Sejam bem vindos!!!

"Reciclagem Conceitual"

Fazendo o teu olho enchergar a tua mente pensar teu cérebro raciocinar.
Despertando a tua inteligencia a descobrir e praticar o Amor de "dar", "doar-se" a cuidar da Vida como um sol a brilhar.
Levando-o humildemente retribuir cuidando do planeta fazendo seus sentimentos verdadeiramente mais felizes.
Isto e Amor de Amar.

Venham...vamos fazer Reciclaaação já!!!............... Charles sodniv
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Avião robô promete revolucionar arqueologia.

Avião robô promete revolucionar arqueologia
O avião robô tem propulsão elétrica, alimentado por baterias, podendo ser lançado a mão ou decolar verticalmente, como um helicóptero. [Imagem: Anne Rayner/Vanderbilt University]

Arqueologia aérea

Juntando os resultados de amadores e cientistas profissionais, já se contam às centenas as descobertas arqueológicas feitas a partir do Google Maps.

Essa possibilidade de olhar tudo por cima previamente, antes de ir a campo para uma estação de escavação, permite não apenas selecionar melhor as áreas, como, muitas vezes, ir diretamente a locais já sabendo que há algo ali que vale a pena.

Mas Julie Adams e Steven Wernke, da Universidade de Vanderbilt, no Canadá, não se satisfizeram com as fotos feitas do espaço.

Descontentes com a demora na atualização das imagens e com a resolução das fotos de satélite feitas sobre as áreas de seu interesse, os dois arqueólogos estão embarcando para o Peru levando na mala nada menos do que um avião robô.

Mapa 3D

O avião - um veículo aéreo não tripulado semi-autônomo - fará o mapeamento de uma área que levaria anos para ser pesquisada pelos métodos normais.

"Leva de dois a três anos para mapear um sítio em duas dimensões," diz o professor Wernke, acrescentando que o avião fará o mesmo em alguns minutos e, além disso em 3D.

"O SUAVE vai mudar a forma como mapeamos grandes sítios, que levam várias estações para serem documentados usando as técnicas tradicionais. Ele nos dará imagens com resolução superior à dos melhores satélites artificiais, e vai gerar um mapa tridimensional detalhado," acrescenta.

Avião lançado a mão

Os algoritmos desenvolvidos para o projeto permitem que o sistema do SUAVE controle o padrão de voo para compensar fatores como velocidade do vento e ângulo do sol, além de detalhes fotográficos, como sobreposição e resolução das imagens.

O avião propriamente dito, é um modelo comercial, chamado Skate, com uma envergadura de asas de apenas 61 centímetros. Com propulsão elétrica, alimentado por baterias, o pequeno VANT pode ser lançado a mão ou decolar verticalmente, como um helicóptero.

"Você só precisa desembrulhá-lo, especificar a área que você precisa cobrir, e então lançá-lo," prossegue Wernke." Quando ele termina de capturar as imagens, ele pousa e as imagens são baixadas, montadas em um grande mosaico, e transformadas em um mapa."

Os testes estão sendo feitos no Peru, em um assentamento inca chamado Mawchu Llacta.
Inovação tecnológica.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cerebelo artificial humaniza movimentos de robô.


Depois de aprender seus movimentos iniciais em um robô construído no laboratório da universidade, o cerebelo artificial agora será transplantado para um robô industrial estado-da-arte. [Imagem: Niceto R. Luque]


Cerebelo artificial humaniza movimentos de robô

Depois de aprender seus movimentos iniciais em um robô construído no laboratório da universidade, o cerebelo artificial agora será transplantado para um robô industrial estado-da-arte. [Imagem: Niceto R. Luque]


Cerebelo de robô

Pesquisadores espanhóis desenvolveram um cerebelo artificial que controla um braço robótico com uma precisão quase humana.

O cerebelo é a parte do cérebro humano que controla o sistema locomotor e coordena os movimentos do corpo.

É verdade que robôs podem ser muito mais rápidos e muitíssimo mais precisos do que uma mão humana.

Contudo, se isso é uma vantagem para robôs industriais, manipulando peças em alta velocidade, torna-se um problema para robôs que devem interagir diretamente com trabalhadores humanos.

Simulador neural

As técnicas de alta velocidade usadas nos robôs industriais, ao requererem forças intensas, tornam-se perigosas para os seres humanos; e por consumirem muita energia, são inadequadas para robôs móveis ou autônomos.

