Sejam bem vindos!!!

"Reciclagem Conceitual"

Fazendo o teu olho enchergar a tua mente pensar teu cérebro raciocinar.
Despertando a tua inteligencia a descobrir e praticar o Amor de "dar", "doar-se" a cuidar da Vida como um sol a brilhar.
Levando-o humildemente retribuir cuidando do planeta fazendo seus sentimentos verdadeiramente mais felizes.
Isto e Amor de Amar.

Venham...vamos fazer Reciclaaação já!!!............... Charles sodniv
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Brasil adere a consórcio internacional de pesquisas marinhas.

Brasil adere a consórcio internacional de pesquisas marinhas
Cientistas e engenheiros brasileiros trabalharão a bordo do navio científico de perfuração JOIDES. [Imagem: John Beck]
Terra sólida abaixo da água

O Brasil juntou-se a um esforço internacional de pesquisas marinhas.

Agora, o consórcio IODP ( Integrated Ocean Drilling Program - Programa Integrado de Perfuração Oceânica) já conta com 26 países membros.

O objetivo do projeto é documentar as alterações ambientais no fundo do mar, monitorando e coletando amostras de várias partes dos oceanos em todo o planeta.

Como o nome do programa indica, uma das principais atividades consiste na perfuração do leito dos oceanos para coleta de amostras.

A bordo de navios científicos especializados em perfuração, os cientistas pretendem avançar na compreensão da Terra através da perfuração e coleta de testemunhos de sondagem, monitorando e documentando processos terrestres, ciclos da parte sólida da Terra, a biosfera de subsuperfície e a geodinâmica.
Brasil adere a consórcio internacional de pesquisas marinhas
Abaixo do convés, esta é a área do navio mais movimentada durante as expedições de perfuração e coleta de testemunhos de sondagem. [Imagem: John Beck]
Terremotos e tsunamis

A primeira expedição do IODP contando com pesquisadores brasileiros terá início no mês que vem, na costa da Costa Rica.

Os cientistas querem aprender mais sobre os processos que provocam terremotos de grande porte, eventualmente provocando tsunamis.

Eles farão isso investigando uma zona de subducção erodida, uma zona onde a crosta da Terra está retornando para o manto por uma erosão submarina - uma espécie de voçoroca marinha.

A associação do Brasil ao consórcio, patrocinado pela CAPES, permitirá o envio ao exterior de jovens pesquisadores, através do programa Ciência Sem Fronteiras.
Inovação tecnológica.



Design de banheiro O segundo lugar coube ao projeto da Universidade Loughborough, no Reino Unido, cuja privada produz carvão biológico, minerais e água limpa. O terceiro lugar coube ao projeto dos engenheiros da Universidade de Toronto, no Canadá, cujo sistema também produz fertilizantes e água limpa. O Instituto Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática recebeu a menção honrosa, graças ao design de seu toilet, considerada a privada mais bonita dentre as 22 que participaram da competição.

Sanitários ecológicos e autossuficientes não geram esgoto
A privada ecológica suíça ganhou o prêmio de melhor design.[Imagem: Eawag/EOOS]

Sanitário autossuficiente

Quando a Fundação Bill e Melinda Gates anunciou que queria reinventar a privada, a instituição provavelmente não esperava tantas ideias inovadoras para um dispositivo tão antigo.

O desafio é criar um sistema sanitário completo que dê jeito nos dejetos a um custo não superior a US$0,05 por dia por usuário, sem usar fossa séptica, sem produzir poluentes e sem depender de uma fonte externa de água.

Pode parecer muito, mas já existem propostas de todas as partes do mundo.

Além de elogiar e incentivar várias dessas ideias, a Fundação acaba de conceder financiamentos para o desenvolvimento de oito delas.

A primeira colocada, que receberá US$400.000 para desenvolvimento do protótipo, foi apresentada pela equipe de estudantes do professor Michael Hoffmann, da Universidade Caltech, nos Estados Unidos.

Banheiro sem esgoto

O projeto de sanitário autossuficiente usa um painel solar para alimentar um reator eletroquímico.

O reator quebra quimicamente os dejetos, produzindo fertilizantes e hidrogênio, que pode ser utilizado em uma célula a combustível para gerar eletricidade.


O projeto de privada solar não é tão bonito, mas mostrou-se mais eficiente. [Imagem: Caltech/Michael Hoffmann]
O reator também libera água, já devidamente limpa, embora não potável, que é reutilizada para dar a descarga. O excesso de água pode ser usado para irrigação.

Para evitar constrangimentos, os inspetores da Fundação Gates usaram quase 200 litros de uma pasta de soja e arroz para testar a privada-conceito ecológica. E funcionou.
Sanitários ecológicos e autossuficientes não geram esgoto
O projeto de privada solar não é tão bonito, mas mostrou-se mais eficiente. [Imagem: Caltech/Michael Hoffmann]

Design de banheiro

O segundo lugar coube ao projeto da Universidade Loughborough, no Reino Unido, cuja privada produz carvão biológico, minerais e água limpa.

O terceiro lugar coube ao projeto dos engenheiros da Universidade de Toronto, no Canadá, cujo sistema também produz fertilizantes e água limpa.

O Instituto Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática recebeu a menção honrosa, graças ao design de seu toilet, considerada a privada mais bonita dentre as 22 que participaram da competição.
Inovação tecnológica.



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Banho com ar aquecido economiza até 30% de energia.


Experimento com box fechado para avaliação dos ganhos com o banho com ar aquecido.[Imagem: Marco Aurélio da Cunha Alves/UFJF]

Banho com ar aquecido economiza até 30% de energia

Experimento com box fechado para avaliação dos ganhos com o banho com ar aquecido.[Imagem: Marco Aurélio da Cunha Alves/UFJF]


Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) desenvolveram uma técnica que não apenas reduz o consumo de energia elétrica do chuveiro, como também aumenta o conforto do banho.

O método tem como fundamento aquecer não apenas a água do banho, mas também o ambiente do banheiro.

