Sejam bem vindos!!!

"Reciclagem Conceitual"

Fazendo o teu olho enchergar a tua mente pensar teu cérebro raciocinar.
Despertando a tua inteligencia a descobrir e praticar o Amor de "dar", "doar-se" a cuidar da Vida como um sol a brilhar.
Levando-o humildemente retribuir cuidando do planeta fazendo seus sentimentos verdadeiramente mais felizes.
Isto e Amor de Amar.

Venham...vamos fazer Reciclaaação já!!!............... Charles sodniv
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Algoritmo encontra 300 cristais para armazenar metano!!!


Estas são algumas das mais promissoras dentre as estruturas metal-orgânicas "idealizadas" pelo programa de simulação.[Imagem: Northwestern University]
Estruturas metal-orgânicas

Um novo algoritmo gera automaticamente estruturas de cristais, e testa essas estruturas virtuais para ver se elas cumprem uma função determinada.

No primeiro uso do sistema, os cientistas estavam procurando cristais porosos capazes de armazenar metano, o mesmo sistema que se pretende utilizar para armazenar hidrogênio em tanques sólidos.

O programa gerou milhões de estruturas cristalinas, selecionando 300 com potencial para atender ao objetivo dos pesquisadores.

Em uma demonstração clara da importância crescente das simulações computadorizadas para a ciência e para a tecnologia, os pesquisadores então puderam sintetizar apenas aquelas estruturas que eram mais promissoras para o armazenamento do gás.

São as chamadas estruturas metal-orgânicas, ou MOFs (Metal-Organic Frameworks), também conhecidas como "cristais esponja", graças aos seus poros em nanoescala, nos quais é possível armazenar gases que normalmente são difíceis de confinar e transportar.

Construção virtual

"Agora que a nossa compreensão da síntese dos materiais está se aproximando do ponto onde nós somos capazes de fabricar quase qualquer material, a questão que se coloca é: quais materiais nós devemos sintetizar," explica o Dr. Randall Snurr, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.

A resposta está nos simuladores computadorizados, softwares especiais que, partindo de parâmetros definidos, eventualmente dos chamados "primeiros princípios", "constroem" esses materiais virtualmente.

No caso da sintetização das estruturas metal-orgânicas, os cientistas partiram de uma biblioteca de 102 componentes químicos básicos que formam estruturas capazes de armazenar o gás.

Depois de 72 horas rodando em um supercomputador, o programa já havia armazenado 137.000 MOFs que valeria a pena olhar. Com tantos candidatos, os cientistas puderam então aumentar seu nível de exigências sobre o material, o que gerou 300 candidatos promissores.

A etapa muito mais difícil e demorada, a da sintetização propriamente dita, pode então se concentrar nos materiais realmente promissores.

Cristais esponja

Os cristais esponja não são interessantes apenas para o armazenamento de gás, mas também para levar medicamentos a pontos precisos do organismo, capturar poluentes antes que eles sejam lançados na atmosfera ou servir como sensores e como catalisadores.

Mas saber qual MOF serve para o que é algo virtualmente impossível de descobrir na base da tentativa e erro.

"Atualmente os pesquisadores criam novos materiais com base no que eles imaginam que a estrutura atômica deva se parecer," conta Christopher Wilmer, o projetista do novo software. "O algoritmo acelera enormemente esse processo."

Bibliografia:

Large-scale screening of hypothetical metal-organic frameworks
Christopher E. Wilmer, Michael Leaf, Chang Yeon Lee, Omar K. Farha, Brad G. Hauser, Joseph T. Hupp, Randall Q. Snurr
Nature Chemistry
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nchem.1192
Inovação tecnológica!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Misture duas digitais para proteger seus dados!!!


A técnica também pode ser usada para combinar as impressões digitais de dois indivíduos, permitindo-lhes trabalhar em sistemas que exijam a autenticação por mais de uma pessoa.[Imagem: Arun Ross]
Dedo roubado

Ter sua senha hackeada dá uma trabalheira, mas não é o fim do mundo - afinal, você pode simplesmente definir uma nova senha.