Isso levou Niceto Luque e seus colegas da Universidade de Granada a desenvolverem um cerebelo virtual, um simulador neural que controla o robô, não por instruções detalhadas e rígidas, mas por um sistema de aprendizado e adaptação.

Além de armazenar suas "leituras sensoriais", o sistema adapta-se a correções, em vez de simplesmente travar, como acontece com circuitos eletrônicos comuns.
Modelo que serviu de inspiração para o desenvolvimento do simulador neural, que está disponível no endereço http://code.google.com/p/edlut. [Imagem: Luque et al./IJNS]
"Além disso, ele grava os comandos motores para prever a ação ou o movimento a ser realizado pelo braço robótico," diz o pesquisador.

Em outras palavras, o robô dotado do cerebelo artificial aprende automaticamente conforme ele vai manipulando diferentes objetos.

É possível também dizer a ele "Vá daqui até lá" e ele se vira para encontrar a melhor forma de fazer isso, sem tropeçar em seus colegas.

Transplante virtual

O controle tradicional de robôs industriais exige a inserção de comandos precisos para cada movimento.

Os problemas aparecem quando um trabalhador surge repentinamente na frente do robô.

Segundo o pesquisador, a adaptabilidade a condições variáveis propiciada pelo simulador neural dá ao robô condições ideais para a interação com seres humanos trabalhando lado a lado com ele em uma fábrica.

Depois de aprender seus movimentos iniciais em um robô construído no laboratório da universidade, o cerebelo artificial agora será transplantado para um robô industrial estado-da-arte.

Bibliografia:

From sensors to spikes: evolving receptive fields to enhance sensorimotor information in a robot-arm
Niceto R. Luque, Jesús A. Garrido, Jarno Ralli, Juanlu J. Laredo, Eduardo Ros
International Journal of Neural Systems
Vol.: Accepted: 01 June 2012
Inovação Tecnológica.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rato-robô com cérebro de macaco sente o mundo ao seu redor!!!


As informações coletadas pelos bigodes, que se movem e vibram, alimentam o cérebro virtual, baseado no funcionamento real de cérebros de macaco.[Imagem: Nathan Lepora]
Percepção robótica

O aspirador de pó robotizado Roomba é o maior sucesso comercial da robótica doméstica até hoje.

É necessário acrescentar que ele é o único sucesso comercial da tão promissora robótica pessoal até hoje.

Os usuários gostam tanto dele que lhe dão nome, tratam-no como se fosse um mascote e fazem clubes de amigos dos seus robôs-limpadores-automatizados.

Cientistas ingleses não apenas embarcaram na onda, como também mostraram que esses robôs aspiradores de pó podem ser bem mais inteligentes e mais interativos.

Para isso, basta implantar bigodes de rato e um cérebro de macaco em um Roomba, dando-lhe um nível totalmente novo de "percepção robótica".

Próteses para robôs

É claro que os bigodes de rato são "próteses robóticas", compostos de fios ligados a sensores, e o cérebro de macaco é um cérebro virtual, um programa de computador, para ser mais claro.

Mas os resultados prometem deixar os donos de robôs domésticos ainda mais certos de que suas engenhocas são mesmo mascotes "vivos".

A equipe do professor Tony Prescott, da Universidade de Sheffield, já havia criado um rato-robô, onde foram aprimorados os bigodes sensoriais artificiais.

Rato-robô viabiliza estudos de cognição, emoção e autonomia
Como desenvolver a mecatrônica de um robô é complicado e caro, os pesquisadores deixaram de lado suas feias ratazanas robóticas e adotaram um Roomba.

O cérebro artificial foi desenvolvido criando um modelo matemático a partir dos padrões registrados no cérebro de macacos conforme eles faziam tarefas determinadas.

Devidamente acostumado com seus implantes, o robô agora não apenas limpa o chão, como também é capaz de reconhecer diferentes texturas da superfície, de pisos frios até os carpetes mais macios.
O robô com cérebro de macaco e bigodes de rato poderá ser útil para auxiliar na exploração de zonas atingidas por desastres. [Imagem: University of Sheffield]
Hipóteses biológicas

Segundo os cientistas, com seu novo cérebro, devidamente alimentado com os dados sensoriais dos seus bigodes, o Roomba é capaz de tomar decisões melhores do que qualquer outro método testado antes.