Banho com ar aquecido

Enquanto hoje somente a água do banho é aquecida, o método proposto pelos pesquisadores mineiros aquece também o ar em torno da pessoa.

Com o aquecimento do ar ambiente, a temperatura da água requerida para um banho confortável é menor, exigindo menor potência do chuveiro e, portanto, consumindo menos energia elétrica.

Segundo os pesquisadores, o aquecimento do ar ambiente requer menos energia do que a energia economizada pelo chuveiro, gerando um balanço energético final positivo, com um ganho superior a 30%.

A tecnologia pressupõe o fechamento total do box do banheiro, para que o ar quente não escape do seu interior.

Etapas do banho econômico

Com a nova tecnologia, um banho confortável teria três etapas.

Na etapa pré-banho, o usuário entra no box, fecha a porta e liga o sistema de aquecimento de ar, ajustando-o para uma temperatura à sua escolha - isso leva em torno de 1 minuto.

Na etapa do banho propriamente dito, após o ar ambiente já ter atingido a temperatura escolhida, o usuário abre a água e ajusta sua temperatura.

Finalmente, na etapa pós-banho, o box continuará aquecido pelo sistema de aquecimento de ar, eliminando aquela fase em que o usuário sente o impacto do rápido abaixamento de temperatura que ocorre quando o chuveiro é desligado. Nesse caso, ele ficará aquecido até se enxugar e poder se vestir.

"Em uma residência pequena com quatro moradores, o chuveiro elétrico pode responder por até 45% do consumo de energia elétrica durante os meses mais frios e por cerca de 30% no período mais quente do ano, quando a potência do chuveiro pode ser reduzida," explica o professor Marco Aurélio da Cunha Alves, idealizador do projeto.

"Em outras palavras, a economia de energia elétrica nos banhos, além de possuir variados benefícios para o meio ambiente, traz também economia financeira significativa ao consumidor, visto que pode reduzir bastante o valor da conta de luz no final do mês," completa ele.

O ganho é suficiente para alimentar a geladeira da casa durante o mês inteiro.
Fazendo as contas

O professor Marco Aurélio mostra seus resultados em números muito precisos.

Ele lembra que a pesquisa Procel, feita pela Eletrobras, indica que o tempo médio do banho de um brasileiro é de 10 minutos.

Os modelos mais populares de chuveiro elétrico usados no país têm potência mínima de 3.000 Watts, na posição "verão", e máxima de 4.500 W, na posição "inverno".

Considerando os 10 minutos de banho, isso significa um consumo de 0,50 kWh nos dias mais quentes e 0,75 kWh nos dias mais frios. A proposta do pesquisador é aquecer o ar para evitar que o usuário use a potência máxima do chuveiro.

"Supondo um box com as dimensões de 1,10 x 1,10 x 2,10 metros, para aquecer o ar contido no interior desse box, de 15ºC até 32ºC, será gasta a energia de 0,015 kWh," calcula ele.

"A economia de energia obtida com o banho com aquecimento do ar com relação ao banho convencional é: (0,75 - 0,515) kWh = 0,235 kWh. Em termos percentuais a economia é: (0,75 : 0,235 x 100)% = 31%," conclui Marco Aurélio.

A Universidade já depositou o pedido de patente da tecnologia, e agora o pesquisador está conversando com parceiros da indústria para viabilizar sua colocação no mercado.

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Inovação Tecnológica.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Plástico descartado é usado para fabricação de biocompósitos!!!


Além das sacolas plásticas, a técnica utiliza os filmes plásticos, usados para embalar alimentos, e as embalagens plásticas flexíveis, como as utilizadas para biscoitos. [Imagem: Cibele Rosa Oliveira]
Biocompósito

Enquanto cientistas e ambientalistas procuram se entender sobre as sacolas plásticas, pesquisadores da USP criaram uma nova técnica para reaproveitá-las.

Cibele Rosa Oliveira e Adilson Gonçalves misturaram os plásticos descartados no lixo doméstico com bagaço de cana, produzindo um biocompósito que pode ser usado em divisórias, mobiliários ou em painéis automotivos.

Um biocompósito é um material híbrido, que mescla componentes naturais e sintéticos. A porção natural garante uma melhor degradação do material quando este retorna à natureza.

Plásticos de uso doméstico

Além das sacolas plásticas, a técnica utiliza os filmes plásticos, usados para embalar alimentos, e as embalagens plásticas flexíveis, como as utilizadas para biscoitos.

"Decidimos misturar esse plástico com fibras naturais, especialmente bagaço de cana, para obter biocompósitos, que têm uma boa resistência mecânica e são mais biodegradáveis que painéis plásticos convencionais, uma vez que possuem as fibras naturais", conta Adilson.

Ele afirma que as folhas plásticas, embalagens de biscoitos e sacolas plásticas não são recolhidas pelos catadores:

"Ele corresponde de 5% a 6% da massa do resíduo sólido municipal e causa impactos negativos nos aterros, pois não é degradável e impermeabiliza o solo onde o lixo for depositado."

Interesse comercial

Agora que demonstraram a viabilidade técnica do processo, os pesquisadores pretendem partir para uma etapa piloto, com a coleta do resíduo em maior escala e a construção de painéis grandes, para testes reais de aplicação.

Para isso, afirmam, será necessário que alguma empresa se interesse pela tecnologia, com vistas a levá-la ao mercado.
Inovação tecnológica!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Simulação computadorizada lança luz na física dos arco-íris!!!


Usando uma técnica mais aperfeiçoada e detalhada da forma como a luz interage com as gotículas de água, os cientistas puderam criar uma infinidade de tipos de arco-íris, incluindo o raro arco-íris gêmeo, no alto à direita. [Imagem: Sadeghi et al./ACMTG]
Física dos arco-íris

Observar arco-íris pode ser um gostoso passatempo - não fosse a dificuldade em encontrar um arco-íris para se olhar.

Esse caráter fortuito é ainda mais frustrante para os cientistas que desejam estudar a física dos arco-íris.

Mas, em tempos de realidade virtual e simuladores computadorizados, tudo parece ter uma solução.