Mas esse não é bem o caso com a autenticação pela impressão digital: se alguém copiar sua digital, você está lascado.

Agora, uma técnica para misturar duas impressões digitais, para criar uma terceira, pode representar uma solução para esse risco.

Digital mista

O software funciona dividindo uma impressão digital em dois componentes.

O primeiro corresponde ao padrão geral de saliências da digital, e o segundo descreve as minúcias da impressão digital - os traços distintivos usados para comparar impressões, como o ponto em que duas cristas se fundem.

Combinando um componente de cada digital cria uma nova digital única, que pode ser usada para autenticação - e nunca ser copiada.

"Isso é benéfico do ponto de vista da privacidade," diz Arun Ross, cientista da computação da Universidade Oeste da Virgínia, nos Estados Unidos, que desenvolveu a técnica com seu colega Asem Othman. "As imagens de impressões digitais originais não são armazenadas, apenas a impressão digital mista é armazenada e usada para checagem."

Função hash

Alguns sistemas de autenticação existentes armazenam as impressões digitais utilizando uma função hash, um tipo de criptografia não reversível, a partir do qual as impressões digitais originais não podem ser recuperadas.

Se esses sistemas tiverem sua segurança comprometida, o proprietário pode simplesmente usar um novo hash para restabelecer a segurança.

A técnica de Ross e Othman significaria que usuários também teriam a possibilidade de mudar suas impressões digitais armazenadas - trocando os dedos -, dando-lhes total controle sobre seus dados.

A técnica também pode ser usada para combinar as impressões digitais de dois indivíduos, permitindo-lhes trabalhar em sistemas que exijam a autenticação por mais de uma pessoa.

Ross apresentou sua pesquisa no workshop sobre Informação e Segurança Forense, em Foz do Iguaçu.
Inovação tecnológica!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

CAD biológico permite projetar "máquinas vivas"!!!


As ferramentas CAD para projetar componentes de RNA poderão ajudar a criar uma nova geração de biocombustíveis, mas também levantam preocupações éticas.[Imagem: Zosia Rostomian/Berkeley Lab]
Componentes de RNA

Virtualmente qualquer projeto hoje usa, parcial ou integralmente, a plataforma CAD (computer assisted design), em alguma de suas inúmeras implementações.

Os ganhos em projetar tudo no computador, antes de partir para a construção final, são óbvios e bem comprovados.

Agora, biólogos e outros cientistas que lidam com as ciências da vida já podem contar com uma ferramenta similar - mas para manipular e reprojetar seres vivos.

Pesquisadores do Joint BioEnergy Institute, dos Estados Unidos, desenvolveram modelos e simulações similares ao CAD para trabalhar com moléculas de RNA.

Isto torna possível projetar componentes biológicos - "dispositivos de RNA", como os cientistas chamam o conceito -, um dos maiores sonhos da ainda muito controversa biologia sintética.

Máquinas biológicas

Esse campo emergente de pesquisas, que promete construir "máquinas biológicas" inspiradas em processos naturais, agora poderá contar com uma ferramenta que permitirá projetar em computador tudo o que se deseja que um micróbio qualquer - ou outro ser vivo - faça e, só depois, partir para a engenharia genética de fato.

Ficando apenas no lado positivo da questão, isto permitirá a "reconfiguração" de bactérias e outros microorganismos para a produção de biocombustíveis, plásticos biodegradáveis, medicamentos, enfim, uma lista inumerável de produtos que hoje são feitos sobretudo à base de petroquímicos.

"Nosso trabalho estabelece uma base para a criação de plataformas CAD para construir sistemas de controle complexos, baseados em RNA, que podem processar informações celulares e programar a expressão de um grande número de genes," diz Jay Keasling, coordenador da pesquisa.

