Sejam bem vindos!!!

"Reciclagem Conceitual"

Fazendo o teu olho enchergar a tua mente pensar teu cérebro raciocinar.
Despertando a tua inteligencia a descobrir e praticar o Amor de "dar", "doar-se" a cuidar da Vida como um sol a brilhar.
Levando-o humildemente retribuir cuidando do planeta fazendo seus sentimentos verdadeiramente mais felizes.
Isto e Amor de Amar.

Venham...vamos fazer Reciclaaação já!!!............... Charles sodniv

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Brasil: apoie o cacique Raoni, chega de injustiças!!!

Caros amigos brasileiros,


A presidente Dilma deu o sinal verde para a construção da barragem de
Belo Monte que destruirá enormes áreas da Amazônia. O cacique Raoni,
chefe do povo caiapó, jurou lutar contra a usina até o fim. Vamos
apoiá-lo como brasileiros e enviar uma inundação de telefonemas à
presidenta Dilma, instando-a a impedir Belo Monte e salvar a Amazônia
agora!

[image: LigueAgora!]
A presidente Dilma acabou de aprovar a construção de Belo Monte, a
usina que irá devastar parte do Xingu, na Amazônia, e o futuro do povo
caiapó. O chefe deles, cacique Raoni, lançou um chamado, jurando lutar
contra a usina até o fim. Sua coragem está inspirando milhões de
brasileiros a agir para impedir Belo Monte, e nós podemos ajudar a
fazer a diferença.

Nos dias seguintes ao anúncio, uma crescente onda de protestos varreu
o país e ontem o Ministério Público Federal do Pará entrou com a 11a.
ação civil criminal contra Belo Monte pelo não cumprimento de medidas
prévias exigidas para preparar a região para os impactos
sócio-ambientais. A pressão sobre a presidente Dilma está se
intensificando e se mais brasileiros agirem, nós podemos ter um
impacto importante em conseguir reverter a situação.

O governo ainda pode impedir Belo Monte e desenvolver estratégias de
energia alternativa sem destruir a Amazônia nem violar os direitos dos
povos indígenas e ribeirinhos da região, mas isso só vai acontecer se
um número suficiente de brasileiros se manifestarem. Nos próximos
dias, vamos apoiar o cacique Raoni telefonando intensamente para a
presidenta Dilma pedindo para ela salvar a Amazônia. Veja abaixo o
número para o qual ligar e o que dizer. Depois de ligar, veja abaixo o
link para compartilhar os detalhes de sua chamada com milhares de
brasileiros.
Estes são os números de telefone para ligar para a presidente Dilma
(61) 3411-1225
(61) 3411-1200
(61) 3411-1201
Aqui estão algumas sugestões do que dizer – lembre de ser educado e
respeitoso ao ligar.
Eu estou ligando para insistir que o projeto da usina de Belo Monte
seja interrompido
Construir a usina destruirá 400.000 acres de floresta tropical
Amazônica - um desastre para animais, plantas, e pessoas que dependem
desse ecossistema sensível para viver
40% dos requisitos em saúde, educação, saneamento e proteção às terras
indígenas não estão sendo garantidos pelo consórcio Norte Energia S.A.
(NESA)
Violência e especulação de terras cresceram nos últimos meses enquanto
saúde, educação e saneamento são escassos na área de Belo Monte
Nós devemos impedir Belo Monte agora, antes que o povo caiapó tome
medidas desesperadas e arrisque suas vidas por causa da usina de Belo
Monte
Se não conseguir completar a ligação, continue tentando -- isso
significa que estamos congestionando as linhas e tendo um impacto.