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez simular em computador todos os tipos de arco-íris já observados na natureza.

Isto está permitindo que os físicos respondam a questões cruciais sobre essas belas formações quando elas ocorrem de fato, no mundo real - até agora pensava-se que a ciência já soubesse tudo o que há para se saber sobre arco-íris.

Gotas achatadas

Usando uma técnica mais aperfeiçoada e detalhada da forma como a luz interage com as gotículas de água, os cientistas puderam criar uma infinidade de tipos de arco-íris, desde os mais comuns, até os mais raros, como os arco-íris gêmeos, quando um arco-íris primário se divide em dois.

Quando começaram o trabalho, os cientistas logo viram que a interação da luz com gotas de água esféricas não conseguia explicar a formação de todos os arco-íris.

Eles se voltaram então para a pesquisa básica e verificaram que, conforme as gotas de água descem pela atmosfera, a pressão do ar achata ligeiramente sua base.

Quando a simulação passou a considerar as gotas, não como esferas perfeitas, mas ligeiramente achatadas na base, o programa conseguiu gerar todos os tipos de arco-íris já documentados na natureza.
Na natureza, as gotas que formam os arco-íris não são esferas perfeitas, como se pensava. [Imagem: UC San Diego Jacobs School of Engineering]
Formação dos arco-íris

O mecanismo básico da formação dos arco-íris é bem conhecido: um feixe de luz é tanto refratado quanto refletido no interior da gota de água, tornando-se fortemente concentrado no chamado "ângulo do arco-íris".

Esse ângulo varia com a cor da luz. Como resultado, a luz do Sol é quebrada em seus componentes espectrais, formando as cores que vemos nos arco-íris.

"A variação na aparência dos arco-íris deve-se ao tamanho e ao formato das gotas," diz Iman Sadeghi, que desenvolveu os algoritmos.

"Isso vai muito além da computação gráfica. Nós agora temos um quadro praticamente completo de como os arco-íris se formam," diz Henrik Jensen, outro membro da equipe.

Apesar do interesse na física, os pesquisadores já estão pensando em licenciar seus algoritmos para a realização de filmes e jogos de computador com imagens mais realísticas.

Bibliografia:

Physically-Based Simulation of Rainbows
Iman Sadeghi, Adolfo Munoz, Philip Laven, Wojciech Jarosz, Francisco Seron, Diego Gutierrez, Henrik Wann Jensen
ACM Transactions on Graphics
December 2011
Vol.: 31(1)
Inovação Tecnológica!!!



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Uvas vigiadas do espaço produzem melhores vinhos!!!


O serviço usa sensoriamento por satélite para monitorar a água liberada pelas plantas, o crescimento das plantas e a eficiência da água de irrigação.[Imagem: Caren Jarmain/UKZN]
Vinho espacial

A ESA, agência espacial europeia, está colocando satélites artificiais a serviço de melhores safras de vinhos.

O serviço GrapeLook ("olhada nas uvas", em tradução livre) usa medições de satélite para ajudar a decidir a quantidade de água da rega e os melhores momentos para irrigar as plantações de uva.

O serviço usa tecnologia que combina dados de observação da Terra e medições no terreno. Os valores de umidade do solo são enviados em tempo real para um centro de processamento através de uma conexão por satélite.

Os dados dos satélites mostram a quantidade de água liberada pelas plantas, a quantidade de biomassa que cresce e a eficiência na utilização da água.

Processadas todas estas informações, os mapas são colocados online, à disposição dos vinicultores e responsáveis pela rega, através de um site baseado no Google Maps.

Auxílio à irrigação

O GrapeLook foi testado este ano com um grupo de vinicultores da África do Sul. Os agricultores acessavam o site para verificar o estado da sua vinha, tomando as providências adequadas.

O grupo também recebia previsões sobre a hidratação do solo e a necessidade de irrigação dos seus terrenos.

Foi unânime entre os participantes da experiência que o GrapeLook era útil na monitoração da falta de água, do crescimento das plantas e na identificação dos problemas de irrigação.

O serviço ajudou a identificar práticas mais eficientes e poderá contribuir para a redução dos custos, com a mão-de-obra, por exemplo.

O sistema deve aumentar a produção de uva, ao mesmo tempo que aumenta a qualidade do vinho - tudo isto baixando o consumo de água.

Serviço comercial

"Pode demorar alguns anos até que as comunidades de agricultores percebam das vantagens deste sistema e aprendam a confiar nele, mas as autoridades sul-africanas já se mostraram dispostas a oferecer o serviço GrapeLook por mais uma estação," contou Olivier Becu, do gabinete técnico da ESA.

"O serviço GrapeLook torna evidente a forma como a tecnologia de satélite pode beneficiar os agricultores," disse Annemarie Klaasse, especialista em gestão de recursos agrícolas.

"Não só ajuda os agricultores a reduzir o uso de água, mas também aumenta a sustentabilidade e a produção. Os próximos passos são a expansão do serviço a outras culturas e áreas."

O serviço está sendo lançado em parceria com uma empresa privada, sendo, portanto, um serviço comercial pago, que será disponibilizado futuramente para outras regiões.
Inovação Tecnológica!!!

Rotação da Terra é medida diretamente pela primeira vez!!!


Com informações do Prof. Karl Ulrich Schreiber - 24/12/2011
O professor Schreiber ajusta o anel de laser usado para medir as mínimas variações no "gingado" da Terra. [Imagem: TUM/Carl Zeiss]
Anel de laser

Um grupo com pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, tornou-se a primeira equipe do mundo a detectar mudanças no eixo da Terra através de medições em laboratório.

Até hoje, os cientistas somente conseguiam rastrear as mudanças no eixo polar indiretamente, monitorando corpos celestes "fixos" no espaço com a ajuda de 30 radiotelescópios.

Para fazer uma medição direta, eles construíram o anel de laser mais estável do mundo, dentro de um laboratório subterrâneo, e o utilizaram para determinar as alterações na rotação da Terra.

Balanço de Chandler

A Terra oscila constantemente. Tal como um pião que é tocado enquanto gira, seu eixo de rotação oscila em relação ao espaço. Isto é em parte causado pela gravidade do Sol e da Lua.