Essa base permite não apenas o estudo de funções específicas do RNA, mas também sua modelagem bioquímica e biofísica, com vistas à sua "configuração" em organismos vivos, para que esses organismos cumpram funções que eles não fazem normalmente, ou otimizar funções que eles já possuam.
Os "objetos" (à esquerda) são selecionados de acordo com as funções desejadas (à direita). [Imagem: Carothers et al./Science]
Reengenharia de seres vivos

Uma das possibilidades da nova técnica é reprojetar a genética de microorganismos para que eles sejam capazes de digerir celulose para produzir açúcares, a partir dos quais poderão ser fabricados os chamados biocombustíveis de segunda geração.

"Além de biocombustíveis avançados, nós também estamos interessados em projetar micróbios para produzir químicos a partir de matérias-primas renováveis, que são difíceis de produzir em grandes volumes usando a química orgânica tradicional," diz James Carothers, um dos membros da equipe que desenvolveu o "CAD biológico".

O grupo afirma que a criação de um CAD para a biologia sintética permitirá que pesquisadores de outras áreas utilizem a "reengenharia de seres vivos" - no sentido de reprojetar os seres vivos - em suas pesquisas.

"Nós estamos ativamente trabalhando para tornar nossos modelos e simulações mais acessíveis a pesquisadores que não querem se tornar especialistas em controle de sistema de RNA, mas que gostariam de usar nossa abordagem e os dispositivos de RNA em seu próprio trabalho," diz Carothers.

Do lado mais preocupante, devido à manipulação de seres vivos, os cientistas afirmam em seu artigo na revista Science que, apesar de estarem trabalhando com a bactéria E. coli e com a produção microbiana de biocombustíveis, eles acreditam que seus conceitos e suas ferramentas também poderão ser usados para "programar novas funções em células e sistemas de mamíferos".

Bibliografia:

Model-driven engineering of RNA devices to quantitatively-program gene expression
James M. Carothers, Jonathan A. Goler, Darmawi Juminaga, Jay D. Keasling
Science
23 December 2011
Vol.: 334 no. 6063 pp. 1716-1719
DOI: 10.1126/science.1212209
Inovação Tecnológica!!!




Segurança da Internet pode passar do IP para o conteúdo!!!


Quando a internet foi criada, seus idealizadores não podiam imaginar no que ela se transformaria. [Imagem: Caltech]
Do IP ao conteúdo

Um pesquisador brasileiro faz parte de um grupo que está propondo mudar o modelo de segurança da internet.

"O que estamos propondo é que a segurança deixe de ser baseada no endereço de IP [Internet Protocol] e passe a ser balizada pelo conteúdo," explica Walter Wong, que dividiu seu trabalho entre a Unicamp e a Universidade de Helsinque, na Finlândia.

Segundo Walter, quando a internet foi criada, seus idealizadores não podiam imaginar no que ela se transformaria.

A segurança não era exatamente a principal preocupação na época, dado que a proposta inicial era ligar fisicamente pontos distantes para promover a transferência de bits - e esses bits eram basicamente textos ou números associados a experimentos científicos.

Com o passar do tempo, porém, as pessoas passaram a utilizar a rede para uma série de atividades, como gerar e consumir conteúdos, fazer compras, pagar contas, assistir filmes etc.

"Ou seja, hoje temos uma nave espacial funcionando sobre uma base simples", compara Walter.

Servidores móveis

O grande problema relativo à segurança da Web, segundo ele, é que o seu princípio está baseado no IP, que é representado por um número. Este, além de identificar o endereço, identifica também o usuário ou provedor.

É aí que surge um imbróglio, cita o engenheiro da computação: "Quando a internet foi criada, isso fazia sentido, porque as máquinas eram imensas e dificilmente seriam transferidas de lugar. Hoje, porém, nós temos notebooks, celulares e tablets que nos proporcionam mobilidade. Ou seja, não é razoável identificar um host (servidor de informações) pelo seu endereço físico, visto que ele pode se deslocar para qualquer lugar do mundo", explica.