"Os animais superam de longe os robôs atuais em suas capacidades perceptuais. Usando técnicas de como o cérebro percebe o mundo, nós queremos desenvolver métodos para a percepção robótica que permitirá aos robôs interagir com o mundo de forma aprimorada," disse Nathan Lepora, responsável pelos "implantes".

A pesquisa também sugere que ratos e seus bigodes, devidamente munidos de um cérebro de macaco, conseguem reconhecer melhor os objetos e decidir melhor o que fazer com essa percepção.

"Este estudo em particular é voltado principalmente para testar hipóteses biológicas em robôs, em particular as teorias de tomada de decisão desenvolvidas com a gravação de informações do córtex visual dos macacos," explica o pesquisador.

Carinhos e socorro

O próximo passo do projeto será generalizar essas conclusões, dando ao robô outras sensações táteis além da textura, como formato dos objetos e sua posição em relação ao robô.

Nesse ritmo, os donos do Roomba logo poderão contar com novas gerações de robôs que demonstrem ficar felizes quando recebem carícias.

Já os pesquisadores estão mais interessados em aplicar o desenvolvimento na construção de robôs que possam entrar em ambientes desconhecidos para a realização de resgates em casos de acidentes.

É por isso que eles apostam nos bigodes de rato, que podem sentir o ambiente no escuro de forma mais simples e mais segura.

Bibliografia:

Optimal decision-making in mammals: insights from a robot study of rodent texture discrimination
Nathan F. Lepora, Charles W. Fox, Mathew H. Evans, Mathew E. Diamond, Kevin Gurney, Tony J. Prescott
Interface
January 25, 2012
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1098/rsif.2011.0750
Inovação tecnológica!!!



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Robôs cirurgiões agora em versão open-source!!!


Os primeiros seis robôs open-source Raven - aqui são vistos três deles - estão sendo despachados para as universidades parceiras do projeto.[Imagem: University of Washington]
Robôs com código aberto

Cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, estão lançando uma plataforma open-source para robôs cirurgiões.

"Com todo o mundo trabalhando na mesma plataforma open-source nós poderemos compartilhar mais facilmente novos desenvolvimentos e inovações," afirma Blake Hannaford, um dos idealizadores da plataforma.

Várias equipes ao redor do mundo estão desenvolvendo robôs diferentes, estudando abordagens que não são compatíveis entre si e que, pelo alto custo, acabam não tendo um nível de teste suficiente para que entrem em operação.

"Os pesquisadores e as agências de financiamento estão cansadas de robôs 'filhos únicos', eles querem encarar projetos que usem plataformas padronizadas. Este é o rumo que a área [de robôs cirurgiões] está seguindo," defende o engenheiro.

Sistema operacional para robôs

A base de controle dos robôs é o Robot Operating System, um sistema operacional para robôs de código aberto.

Plataforma aberta coloca robôs em domínio público
Embora se fale em robôs cirurgiões como uma nova classe de robôs, a maioria dos trabalhos na área ainda se limita a criar novos programas de controle para robôs industriais.

"Pesquisadores acadêmicos têm acesso limitado a esses sistemas proprietários," afirma Hannaford. "Nós estamos mudando isto oferecendo um hardware de alta qualidade desenvolvido dentro da universidade.

"Cada laboratório vai começar com um sistema idêntico, totalmente operacional, mas cada um vai mudar o hardware e o software e compartilhar novos desenvolvimentos e novos algoritmos, ao mesmo tempo retendo os direitos de propriedade intelectual de suas próprias inovações," completa o pesquisador.
Inovação tecnológica!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Micro-braço robótico acionado por luz!!!


A equipe demonstrou a versatilidade do micro-braço robótico criando um pequeno motor rotativo. [Imagem: Terao et al./Wiley]
Braço miniaturizado

Quando se fala em braço robótico é possível pensar tanto nos aparentemente truculentos robôs industriais, quanto em um equipamento ultra-moderno, superior ao braço humano em vários quesitos.

Mas o Dr. Masahiro Irie, da Universidade Rikkyo, no Japão, pensou em algo completamente diferente.

Conforme o processo de miniaturização avança rumo aos micro e nano robôs, é necessário pensar em novos sistemas de acionamento mecânico capazes movimentar essas nanomáquinas.

Braço acionado por luz

A ideia do Dr. Irie é um braço micro-robótico "wireless" - ele é acionado com precisão por um feixe de luz.