Ao mesmo tempo, o eixo de rotação da Terra muda constantemente em relação à superfície da Terra.

Por um lado, isso é causado pela variação na pressão atmosférica, no movimento dos oceanos e no vento. Esses elementos se combinam em um efeito conhecido como oscilação de Chandler, ou balanço de Chandler, para criar o movimento polar. Levando o nome do cientista que o descobriu, esse fenômeno tem um período de cerca de 435 dias.

Por outro lado, um evento conhecido como o "balanço anual" faz com que o eixo de rotação mova-se ao longo de um período de um ano. Isto se deve à órbita elíptica da Terra em torno do Sol.

Estes dois efeitos fazem com que o eixo da Terra migre de forma irregular ao longo de uma trajetória circular, com um raio de até seis metros.

Medindo a rotação da Terra

Capturar esses movimentos é crucial para manter um sistema de coordenadas confiável - como o GPS (Estados Unidos), Galileo (Europa), Glonass (Rússia) ou Beidou (China) - que possa alimentar sistemas de navegação ou rotas em viagens espaciais.

"Localizar um ponto no centímetro exato de posicionamento global é um processo extremamente dinâmico - afinal, em nossa latitude [na Alemanha], estamos nos movendo em torno de 350 metros a leste por segundo," explica o Prof. Karl Ulrich Schreiber.

A orientação do eixo da Terra em relação ao espaço e sua velocidade rotacional são, atualmente, determinados em um processo complicado, que envolve 30 radiotelescópios ao redor do mundo.

Toda segunda-feira e quinta-feira, entre oito e 12 desses telescópios alternadamente medem a direção entre a Terra e quasares específicos.

Os cientistas assumem que estes núcleos de galáxias, que estão distantes demais de nós, nunca mudam de posição, podendo, portanto, ser usados como pontos de referência.

No entanto, eles começaram a não se satisfazer mais com tanta dificuldade e nem com a consideração da "fixidez" dos quasares. Começou então a construção do observatório geodésico Wettzell, na Alemanha.
Conforme a Terra gira, dois feixes de laser - que formam o anel de laser - interferem um com o outro, registrando o movimento com muita precisão. [Imagem: TUM/FESG]
Laboratório geodésico

O laboratório é formado por dois feixes de laser em contra-rotação, que viajam em torno de uma rota quadrada, com espelhos nos cantos, que formam um circuito fechado - daí o nome anel de laser.

Quando o conjunto gira, a luz que roda no mesmo sentido tem de viajar mais do que a luz em contra-rotação. Isto causa uma interferência entre os dois feixes, que "ajustam" seus comprimentos de onda, fazendo com que a frequência óptica se altere.

Os cientistas podem usar essa diferença para calcular a velocidade rotacional do experimento.

Mas no laboratório Wettzell é a Terra que gira, não o anel de laser.

Para garantir que somente a rotação da Terra influencie os feixes de laser, a estrutura de quatro por quatro metros está ancorada em um pilar de concreto, que se estende por seis metros para dentro da rocha sólida da crosta terrestre.

A rotação da Terra afeta a luz de maneiras diferentes, dependendo da localização do laser no globo.

"Se estivéssemos em um dos pólos, a Terra e os eixos de rotação do laser estariam em completa sincronia, e sua velocidade de rotação iria resultar em uma relação 1:1," explica Schreiber. "Na linha do equador, no entanto, o feixe de luz nem notaria que a Terra está girando."

Os cientistas, portanto, têm de levar em consideração a posição do laser Wettzell no 49° grau de latitude.

Qualquer mudança no eixo de rotação da Terra se reflete nos indicadores de velocidade de rotação - o comportamento da luz, portanto, revela mudanças no eixo da Terra.
 Os cientistas precisam passar por um túnel de vinte metros, com cinco portas frigoríficas, para chegar até o laser. [Imagem: TUM/FESG]
Laboratório subterrâneo

"O princípio é simples," acrescenta Schreiber. "O maior desafio foi garantir que o laser se mantenha estável o suficiente para medirmos o fraco sinal geofísico sem interferência - especialmente ao longo de um período de vários meses."

Em outras palavras, os cientistas tiveram que eliminar quaisquer alterações na frequência que não resulte da rotação da Terra.

Isto inclui fatores ambientais, como pressão atmosférica e temperatura, o que exigiu uma placa de vitrocerâmica e uma cabine pressurizada.

Os pesquisadores montaram o anel de laser em uma placa de nove toneladas de Zerodur® [uma vitrocerâmica de aluminossilicato de lítio], utilizando também Zerodur para as vigas de apoio. Eles escolheram o Zerodur por ser um material extremamente resistente às mudanças de temperatura.

A instalação fica em uma cabine pressurizada, que registra mudanças na pressão atmosférica e temperatura (12 graus) e compensa automaticamente qualquer variação.

Os cientistas enfiaram o laboratório cinco metros abaixo do nível do solo para manter esses tipos de influência ambiental ao mínimo. Ele é isolado da superfície com camadas de Styrodur® e argila, e coberto por um aterro de quatro metros de altura.

Os cientistas precisam passar por um túnel de vinte metros, com cinco portas frigoríficas, para chegar até o laser.

Velocímetro da Terra

Sob estas condições, os pesquisadores conseguiram confirmar o balanço de Chandler e obter medições da oscilação anual compatíveis com os dados capturados pelos radiotelescópios.

Eles agora pretendem tornar o aparelho ainda mais preciso, o que permitirá determinar mudanças no eixo de rotação da Terra ao longo de um único dia.

Os cientistas também planejam tornar o anel de laser capaz de operar continuamente, para que ele possa funcionar por um período de anos sem qualquer desvio.

"Em termos simples," conclui Schreiber, "no futuro, nós queremos ser capazes de simplesmente descer lá no porão e ver o quão rápido a Terra está girando com precisão neste momento."