Ademais, continua Walter, quando uma pessoa se conecta à rede para fazer uma compra num determinado site, por exemplo, ela não faz ideia de onde o provedor dessa empresa está de fato localizado.

"Trata-se de uma relação de confiança. Entretanto, essa confiança poderia ser ampliada se a arquitetura da internet permitisse basear a segurança no conteúdo e não no endereço IP", reforça.

Para chegar à sua proposta, Walter teve que trabalhar com o desenvolvimento de softwares e algoritmos específicos.

A ideia central foi estabelecer um mecanismo de autenticação de dados eficiente e explícito, de forma independente do host de onde os conteúdos foram obtidos.

Rede orientada a conteúdos

Em termos simples, no novo modelo proposto por Walter, a rede física também passa a ser orientada a conteúdos.

Assim, a pessoa que se conectar à internet para, por exemplo, assistir um vídeo no Youtube, não precisará mais se preocupar se o servidor está nos Estados Unidos, na China ou Brasil.

"As credenciais estarão vinculadas ao próprio conteúdo. Nesse caso, o usuário poderá até mesmo baixar algo vindo de um servidor inseguro ou suspeito, pois terá certeza de que o conteúdo é original e seguro", afirma o engenheiro da computação.

Internet do futuro

Atualmente, informa Walter, diversos grupos estão envolvidos em pesquisas relacionadas à "Internet do Futuro".

A Internet está se auto-organizando em um metacomputador global
Os estudos nessa área estão divididos em basicamente duas correntes.

Uma delas trabalha com a perspectiva da evolução da Internet atual, que incorporaria as "mutações" necessárias para que a rede mundial se adapte aos novos tempos.

A outra pretende partir do zero para propor uma nova arquitetura para a rede. É nesta que o trabalho de Walter está inserido.

No Brasil, além da Unicamp, há grupos de São Paulo e do Rio de Janeiro envolvidos com o tema.

Questionado sobre como imagina que será a migração da internet do presente para a internet do futuro, o pesquisador diz acreditar que esse processo não deverá ser traumático, mas também não será absolutamente tranquilo.

Ele lembra que essa passagem dependerá de diversos fatores, entre eles o econômico e o político: "Do ponto de vista do usuário comum, porém, não deve haver maiores problemas. Na prática, isso não afetará a vida dele, a não ser lhe proporcionando mais segurança para suas atividades virtuais".
Inovação Tecnológica!!!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Alunos da USP criam controle remoto sensorial!!!


O controle remoto sensorial utilizou a placa open-source Arduino para interpretar os comandos.[Imagem: Arduino Team]
Kinect e Arduino

Um projeto desenvolvido por estudantes da Escola Politécnica da USP permite controlar uma TV apenas com gestos.

O controle remoto sensorial foi desenvolvido a partir do Kinect, dispositivo da Microsoft para o seu videogame XBox 360, que permite ao jogador interagir com o aparelho sem usar um controle manual.

"Nosso protótipo funciona com um computador, que contém o software da Microsoft e uma placa Arduino, que capta e identifica os sinais da TV. Os gestos são gravados e armazenados por um software", descreve Maurício Carneiro, que desenvolveu o projeto em conjunto com seus colegas Eduardo Almeida, Danilo Shibata e Luís Felipe Ferreira.

Mais gestos

Até o momento, os estudantes conseguem operar o protótipo com comandos como avançar e retornar canais, controle de volume e ligar e desligar a TV, todos apenas com gestos.

"A ideia é prosseguir com as pesquisas e aperfeiçoarmos ainda mais o projeto", diz Carneiro.

Segundo ele, é perfeitamente possível aumentar a quantidade de gestos para melhor controlar o sistema, até mesmo com a inclusão de comandos de voz.

O professor Ricardo Nakamura, orientador do trabalho, informa que a tecnologia não é inédita, mas destaca a inovação na proposta: "A novidade está na integração entre os componentes do sistema de controle remoto e o Kinect."

Prateleira

Nakamura estima que, para o desenvolvimento de um produto para consumidor final, todos os elementos do protótipo separados teriam de ser integrados num único produto.