Esse acionamento remoto resolve o maior problema apresentado por dispositivos similares, feitos de materiais piezoelétricos, que precisam de fiação para levar a energia até o braço robótico - o que nem sempre é fácil em sistemas ultra-miniaturizados.

O movimento do minúsculo braço robótico é garantido por cristais, com dimensões na faixa dos micrômetros aos milímetros, no formato das ripas de madeira usadas em telhados.

Quando o pequeno sarrafo é iluminado com luz ultravioleta (365 nanômetros) ele se dobra na direção da luz. A curvatura pode ser feita com precisão controlando-se o tempo de exposição à luz.

O braço robótico retorna à sua posição original quando é irradiado com luz visível (acima de 500 nanômetros).
Quando o pequeno braço robótico é iluminado com luz ultravioleta ele se dobra na direção da luz. A curvatura pode ser feita com precisão controlando-se o tempo de exposição à luz. [Imagem: Terao et al./Wiley]
Movimento molecular

O movimento é possível porque os cristais possuem moléculas orgânicas formando conjuntos de cinco anéis.

A unidade estrutural central é um grupo diarileteno, que sofre um processo de isomerização - um rearranjo das ligações químicas - quando é iluminado por luz ultravioleta, forçando um "fechamento" do anel no interior da molécula.

Isso gera uma alteração no formato de cada molécula, resultando em uma alteração na geometria de todo o cristal, que se contrai.

A luz visível reverte a reação, fazendo-o voltar ao seu formato original.

O Dr. Irie já havia usado uma técnica similar para criar superfícies autolimpantes acionadas por luz.

Do molecular ao macroscópico

O que se destaca em relação aos conceitos existentes de "músculos moleculares", esta abordagem oferece uma possibilidade única de traduzir um movimento de moléculas individuais em um movimento em nível macroscópico.

Isto abre a possibilidade de criar braços robóticos, ou músculos artificiais, em uma sequência contínua de miniaturização, chegando até o nível molecular.

Em relação aos micromúsculos sintéticos, feitos de polímeros, a grande vantagem é a operação em qualquer ambiente - incluindo baixas temperaturas e imerso em água - e a eliminação dos fios de acionamento.

Versatilidade

As possibilidades de uso prático desses braços robóticos são enormes.

A equipe demonstrou isto criando um pequeno motor rotativo usando um único braço, que se movimenta alternadamente para girar uma pequena engrenagem.

E o dispositivo é muito forte: ele pode levantar um peso equivalente a 900 vezes o peso do próprio sarrafo de cristal.

Bibliografia:

Light-Driven Molecular-Crystal Actuators: Rapid and Reversible Bending of Rodlike Mixed Crystals of Diarylethene Derivatives
Fumitaka Terao, Masakazu Morimoto, Masahiro Irie
Angewandte Chemie International Edition
Vol.: 50, 1 - 5
DOI: 10.1002/anie.201105585
Inovação tecnológica!!!



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Robôs piscantes lançarão novas luzes sobre os oceanos!!!


Os flashes de luz azul permitem que os SensorBots comuniquem-se entre si, viabilizando uma atuação coordenada. Os brilhos são captados por câmeras de alta velocidade, que transmitem os dados para análise.[Imagem: Biodesign Institute/Arizona State University]
Robôs

Já existem robôs submarinos em todos os oceanos da Terra, mas eles ainda estão muito longe do necessário para a exploração desta que representa a última fronteira do nosso planeta.

Os robôs submarinos não existem em maior número basicamente porque eles são caros. E não basta lançá-los ao mar: é necessário monitorá-los constantemente, o que exige uma enorme logística, incluindo navios e redes de comunicação via satélite.

O Dr. Deisdre Meldrum e seus colegas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acreditam ter encontrado a solução para essa deficiência.

Eles estão criando pequenos robôs submarinos esféricos, batizados de "SensorBots", por serem dotados de vários sensores, capazes de registrar dados biológicos, geológicos, físicos e químicos.

Dos minerais à vida

Fruto de mais de 10 anos de trabalho, a nova plataforma robótica é resultado do trabalho de engenheiros eletricistas, mecânicos, químicos e biológicos, além de pesquisadores das áreas de física, química, ciência da computação e ciência dos materiais.

Os pesquisadores pretendem usar os robôs submarinos esféricos para estudar da concentração de minerais e da composição de gases, até a dinâmica da vida marinha, o que incluirá a análise dos chamados extremófilos, organismos que vivem em ambientes normalmente considerados inadequados para a vida.