Bibliografia:

How to detect the Chandler and the annual wobble of the Earth with a large ring laser gyroscope
Schreiber, K. U., Klügel, T., Wells, J.-P. R., Hurst, R. B., Gebauer, A.
Physical Review Letters
Vol.: 107, Nr. 17, EID 173904
DOI: 10.1103/PhysRevLett.107.173904
Inovação Tecnológica!!!




Pneus ficam mais verdes e mais doces!!!


Os primeiros protótipos dos pneus "verdes e doces" já estão em testes, devendo chegar ao mercado em 3-5 anos.[Imagem: Goodyear]
Bio-pneus

Você gostaria de usar um pneu verde em seu carro?

Mas não se preocupe com a estética, uma vez que o verde refere-se a ambientalmente correto.

A Goodyear e a Michelin uniram-se com empresas do setor de biotecnologia para desenvolver novas matérias-primas para pneus - matérias-primas que sejam totalmente renováveis.

E a escolha está recaindo sobre o açúcar - logo, os pneus ambientalmente corretos serão não apenas verdes, mas também doces.

Os primeiros protótipos desses "bio-pneus" já estão prontos e em testes, embora as empresas afirmem que ainda levará de 3 a 5 anos para que eles cheguem ao mercado.

Bio-isopreno

A principal matéria-prima para os pneus é o petróleo, embora utilize-se também a borracha natural, que é renovável - gasta-se cerca de 30 litros de petróleo para fabricar um pneu de um carro médio.

A Genencor, empresa de biotecnologia parceira do projeto, desenvolveu micróbios que imitam o processo natural que a seringueira usa para produzir o látex.

Esses micróbios usam como matéria-prima o açúcar comum, produzindo um composto químico chamado isopreno, hoje um derivado do petróleo.

Trocando alimentos por pneus

A notícia não é boa para o mercado de etanol no Brasil.

As usinas geralmente optam por fabricar açúcar em vez de álcool por ser o açúcar uma commoditie internacional, cotada em dólar, enquanto o etanol tem um mercado predominantemente doméstico.

Uma maior demanda por açúcar deverá exercer uma pressão de alta no mercado internacional do produto, reforçando a necessidade do desenvolvimento do chamado biocombustível de segunda geração.

A iniciativa das empresas também deverá encontrar resistência por competir com os produtos alimentícios.

Enquanto, no Brasil, o etanol compete com o açúcar, nos Estados Unidos o biocombustível é feito sobretudo à base de milho.
Inovação Tecnológica!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Inseticida traz mais ameaças que benefícios no combate à dengue!!!


O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) manifestou-se formalmente contra a distribuição de inseticidas à população como medida de combate ao mosquito da dengue. [Imagem: IOC/Fiocruz]
Desmedida

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) manifestou-se formalmente contra a distribuição de inseticidas à população como medida de combate ao mosquito da dengue.

A população de Foz do Iguaçu (PR), recebeu nesta semana 80 mil frascos de inseticida para tentar combater o mosquito transmissor da dengue em domicílios residenciais.

"O uso de inseticida é uma estratégia complementar que sob hipótese alguma pode ser tratada como a medida mais efetiva. Isso causa falsa sensação de segurança na população e o pior, provoca a disseminação de mosquitos resistentes aos inseticidas disponíveis", esclarece Denise Valle, do IOC.

"O controle efetivo é o controle mecânico, através da eliminação dos criadouros não deixando água parada. Esta sim, é uma medida que mata indiscriminadamente os [pernilongos] resistentes e os susceptíveis a inseticidas. O spray fica por poucos minutos no ar e só efetivo no contato direto com o mosquito, desde que não seja de uma linhagem resistente", sublinha.

Resistência contra inseticidas

Além disso, Denise informa que a população de mosquitos se recompõe muito rapidamente no ambiente, por isso a ênfase no controle das formas imaturas (ovos, larvas e pupas) do vetor, mediante a remoção mecânica dos criadouros.

Além disso, as populações de mosquitos são variadas no país, cada uma apresentando níveis de resistência diferenciados.

Existem poucos produtos disponíveis para controle do vetor. Por isso, devem ser usados com cautela, já que a resistência entre as populações de mosquitos coloca um novo desafio para o combate à doença.

Segundo o Ministério da Saúde, a aplicação desses produtos [inseticidas do tipo aerossol pertencentes em geral ao grupo dos piretroides] só deve ser feita pelas equipes de vigilância das secretarias estaduais e municipais de Saúde treinadas para o manuseio seguro destes produtos.

"Apenas orientamos o uso de inseticidas quando há comprovação da transmissão de dengue, evidenciada por critérios epidemiológicos", observa o Secretário de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Na nota técnica, o Instituto alerta que "a utilização inadequada e indiscriminada destes produtos poderá causar graves consequências no meio ambiente e interferir na eficácia dos programas de controle da dengue, tornando o mosquito ainda mais resistente ao inseticida."

Mosquito que gosta do homem

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico com hábitos oportunistas: ele vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas, por exemplo.

Tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Mas também pode picar à noite, pois não deixa a oportunidade passar.

Por ser um mosquito que vive perto do homem, sua presença é mais comum em áreas urbanas e a infestação é mais intensa em regiões com alta densidade populacional - principalmente, em espaços urbanos com ocupação desordenada, onde as fêmeas têm mais oportunidades para alimentação e dispõem de mais criadouros para desovar.

A infestação do mosquito é sempre mais intensa no verão, em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas - fatores que propiciam a eclosão de ovos do mosquito.

Para evitar esta situação, é preciso adotar medidas permanentes para o controle do vetor, durante todo o ano, a partir de ações preventivas de eliminação de focos do vetor. Como o mosquito tem hábitos domésticos, essa ação depende sobretudo do empenho da população.

10 Minutos Contra a Dengue

O Instituto Oswaldo Cruz está lançando a campanha "10 Minutos Contra a Dengue", elaborada a partir do conhecimento científico sobre o Aedes aegypti.

A campanha consiste em orientar a população para investir 10 minutos por semana para checar e eliminar os principais criadouros do pernilongo dentro de suas residências.