"Para termos um produto 'de prateleira', seria preciso projetar algo que reunisse os três principais componentes do protótipo [Kinect, Arduino e computador] em algo mais barato e compacto.

"Seria necessário avaliar a viabilidade de se executar o sistema de reconhecimento de corpo e movimentos, criado pela Microsoft para o Kinect, em um sistema computacional mais modesto", explica, ressaltando que isso poderia implicar em novos projetos de pesquisa.
inovação tecnológica!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Vida no computador “desumaniza” jovens!!!



Esta cena aconteceu em algum lugar da Inglaterra: uma menina, adolescente, está na cozinha usando uma torradeira pela primeira vez. Ela pega as fatias de pão, olha indecisa para a torradeira por alguns momentos, e pergunta ao pai: “É para colocar a fatia em retrato ou paisagem”? Esta história, descrita por uma jornalista britânica, mostra certo grau de influência da rotina computadorizada na vida das pessoas.
Esta jornalista, Susan Greenfield, sustenta a tese da “adaptabilidade” dos computadores. Segundo ela, quando passamos muito tempo em frente ao monitor, nossas ações vão se adaptando gradualmente ao modo de vida computadorizado. Até chegar ao ponto, por exemplo, de imaginar que a torradeira funciona como uma impressora.
Susan defende que nosso cérebro é altamente suscetível. Ela explica que a tecnologia, depois de tanta evolução, ganhou um status de capacidade e indispensabilidade, que inverte uma ordem básica. O usuário da tecnologia não se sente mais dominador dos meios que usa. Ao invés disso, se deixa conduzir pelos computadores, depositam sua confiança nele quanto à resolução de problemas. E isso tira parte de nossa autonomia em outros fatores da vida.
Os efeitos mais nocivos dessa transformação, de acordo com Susan, são verificados em crianças. Ela cita um estudo da Universidade Xidian, na China, que aponta a chance de haver danos cerebrais notáveis em jovens que se tornam viciados em internet. Um único estudo, como explica a jornalista, não é suficiente para provar nada, mas ela pede que cientistas ampliem sua atenção para esse problema.
Mudanças de hábito, no entanto, são necessidades que Susan enxerga como urgentes. Não se pode, segundo ela, esperar 10 ou 20 anos para saber se as crianças viciadas em computador hoje terão realmente algum prejuízo psiquiátrico. Há estudos, nos EUA, para mostrar que a vida em frente ao monitor distorce a empatia e as habilidades sociais do adolescente.
Para ilustrar isso, Susan cita um caso horripilante. Recentemente, na Inglaterra, um jovem de 16 anos matou sua namorada, uma menina de 15, batendo nela com um pedaço de pedra. Tudo porque fez uma aposta com um amigo que prometeu pagar um café da manhã se ele matasse a garota. Depois de matar, o rapaz entrou no Facebook e escreveu que estava “relaxando” com os amigos.
A mãe da menina, depois da tragédia, contou que o namorado da filha já estava dando sinais de que pretendia matar a garota através do MSN Messenger, onde ele e os amigos combinaram a aposta da refeição por um assassinato. Segundo ela, o adolescente tratou tudo como se fosse um jogo eletrônico de computador. Ele agora foi condenado à prisão perpétua, mas teve tempo de usar o Facebook mais uma vez para dizer que será solto assim como Amanda Knox (americana que protagonizou um assassinato em 2007 e hoje está livre).