Isto exigirá uma infra-estrutura mais complexa, mas os SensorBots representam o primeiro passo, levando consigo os sensores que farão as diversas medições.
Um "enxame" de SensorBots é lançado ao mar para testes de funcionamento e operação conjunta. [Imagem: Biodesign Institute/Arizona State University]
Comunicação por luz

Para simplificar seu projeto, os robôs esféricos individuais não possuem esquemas de transmissão por rádio e nem de comunicação via satélite.

Os sinais lidos pelos sensores são transformados em brilhantes flashes de luz azul, criando uma espécie de código Morse. Além de transmitir os dados, esses flashes permitem que os robôs operam de forma cooperativa, criando uma rede de sensores.

Uma câmera de alta velocidade captura os sinais dos SensorBots lançados em uma determinada área. Esses sinais podem então ser decodificados para a interpretação das leituras. Apenas a central onde a câmera está instalada possui a capacidade de comunicação, para transferência dos dados de todo o enxame sob sua coordenação.

Enxames de robôs

O objetivo é que os robôs esféricos funcionem como grupos autônomos ou semi-autônomos - movendo-se por controle remoto, por exemplo - em uma formação 3D capaz de cobrir grandes volumes do oceano.

Esses enxames de sensores poderão operar em ambientes inóspitos e complexos.

Com sistemas adequados de microanálise, os robôs submarinos poderão realizar análises genômicas de comunidades microbianas, bem como observar uma ampla variedade de eventos em macroescala - produzindo dados espacial e temporalmente indexados.

Em vez de enviar um robô muito caro para um único ponto no oceano, e depois movê-lo em série, frequentemente perdendo a dinâmica dos fenômenos, uma série de SensorBots baratos poderá cobrir uma área muito maior.

Isto permitirá investigações em tempo real de eventos tão distintos quanto terremotos e maremotos ou o florescimento de espécies animais e vegetais, além de outros fenômenos episódicos.
Inovação Tecnológica!!!



sábado, 17 de dezembro de 2011

Mini-robôs manipulam amostras de microscópios eletrônicos!!!


Os miBots são mais do que nano-manipuladores porque não são fixos, podendo movimentar-se de forma independente. [Imagem: Imina]
Nano-manipulação

Os microscópios ficam cada vez mais poderosos, o que tem criado desafios novos para os engenheiros.

Por exemplo, como movimentar o campo de visão apenas o suficiente para que o cientista possa ver a célula, ou mesmo a molécula, ao lado da qual ele está olhando.

E, além de observar a amostra, como "cutucá-la" para medir suas reações, ou aproximá-la de outro objeto para medir suas interações.

A empresa suíça Imina Technologies encontrou uma solução versátil: minúsculos robôs, chamados miBots, capazes de manipular virtualmente qualquer nano-objeto, com precisão de nanômetros.

Robô faz-tudo

Os miBots são mais do que nano-manipuladores porque não são fixos, podendo movimentar-se de forma independente, o que permite seu uso em uma grande variedade de dispositivos.

Trabalhando individualmente ou em grupo, eles podem ser usados para criar inúmeras ferramentas como garras, sondas, empurradores ou puxadores, dependendo da tarefa que se tiver em mente.

Usando fibras ópticas, eles fornecem a iluminação necessária para a observação dos nano-objetos, além da energia ou da força necessária para testar e movimentar as amostras.

Atuação coordenada

Os robôs são colocados na plataforma de observação do microscópio e podem ter seu movimento controlado de forma independente nos eixos X, Y e Z.

Um sistema especial de interconexão permite que eles sejam integrados em grupos, e controlados de forma a executar movimentos coordenados.
Inovação tecnológica!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Plataforma aberta coloca robôs em domínio público!!!


Todos os desenhos, diagramas e descrições necessários para construir uma réplica do robô AMIGO foram disponibilizados gratuitamente na nova Plataforma Robótica Aberta.[Imagem: Bart van Overbeeke|TU/e]
Robótica aberta

Centenas de equipes de pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de robôs nas universidades ao redor do mundo.

O problema é que quase todos trabalham de forma independente, o que significa que o desenvolvimento é demorado, os robôs ficam mais caros e, pior de tudo, os robôs dos diversos grupos são incompatíveis uns com os outros.