Devido à biologia do vetor, uma checagem semanal é o suficiente porque, do ovo ao mosquito adulto, o ciclo de desenvolvimento do A. aegypti leva de 7 a 10 dias. Por isso, agindo uma vez por semana é possível interromper o ciclo de vida do A. aegypti e evitar o nascimento de novos mosquitos adultos. A inspiração veio da estratégia de controle do Aedes adotada em Cingapura, nos anos de 2004 e 2005.

"A proposta é investir dez minutos por semana para remover criadouros no ambiente doméstico e peri-doméstico, de modo a interferir no ciclo de desenvolvimento do vetor, impedindo que ovos, larvas e pupas do mosquito cheguem à fase adulta", enfatiza Denise Valle.

"Temos que ficar atentos ao acúmulo de água em calhas, ralos, bandejas de geladeira e ar condicionado, entre outros locais como vasos de plantas, garrafas pet viradas com a boca para cima, pneus, e vedar adequadamente caixas d'água, por exemplo", diz.

"Dengue é um problema que desafia a todos, porque já não é apenas um problema de saúde pública, mas também de educação, de comunicação e de mobilização. As ações para combatê-la não podem ser delegadas apenas aos governos. Se cada um fizer sua parte, temos mais chance de alcançar o sucesso na luta contra a doença," completa.

Para orientar a ação de "10 Minutos Contra Dengue", os especialistas do IOC elaboraram um guia com os 13 criadouros estratégicos no ambiente doméstico, orientações sobre medidas de prevenção e uma tabela que poderá orientar a checagem semanal.
Diário da Saúde!!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Reator feito com sucata destrói solvente tóxico!!!


Embora a reação de destruição da acetonitrila seja simples, a otimização das condições de reação é complicada. [Imagem: Ag.USP]
Acetonitrila

Pesquisadores da USP demonstraram que reciclagem combina com limpeza do meio ambiente também de uma forma muito ativa.

Usando sucata da própria universidade, o grupo desenvolveu um equipamento que pode converter grande quantidade de acetonitrila, um solvente altamente tóxico, em subprodutos de menor impacto ao meio ambiente.

A acetonitrila, um subproduto da indústria automobilística, é utilizada usualmente como solvente nas análises em 60% dos cerca de 400 laboratórios de pesquisa da USP em Ribeirão Preto, os quais geram cerca de 100 litros de resíduos dessa substância por mês.

Anteriormente, a acetonitrila era armazenada nos laboratórios, sem ter um destino ambientalmente adequado.

Sucata de autoclave

Usando como modelo um equipamento criado no Laboratório de Resíduos Químicos da USP de São Carlos, o grupo de Ribeirão Preto adaptou uma sucata de autoclave - um aparelho de pressão para esterilização - e mais alguns instrumentos também reutilizados, criando o novo reator.

"A ideia de usar o autoclave de aço inoxidável facilita e torna seguro o trabalho com o equipamento,", afirma Odair Batistão, um dos construtores do equipamento.

Testes preliminares com plástico indicaram que esse material não seria capaz de suportar as condições necessárias à destruição do composto químico.

Outros desafios encontrados por Batistão e seus colegas foram adaptar um sistema de agitação com controle de velocidade e acoplar um controlador de temperatura.

Reator de destruição de acetonitrila

Embora a reação de destruição da acetonitrila seja simples, a otimização das condições de reação é complicada.

Diversos fatores influenciam no processo: porcentagem de acetonitrila no resíduo, volume tratado, temperatura, agitação da solução, pressão, etc.

O equipamento tem capacidade para destruir, de uma única vez, todo o volume do solvente gerado mensalmente no campus de Ribeirão Preto.

O resultado consiste basicamente em dois subprodutos: o ácido acético, um dos componentes do vinagre, e a amônia, um dos componentes do amoníaco doméstico.
Inovação tecnológica!!!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Resíduo siderúrgico é transformado em pigmento para tintas!!!


Os pigmentos foram obtidos por um processo de tratamento químico chamado hidrometalúrgico, que não utiliza energia elétrica. [Imagem: Ag.USP]
Do aço para as tintas

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma tecnologia que transforma resíduos produzidos pela indústria siderúrgica, durante a fabricação do aço, em pigmentos de tintas para prédios e residências.

Os pigmentos foram obtidos por um processo de tratamento químico chamado hidrometalúrgico, que não utiliza energia elétrica.

E ainda há outros benefícios potenciais: o processo hidrometalúrgico gera um cloreto de amônia que poderá ser utilizado na composição de fertilizantes.

A tecnologia foi desenvolvida por um grupo da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP, Unesp e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Granalha de ferro

O professor Fernando Vernilli, coordenador do grupo, explica que os pigmentos são obtidos a partir do processo de limpeza das chapas de aço produzidas na CSN.

"Durante a laminação a quente, para se obter as chapas de aço, o material fica recoberto de óxidos de ferro. Após a laminação, as chapas são submetidas a uma solução aquosa à base de ácido clorídrico para, posteriormente, receberem uma camada de zinco", descreve o pesquisador.

O processo de limpeza é feito em tanques de decapagem. Depois do uso, o restante da solução aquosa é reutilizado mais vezes, até que tenha de ser submetido a um processo de recuperação.

"Quando esta solução torna-se saturada e impossibilitada de reuso, a planta de recuperação de ácido da CSN não possui capacidade para recuperar todo o volume de resíduo gerado, sendo obrigado por questões ambientais a enviar o resíduo à sua unidade localizada no estado do Paraná", conta Vernilli, lembrando que a sede da CSN fica em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro.

O que resulta deste material após processamento, é a chamada "granalha de ferro", usada em jateamento para limpeza de materiais e como contrapeso em estruturas civis, como pontes e viadutos. "O que chamamos granalha de ferro é semelhante a uma areia grossa", descreve Vernilli. Ele conta que a "granalha" de ferro é comercializada por um preço em torno de R$ 0,20 o quilo (kg).

Pigmentos

Foram obtidos pigmentos das três cores exigidas pelo mercado: amarelo, vermelho e preto.