Diante desse panorama, Susan enxerga necessidade de medidas urgentes na relação entre jovens e computadores. Segundo ela, a ideia de que os jovens transferem sua vida virtual para a vida real (desde uma torradeira até um assassinato) não é uma possibilidade, mas um fato. Combater o problema, de acordo com a jornalista, requer medidas drásticas de controle sobre o uso de computadores. [Telegraph]
Esta cena aconteceu em algum lugar da Inglaterra: uma menina, adolescente, está na cozinha usando uma torradeira pela primeira vez. Ela pega as fatias de pão, olha indecisa para a torradeira por alguns momentos, e pergunta ao pai: “É para colocar a fatia em retrato ou paisagem”? Esta história, descrita por uma jornalista britânica, mostra certo grau de influência da rotina computadorizada na vida das pessoas.
Esta jornalista, Susan Greenfield, sustenta a tese da “adaptabilidade” dos computadores. Segundo ela, quando passamos muito tempo em frente ao monitor, nossas ações vão se adaptando gradualmente ao modo de vida computadorizado. Até chegar ao ponto, por exemplo, de imaginar que a torradeira funciona como uma impressora.
Susan defende que nosso cérebro é altamente suscetível. Ela explica que a tecnologia, depois de tanta evolução, ganhou um status de capacidade e indispensabilidade, que inverte uma ordem básica. O usuário da tecnologia não se sente mais dominador dos meios que usa. Ao invés disso, se deixa conduzir pelos computadores, depositam sua confiança nele quanto à resolução de problemas. E isso tira parte de nossa autonomia em outros fatores da vida.
Os efeitos mais nocivos dessa transformação, de acordo com Susan, são verificados em crianças. Ela cita um estudo da Universidade Xidian, na China, que aponta a chance de haver danos cerebrais notáveis em jovens que se tornam viciados em internet. Um único estudo, como explica a jornalista, não é suficiente para provar nada, mas ela pede que cientistas ampliem sua atenção para esse problema.
Mudanças de hábito, no entanto, são necessidades que Susan enxerga como urgentes. Não se pode, segundo ela, esperar 10 ou 20 anos para saber se as crianças viciadas em computador hoje terão realmente algum prejuízo psiquiátrico. Há estudos, nos EUA, para mostrar que a vida em frente ao monitor distorce a empatia e as habilidades sociais do adolescente.
Para ilustrar isso, Susan cita um caso horripilante. Recentemente, na Inglaterra, um jovem de 16 anos matou sua namorada, uma menina de 15, batendo nela com um pedaço de pedra. Tudo porque fez uma aposta com um amigo que prometeu pagar um café da manhã se ele matasse a garota. Depois de matar, o rapaz entrou no Facebook e escreveu que estava “relaxando” com os amigos.
A mãe da menina, depois da tragédia, contou que o namorado da filha já estava dando sinais de que pretendia matar a garota através do MSN Messenger, onde ele e os amigos combinaram a aposta da refeição por um assassinato. Segundo ela, o adolescente tratou tudo como se fosse um jogo eletrônico de computador. Ele agora foi condenado à prisão perpétua, mas teve tempo de usar o Facebook mais uma vez para dizer que será solto assim como Amanda Knox (americana que protagonizou um assassinato em 2007 e hoje está livre).
Diante desse panorama, Susan enxerga necessidade de medidas urgentes na relação entre jovens e computadores. Segundo ela, a ideia de que os jovens transferem sua vida virtual para a vida real (desde uma torradeira até um assassinato) não é uma possibilidade, mas um fato. Combater o problema, de acordo com a jornalista, requer medidas drásticas de controle sobre o uso de computadores. [Telegraph]
Hipercience!!!