Para tentar "globalizar" a pesquisa em robótica, a equipe de roboticistas da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, está lançando o projeto ROB - Robotic Open Platform, ou Plataforma Robótica Aberta.

É mais uma iniciativa na categoria do chamado hardware aberto, que está fazendo pelos equipamentos o que o conceito de software livre faz pelos programas de computador.

O objetivo da iniciativa é criar uma biblioteca plug and play de onde os construtores de robôs possam pegar códigos já testados e utilizá-los em seus robôs.

Eles poderão também alterar os códigos e disponibilizar versões melhoradas ou adaptadas a determinadas funções, ou ainda disponibilizar seus próprios desenvolvimentos.

Robô amigo

Os pesquisadores holandeses acreditam que a plataforma aberta permitirá o desenvolvimento de robôs mais baratos.

Eles próprios estão bastante interessados nos robôs de cuidados pessoais: a biblioteca está sendo inaugurada com todo o desenvolvimento do seu robô AMIGO.

"Nós estamos colocando online todos os desenhos, diagramas e descrições que são necessários para construir uma réplica do nosso robô AMIGO," afirmou René van de Molengraft, um dos idealizadores da plataforma robótica aberta.

"Se você quiser construir um robô como esse, descobrirá que ele vai lhe custar de 300 a 400 mil euros. Nosso objetivo é que, dentro de alguns anos, você seja capaz de construir o sucessor do nosso AMIGO por cerca de 10 mil euros," complementa Molengraft.

Usando um ambiente wiki para o compartilhamento das ideias, dos projetos e dos códigos, a plataforma ROB colocará tudo em domínio público.

Até o início de 2012 já estarão disponíveis também os projetos dos robôs jogadores de futebol da equipe Tech United, finalistas do campeonato mundial de futebol de robôs nos últimos quatro anos.

Wikis dos robôs

A plataforma ROB será o equivalente para o hardware do projeto ROS (Robot Operating System), um sistema de código livre para a construção de softwares para robôs - o sistema de controle do robô AMIGO é baseado na plataforma ROS.

Já existe também uma Wikipedia dos Robôs, um repositório de recursos onde os robôs podem aprender e compartilhar o conhecimento que cada um vai adquirindo.

O endereço da nova plataforma robótica open-source é www.roboticopenplatform.org.
Inóvação tecnólogica!!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Aranha-robô ganha super agilidade com pernas hidráulicas!!!


As pernas do robô-aranha têm 20 centímetros de comprimento, e são acionados pneumaticamente.[Imagem: Fraunhofer IPA]
Pernas hidraúlicas

Aranhas são muito ágeis, sendo que algumas conseguem até saltar.

Elas devem essa super capacidade graças a pernas sem músculos, que são acionadas hidraulicamente.

Pesquisadores do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, resolveram tirar proveito dessa agilidade com vistas a explorar áreas inalcançáveis por robôs de rodas, lagartas, ou mesmo bípedes.

Para deixar o robô-aranha o mais leve possível, ele foi criado usando um processo de impressão 3-D.

Dotado de uma câmera e de equipamentos de medição, sua missão será fazer um levantamento prévio de áreas assoladas por acidentes, naturais ou não.

Robô biônico

Como uma aranha de verdade, o robô mantém quatro patas no chão durante todo o tempo, enquanto as outras quatro preparam-se para o próximo passo.

Com suas longas extremidades, a aranha-robô também pode saltar.

Isto é possível usando atuadores acionados hidraulicamente, que servem tanto como articulações, como para manter os membros móveis.

Sem músculos para esticar as pernas, as aranhas acumulam altos níveis de pressão no corpo, que é então usada para bombear líquido em seus membros. O disparo rápido do líquido faz com que suas pernas se estendam.

"Nós pegamos esse princípio de mobilidade e o aplicamos ao nosso robô biônico, controlado por computador. Suas oito pernas e seu corpo também estão equipados com atuadores por pressão, que operam por pressão para dobrar e estender seus membros artificiais," explica o engenheiro Ralf Becker, coordenador do projeto da aranha-robô.

Os componentes necessários para a locomoção, tais como a unidade de controle, válvulas e compressor, estão localizados no corpo do robô.

O corpo também pode levar vários dispositivos de medição e sensores, dependendo da aplicação que se tiver em mente.
Inóvação tecnologica!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Robô-verme troca de pele para explorar novos terrenos!!!