"Qualquer outra cor entre estas três também pode ser obtida," garante Vernilli. Ele informa que os pigmentos são comercializados no mercado a R$3,00 por quilo (kg) o vermelho; R$ 6,00/kg o amarelo, e entre R$ 3,00/kg e R$6,00/kg, o de cor preta.

O pesquisador afirma que a CSN já está em busca de indústrias que estejam interessadas em investir numa parceria para a produção dos pigmentos.

"Certamente poderão ser oferecidas ao mercado opções mais baratas de pigmentos. Além disso, representará uma economia à própria CSN, já que o resíduo excedente não precisará mais ser transportado ao Paraná", avalia.
Inovação tecnológica!!!


sábado, 12 de novembro de 2011

A vida tem que estar em primeiro lugar!!!


ONU - PNUMA
ONU detalha as mudanças ambientais dos últimos 20 anos

Relatório do PNUMA descreve as transformações que o planeta passou nas últimas duas décadas, incluindo dados populacionais, de biodiversidade e sobre o aquecimento global, com o objetivo de servir de base para os debates na Rio+20.
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), agendada para o mês de junho de 2012, será precedida pela publicação de diversos estudos e relatórios que devem facilitar às delegações dos países participantes a entender melhor o que está em jogo e o que precisa ser feito para a conservação ambiental do planeta.

Possivelmente, o mais importante documento a ser divulgado antes da Rio +20 será o “Panorama Ambiental Global-5” (Global Environmental Outlook-5 ou, simplesmente, GEO -5). Preparado pelo PNUMA, o GEO-5 será publicado em maio do ano que vem e trata-se da maior compilação de dados sobre a condição atual dos ecossistemas terrestres já realizada. Nesta semana, o PNUMA divulgou uma parte deste esforço, um relatório intitulado “De olho no meio ambiente em mutação: Do Rio à Rio+20”.

Através de dados, gráficos e imagens de satélite, o documento oferece informações sobre uma série de questões-chave: população, mudanças climáticas, energia, eficiência no uso de recursos, florestas, segurança alimentar, uso do solo e água potável; com exemplos que vão desde o derretimento de geleiras no oceano Ártico até as novas tendências no uso de energia.
“O relatório nos leva de volta ao nível básico, destacando desde o rápido acúmulo de gases de efeito estufa até a erosão da biodiversidade e o aumento de 40% no uso dos recursos naturais — mais rápido do que o crescimento da população global. Mas o relatório também mostra o modo como, quando há uma reação, é possível alterar drasticamente a trajetória de tendências perigosas que ameaçam o bem-estar humano — as iniciativas para acabar com produtos químicos que prejudicam a camada de ozônio compõem um exemplo vivo e poderoso”, afirmou Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA.

Panorama
Sobre a população, o documento destaca que chegamos aos sete bilhões e que o número de pessoas vivendo em áreas urbanas aumentou 45% desde 1992. A quantidade de megacidades com mais de 10 milhões de habitantes passou de 10 para 21. Apesar do número de pessoas vivendo em favelas ter diminuído em quase 15%, cerca de 1,4 bilhão de seres humanos ainda não tem acesso à eletricidade.

O cenário também não é positivo para as mudanças climáticas, uma vez que foi registrado um aumento contínuo no uso de combustíveis fósseis e nas emissões de gases do efeito estufa mundiais. Globalmente as emissões subiram 36% entre 2002 e 2008, passando de 22 bilhões de toneladas para mais de 30 bilhões. Mais de 80% dessas emissões são provenientes de apenas 19 países.

Segundo o PNUMA, praticamente todas as geleiras do planeta vem sofrendo um processo de retração e desaparecimento, que resulta no aumento do nível dos oceanos e em impactos para os ecossistemas. O nível dos oceanos subiu cerca de 2,5mm por ano desde 1992. Outra preocupação com os mares é a crescente acidez. Entre 1992 e 2007 o pH caiu de 8.11 para 8.06, o que afeta os animais marinhos e principalmente corais, que correm o risco de desaparecer até o fim do século.

Com relação às florestas, a taxa de desmatamento sofreu uma queda, porém o mundo perdeu mais de 300 milhões de hectares desde 1990. Aproximadamente 13 milhões de hectares foram perdidos anualmente entre 2000 e 2010, essa marca foi de 16 milhões de hectares na década anterior.

Os dados para as espécies são também ruins, com mais de 12% da biodiversidade sendo perdida em nível global nos últimos 20 anos. A situação é pior nos trópicos, onde a porcentagem é de 30%.

Quase 20% dos vertebrados estão ameaçados, sendo que os anfíbios são os mais vulneráveis, com 41% das espécies em risco. Segundo dados da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), aproximadamente 25% das espécies de plantas também correm risco de desaparecer.

Nem tudo são números negativos no relatório do PNUMA. As energias renováveis apresentaram um grande crescimento, chegando a responder por 16% da geração global em 2010.

Devido à queda nos preços e políticas de incentivo, o uso do biodiesel cresceu 300.000% nos últimos 20 anos, a energia solar 30.000%, a eólica 6000% e os biocombustíveis 3500%. Os investimentos no setor dispararam, tendo alcançado em 2010 a marca de US$ 2,11 bilhões, 32% a mais do que 2009 e cerca de cinco vezes mais do que em 2004.

Caminhos para soluções
O relatório destaca alguns avanços desde 1992 para melhorar a situação ambiental. Reconhece principalmente o crescimento da noção da economia de baixo carbono e as ferramentas que surgiram para incentivá-la.

A reciclagem, por exemplo, já é uma prática comum em muitos países e o uso eficiente dos recursos naturais e da eletricidade virou um dos objetivos de companhias em todo o mundo. Ferramentas como os mercados de carbono, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e outras formas para financiar ações climáticas e ambientais foram criadas desde a Eco92 e vem ganhando força.

A produção orgânica de alimentos e os selos de garantia de sustentabilidade se popularizaram e hoje são importantes opções para os consumidores conscientes.
O PNUMA acredita que a Rio+20 é a oportunidade ideal para que os países se comprometam a seguir esses caminhos que levam rumo o desenvolvimento sustentável.