terça-feira, 21 de junho de 2011

eletrônica, spintrônica e computação quântica Onde se encontram!!!

Nanocomponentes constroem-se sozinhos por automontagem. As moléculas magnéticas (verde) unem-se a um nanotubo de carbono (preto) para formar um componente eletrônico molecular.[Imagem: C. Grupe/KIT]



Da miniaturização à automontagem
miniaturização dos componentes eletrônicos está chegando a um nível que está se tornando difícil construir ferramentas para fabricá-los.
Como essa tendência não mostra sinais de reversão, o problema seguirá na contramão das dimensões dos componentes: quanto menores os componentes, maiores serão as dificuldades.
É por isto que os cientistas estão apostando na chamada automontagem: processos por meio dos quais os próprios componentes constroem a si próprios por meio de reações moleculares.
Um exemplo notável dessa abordagem acaba de ser demonstrado por cientistas do Instituto Karlsruhe de Tecnologia, na Alemanha, que criaram uma rota sintética que imita um processo da natureza para controlar moléculas magnéticas individuais.
Além de produzir componentes úteis para a tecnologia eletrônica atual, ao lidar com a dimensão das moléculas os pesquisadores superam fronteiras para áreas ainda pouco exploradas, como a Spintrônica e a computação quântica, onde as leis da física clássica dão lugar às muitas vezes esquisitas leis da mecânica quântica.
Componente orgânico
Mario Ruben e seus colegas aplicaram adesivos sintéticos a moléculas magnéticas de tal forma que estas grudaram sozinhas nas posições corretas de um nanotubo de carbono, sem qualquer intervenção por parte dos cientistas.
Na natureza, as folhas crescem através de um processo de auto-organização similar.
As moléculas magnéticas grudaram sozinhas nas posições corretas de um nanotubo de carbono, sem qualquer intervenção por parte dos cientistas. [Imagem: C. Grupe/KIT]



A adoção desse princípio - obiomimetismo - para a fabricação de componentes eletrônicos representa uma verdadeira mudança de paradigma em relação à técnica tradicional de fabricação de semicondutores, baseada na fotolitografia.
Ao contrário dos componentes eletrônicos convencionais, o novo componente molecular não é feito com materiais como metais, ligas ou óxidos, mas inteiramente dos chamados materiais moles, tais como os nanotubos de carbono e moléculas - que fundamentam uma nova área de pesquisas, conhecida como eletrônica orgânica.
Integração final
O térbio é o único átomo de metal usado no dispositivo. Contudo, mesmo esse metal magnético está incorporado no material orgânico, como parte da molécula.
O térbio é altamente sensível a campos magnéticos externos. A informação sobre a maneira como esse átomo se alinha ao longo de tais campos magnéticos é transferida para a corrente que flui através do nanotubo, onde pode ser medida.
Essa possibilidade de interagir eletricamente com moléculas magnéticas individuais abre um mundo completamente novo para a spintrônica, onde memória, lógica e, possivelmente, a lógica quântica, podem ser integradas.
Bibliografia:

Supramolecular spin valves
M. Urdampilleta, S. Klyatskaya, J-P. Cleuziou, M. Ruben, W. Wernsdorfer
Nature Materials
19 June 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/Nmat3050
 Inovação Tecnológica 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Internet precisa imitar natureza para acompanhar super crescimento!!!