O robô biomimético tem cerca de dois metros de uma extremidade a outra e, ao contrário do verme que o inspirou, possui uma espinha-dorsal rígida. [Imagem: University of Leeds]

Super verme robótico
O Dr. Jordan Boyle, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, diz ter-se inspirado no verme C. elegans para construir seu mais novo robô.
Contudo, enquanto um espécime do pequeno verme não mede mais do que 1 milímetro de comprimento, o robô biomimético tem cerca de dois metros de uma extremidade a outra.
É que seria complicado demais construir o robô tão miniaturizado. E, em segundo lugar, seria difícil aferir se o entendimento do movimento do verme estava correto.
Outra diferença é que, ao contrário do verme e dos robôs de corpo mole, o protótipo do Dr. Boyle tem uma "espinha dorsal" rígida, o que o faz lembrar mais uma cobra.
Robô de salvamento
O pesquisador espera que seu robô se transforme um dia em uma ferramenta útil para as equipes de resgate e salvamento, carregando câmeras e sensores de calor no interior de prédios desabados e outros locais inacessíveis.
"Uma versão futura desse robô poderá navegar através de fendas e buracos irregulares em prédios danificados pelo fogo, por explosões ou por terremotos," afirma Boyle.
Segundo ele, o robô poderá ser ajustado para operar em diversos tipos de terrenos e ambientes simplesmente trocando sua "pele".
"Por exemplo, ele poderá ser capaz de nadar na água ou perfurar através da neve ou da lama, mesmo que tenha que navegar através de obstáculos naturais, como árvores," afirma.
Sempre em frente
O protótipo mostrou-se altamente eficiente justamente em desviar de obstáculos.
Os vermes, assim como as cobras, movem-se para frente colocando seu corpo no formato de uma onda "ideal". Quando eles se deparam com um obstáculo, esse formato é alterado para que o obstáculo possa ser superado.
"A combinação de um sistema de controle flexível e do corpo curvável significa que o robô se adapta cegamente a qualquer obstáculo que o impeça de mover-se para a frente," explicou Boyle.
Inovação tecnológica!!!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Microavião bate asas, plana e até paira no ar!!!

Os microveículos aéreos são aeronaves de pequeno porte, projetadas para missões de resgate ou de reconhecimento em áreas perigosas ou inacessíveis aos seres humanos.[Imagem: William Thielicke]

Microveículo aéreo
Cientistas do Centro de Inovações em Biomimética, da Alemanha, projetaram um microavião capaz de decolar e voar batendo asas, planar e até pairar - tudo inspirado no movimento de pássaros.
O design absolutamente versátil do pequeno avião - que se insere na categoria dos microveículos aéreos(MAV: Micro Air Vehicle) - destina-se à construção de um sistema de vigilância.
Na verdade, não fossem as inovações significativas na forma de voo, o projeto bem poderia ser chamado de "câmera voadora" - tudo é projetado para o bom funcionamento das microcâmeras que serão levadas a bordo.
Biomimetismo
O movimento do microavião combina o bater de asas, para a decolagem e o deslocamento, com a capacidade de planar e até pairar, para garantir imagens de boa qualidade a partir de qualquer câmera a bordo.
Seguindo um conceito conhecido como biomimetismo, o protótipo foi inspirado em um pássaro em um particular, o andorinhão.
"Sabemos que os andorinhões têm enorme capacidade de manobra e podem planar de forma muito eficiente. Assim, imaginamos que estas aves seriam um bom ponto de partida para um microavião batedor de asas energeticamente eficiente," explicou o Dr. William Thielicke, que apresentou o projeto durante a Conferência Anual de Biologia Experimental, em Glasgow, neste domingo.
Versatilidade no voo
Embora os microveículos aéreos de asa fixa sejam energeticamente mais eficientes, sua manobrabilidade é muito baixa, não se adequando bem a tarefas em ambientes restritos.
Os engenheiros alemães então combinaram o bater de asas - que tem a vantagem de dispensar a pista de decolagem - com a capacidade de tornar as asas fixas para o voo planado, melhorando a eficiência energética total e garantindo boas imagens.
Quando necessário, o microavião pode voar a velocidades mais lentas do que é possível com um avião de asa fixa, além de manobrar em espaços confinados.
"Embora os modelos ainda não estejam prontos para serem usados, os testes iniciais são positivos e esperamos que este projeto combine o melhor dos dois mundos," diz Thielicke.
Inovação tenológica!!!