Janeiro na revista Nature.

Refeição de buraco negro

As bordas da nuvem já começaram a rasgar-se e espera-se que a nuvem se desfaça completamente em pedaços nos próximos anos. Os astrônomos detectaram sinais claros do aumento da perturbação no período de 2008 a 2011.

Espera-se também que o material se torne muito mais quente à medida que se aproximar do buraco negro, em 2013, e comece a emitir raios X. Atualmente existe pouco material próximo do buraco negro, por isso a refeição recém-chegada será o combustível dominante do buraco negro durante os próximos anos.

Uma explicação para a formação da nuvem é que o material que a compõe possa ter vindo de estrelas jovens de grande massa que se encontram nas proximidades e que perdem massa muito rapidamente devido a ventos estelares. Estrelas deste tipo sopram literalmente o seu gás para o exterior.

A colisão de ventos estelares de uma estrela dupla conhecida que orbita em torno do buraco negro central pode ter levado à formação da nuvem.

"Os próximos dois anos serão muito interessantes e deverão trazer-nos informação extremamente valiosa sobre o comportamento da matéria em torno destes objetos massivos tão extraordinários," conclui Reinhard Genzel.
Inovação Tecnológica!!!