A internet precisa de uma revisão geral.
A opinião é do prof. Antonio Liotta, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda.
Liotta acredita que a solução reside nas redes inteligentes capazes de aprendizagem, inspiradas em parte pela natureza, o que inclui as formigas, as abelhas e o cérebro humano.
Solução natural
O tráfego de dados na Internet cresceu por um fator de 15.000 nos últimos 15 anos.
Mas, ao longo desse mesmo período, não houve nenhuma atualização significativa da própria internet: os pacotes de dados ainda são transportados do mesmo jeito, seguindo fórmulas que, segundo Liotta, dificilmente poderiam ser chamadas de inteligentes.
Mas isso precisa mudar rapidamente, diz ele, porque o crescimento da internet será ainda maior no futuro próximo por causa de tendências como a emergência dos vídeos em HD, da computação em nuvem e da "Internet das Coisas".
Liotta acredita que a solução reside nas redes de aprendizagem inteligentes, inspiradas em parte pela natureza: nas formigas, nas abelhas e no cérebro humano.
Internet da Coisas
Ao longo dos quinze anos estudados por Liotta, o número de usuários da internet passou de 36 milhões para 2 bilhões.
Como a população da Terra se aproxima dos 7 bilhões de pessoas, isso significaria uma queda na taxa de crescimento futuro da internet?
Não, simplesmente porque a grande horda de futuros novos usuários da internet não consistirá de pessoas, mas de coisas.
Equipamentos e sistemas serão cada vez mais conectados. E os PCs e smartphonesde hoje em breve serão seguidos pelos carros, geladeiras, termostatos, sensores médicos, sistemas de segurança e até mesmo brinquedos, para citar apenas alguns exemplos.
Isso vai transformar a internet naquilo que já está sendo chamado de a "Internet das Coisas", onde os usuários serão objetos com identificação única.
Com isto, o número de dispositivos conectados atingirá rapidamente a casa dos bilhões, levando a novos fluxos de dados de tamanho fenomenal.
Tráfego nas nuvens
Isto virá se somar a todo o tráfego extra de dados causado pelo aumento do uso de streamings de vídeo de alta qualidade - sem contar o aumento do número de usuários que passam a postar vídeos, devidamente munidos de suas câmeras HD.
Há também a tendência para a nuvem de computação: pessoas e empresas não mais comprarão hardwares e softwares caros, eles usarão sistemas de terceiros aos quais estarão conectados pela internet.
Apenas um exemplo disto são todas as ferramentas oferecidas pelo Google. Como resultado, o tráfego de dados que anteriormente esteve restrito aos muros de sua casa ou escritório será cada vez mais transportado através da internet.
Aplicações futuras
Mas até agora só falamos sobre fatores de crescimento de coisas que já conhecemos, adverte Liotta.
Quem saberia falar sobre as novas aplicações que ainda estão por surgir, trazendo com elas um tráfego de dados ainda maior? - apenas como lembrete: há sete anos, o YouTube não existia.
Liotta então se expressa mais claramente: os protocolos de rede que controlam o tráfego de dados hoje, tanto em sentido literal quanto figurado, pertencem ao século passado.
Logo se alcançará um ponto quando eles já não conseguirão lidar com o crescimento do tráfego de dados.
Mais complexo que o cérebro humano
Para o pesquisador, a internet já é atualmente muito mais complexa do que o cérebro humano. Mas o protocolo que ela usa é muito mais simplório.
Por exemplo, todos os pacotes de dados na internet são tratados da mesma forma: um streaming de vídeo têm exatamente a mesma prioridade que um e-mail.
E, enquanto não importa muito se um e-mail levar um minuto para chegar ao seu destino, uma diferença de menos de um segundo em um fluxo de vídeo é suficiente para causar irritação.
Um problema adicional é que o transporte de dados está longe de ser perfeito: atualmente, 1 em cada 10 pacotes de dados nunca chega ao seu destino, e tem de ser reenviado.
Redes cognitivas
Então as coisas têm que mudar. Mas como?
Liotta acredita que a solução está nas "redes cognitivas" redes inteligentes, capazes de aprendizagem.
Uma das coisas das quais ele tira sua inspiração é o conhecimento sobre as redes biológicas e neurais, que são o resultado de milhões de anos de evolução.
Por exemplo, um fator comum entre as redes evoluídas naturalmente é a utilização de percursos curtos, para que os dados não precisem passar por mais do que um punhado de nós para chegar ao seu destino.
Formigas
Pode-se recorrer a diferentes domínios do conhecimento para criar melhores protocolos de rede. A auto-regulação, ou "redes autonômicas" é uma delas.
Um bom exemplo é o sistema nervoso autônomo humano, que controla as funções fisiológicas inconscientes, sem necessidade de qualquer intervenção consciente - a respiração e os batimentos cardíacos, por exemplo.
Outra fonte é a "aprendizagem de máquina", em que os sistemas são programados de tal forma que eles aprendem a desempenhar melhor as suas funções através de tentativa e erro.
Outra área na qual as soluções podem ser encontradas é nas redes biologicamente inspiradas.
Como a natureza organiza as redes? Um exemplo é a maneira pela qual as abelhas e formigas são capazes de navegar. E a maneira pela qual todos os vagalumes entram em sincronia, acendendo ao mesmo tempo. Estes também são exemplos de estruturas de rede.
inovação tecnólogica
charles lopes o reciclador!!!