“A Rio+20 pode garantir o impulso necessário para que a economia verde entre de vez nos programas de governo e da iniciativa privada. O desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza devem ser os grandes objetivos a ser alcançados pelas lideranças no Rio de Janeiro”, concluiu Steiner.

Fonte: Instituto Carbono Brasil / PNUMA
Postado por Rede Ambiente TV às 11/11/2011 09:08:00 AM
Charles lopes: gente vamos reciclar as mentes é as nossas vidas!!!



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Implosão de microbolhas desinfecta água sem usar químicos!!!


Equipamento desenvolvido na Unicamp reduz microrganismos que causam doenças em águas residuais por meio de fenômeno físico que envolve quedas repentinas de pressão, chamado cavitação.[Imagem: Unicamp]
Cavitação

A cavitação, um fenômeno físico geralmente observado em sistemas hidráulicos, causado pela queda brusca que atinge a pressão de vapor do líquido, é uma alternativa aos tratamentos com produtos químicos para desinfecção de águas residuais.

O novo aliado do meio ambiente é um equipamento desenvolvido por José Gilberto Dalfré Filho, professor do Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com Dalfré, a ideia do estudo surgiu com uma análise da erosão causada pela cavitação em superfícies sólidas, principalmente, em materiais usados em estruturas hidráulicas, como vertedouros de barragens.

"No projeto inicial, simulávamos a erosão por cavitação nessas estruturas usando um jato cavitante. Ao fim do trabalho, além de observar que o equipamento poderia ser melhorado para aumentar a eficiência, também verificamos outras finalidades para os jatos cavitantes, em especial a desinfecção e remoção de compostos persistentes", disse.

Implosão para matar bactérias

O objetivo do equipamento é aplicar o mesmo princípio da cavitação para eliminar microrganismos presentes em águas e que podem causar problemas para a saúde humana, reduzindo o uso de reagentes químicos para a despoluição.

Semelhante ao que ocorre na cavitação, um jato de alta pressão no interior de um reservatório gera altas tensões de cisalhamento (ou tangenciais), formando vórtices.

Nesses vórtices são formadas bolhas, que aumentam de tamanho e desfazem os próprios vórtices.

"Ao destruí-los, a pressão em torno dessas bolhas se tornará extremamente alta, causando a implosão das mesmas", explicou Dalfré.

A partir da implosão, cuja velocidade pode atingir mais de 100 metros por segundo, uma grande onda de pressão é liberada, atingindo os microrganismos.

Essa pressão é tão elevada que vários grupos de cientistas planejam usar a cavitação até mesmo para fazer fusões nucleares, capazes de gerar energia limpa.

"Caso o líquido esteja contaminado com bactérias, as altas tensões que ocorrem durante a implosão das bolhas podem romper as células desses organismos", explicou.

Desinfecção

Com a pressão aplicada pelo estudo ainda não é possível eliminar totalmente o número de microrganismos presentes na água.

"Obtivemos uma desinfecção significativa. No momento, estamos remodelando o equipamento para atingir valores maiores de desinfecção, visando à limpeza da água para o consumo humano", disse.

Dalfré destaca também a eficiência do equipamento em relação a outros métodos alternativos de desinfecção com relação ao consumo de energia.

"Seu gasto energético é menor que outros processos que também usam a cavitação, como, por exemplo, a ultra-sônica, que ocorre em altas temperaturas", disse.
Inovação tecnológica!!!


Geladeiras inteligentes poderiam ser desligadas nos horários de pico!!!


Armazenando o frio

O refrigerador doméstico poderia ser gerenciado, isto é, ligado e desligado em determinados horários, sem prejuízos de sua função principal.

Este gerenciamento poderia diminuir o consumo de energia em horários de pico, aliviando a rede elétrica, além de propiciar uma melhor distribuição da energia ao longo do dia.

Para que tal gerenciamento funcionasse, o frio poderia ser armazenado por um determinado período para que o aparelho o utilizasse quando desligado.

A proposta foi feita por Glauco Niro e Luiz Carlos Pereira Silva, da Unicamp.

Redes inteligentes

A ideia parece simples e se mostrou viável tecnicamente, mas ainda não é realidade porque são necessários investimentos em redes inteligentes ou smart grids - um novo conceito que tem ganhado destaque no setor elétrico.

Dentre suas principais vantagens está o fato de permitir o controle da curva de carga elétrica. Isto possibilita que a mesma infraestrutura disponível possa atender a uma maior demanda, o que evitaria, por exemplo, a construção de novas usinas e linhas de transmissão.

"Trata-se de um novo paradigma que tem como característica principal a integração dos equipamentos dos consumidores de forma ativa à operação do sistema elétrico", explica Silva.

Algumas iniciativas já estão sendo realizadas no Brasil, como por exemplo, em Sete Lagoas, onde a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) possui um projeto-piloto de implantação das redes inteligentes.

Mas a perspectiva é que ainda demore um pouco para que a tecnologia se torne realidade no país.

Geladeiras inteligentes

O estudo concentrou-se sobre o impacto do gerenciamento das geladeiras no funcionamento do sistema elétrico.

As geladeiras, por funcionarem continuamente, representam um dos grandes responsáveis pelo consumo total de eletricidade das residências.

"O aparelho está presente na maioria das residências e possui características de funcionamento que permitem que ele seja gerenciado sem prejudicar o usuário", esclarece Niro.

O estudo gerou uma simulação computacional para um modelo adequado, tanto dos novos refrigeradores, quanto do seu gerenciamento, tudo no contexto de uma rede inteligente já implantada.

Como vantagens, o estudo obteve a diminuição da demanda de energia e das perdas elétricas no período de pico, bem como a melhoria do perfil de tensão.

Nas redes inteligentes há um grande fluxo de informações entre a concessionária e o consumidor.

"Atualmente, o representante da empresa passa uma vez por mês na casa do consumidor para a leitura do relógio e pronto. No modelo proposto, o diálogo aumenta, assim como as possibilidades de melhor utilização da energia", esclarece.
Inovação técnologica!!!