Depois de fazer sua ligação, clique abaixo para compartilhar os
detalhes de sua ligação:

http://www.avaaz.org/po/stand_with_chief_raoni/?vl

O Brasil tem o potencial de ser o maior líder mundial em proteção
ambiental, e no ano que vem vai sediar o Rio+20. Porém neste momento,
quando outras nações olham para o Brasil, elas vêem um país prestes a
destruir florestas tropicais com as alterações no Código Florestal e
tirar à força as pessoas de suas terras. Juntos nós podemos salvar a
reputação do Brasil pedindo para a presidente Dilma defender o meio
ambiente -- e construir um futuro de que todos nós, das tribos ao
longo do Xingú aos netos das famílias urbanas, podemos ter orgulho.

Com esperança,

Ben, Iain, Ricken, Laura, Graziela e toda a equipe Avaaz

Mais informações:

Ibama concede licença e obra da usina Belo Monte é iniciada
http://www.dci.com.br/Ibama-concede-licenca-e-obra-da-usina-Belo-Monte-e-iniciada-1-376000.html

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/06/cientistas-encaminham-dilma-rousseff-protesto-contra-belo-monte.html

Assembléia Geral da OEA recebe denúncia sobre Belo Monte
http://www.xinguvivo.org.br/2011/06/06/assembleia-geral-da-oea-recebe-denuncia-sobre-belo-monte/

Ibama ignora MPF e OEA e libera licença para obras de Belo Monte no Rio Xingu
http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3350

MPF ajuiza a 11ª ação civil pública contra Belo Monte
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/06/06/mpf-ajuiza-a-11-acao-civil-publica-contra-belo-monte.jhtm

Nós, indígenas do Xingu, não queremos Belo Monte :: Cacique Bet Kamati
Kayapó, Cacique Raoni Kayapó Yakareti Juruna
http://www.noticiasdaamazonia.com.br/11999-nos-indigenas-do-xingu-nao-queremos-belo-monte-cacique-bet-kamati-kayapo-cacique-raoni-kayapo-yakareti-juruna/

MP diz que governo quer intimidar procuradores no caso Belo Monte
http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+industria,mp-diz-que-governo-quer-intimidar-procuradores-no-caso-belo-monte,68838,0.htm

Os nossos irmãos indios são os verdadeiros erdeiros destas terras,por justiça,por direito e por Deus que os criou e os faz estar neste lugar, não apoie injustiças, amanha pode ser contra voçe
o brasil enterra 200.000 milhões de lixo dia porque não gerar energia a partir deste lixo que fica por a destruindo a natureza não apoie esses inresponsaveis querem destruir ainda mais por ganancia ambição ou inconpetencia humana mesmo!!!
crivo acima de Charles lopes o reciclador!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu (PNMNI), criado em 1998,exposição!!!


O Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu (PNMNI), criado em 1998,
localiza-se na Baixada Fluminense na Serra de Madureira na sua
vertente iguaçuana e faz parte da Apa Gericinó-Mendanha, reserva da
Biosfera desde 1996. Possui uma área de 1.100 hectares, sendo um
importante remanescente da Mata Atlântica onde se destacam vários
exemplos da flora e fauna da regiăo. (www.pmni.infotrilhas.com)
Em comemoração aos 13 anos do Parque, nós, do Mata Atlântica Baixada
Fluminense, realizaremos a exposição "Quem Mora no Parque", a partir
do acervo de fotos de frequentadores e pesquisadores empenhados em
divulgar e preservar as belezas do lugar.

Como chegar: http://www.pmni.infotrilhas.com/parque_chegar.html

Flávio Zen
José Arnaldo A. Oliveira
Vânia S. Musquim
9804-6782

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Urgente - CONVITE AUDIÊNCIA PÚBLICA ATERRO SANITÁRIO DE SEROPÉDICA - dia 27 de Maio """


SEGUE CONVITE P/ AMPLA DIVULGAÇÃO:


ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

AS COMISSÕES DE SANEAMENTO AMBIENTAL, MEIO AMBIENTE E SAÚDE
TÊM O PRAZER DE CONVIDAR PARA A
AUDIÊNCIA PÚBLICA QUE TEM COMO TEMA:


ATERRO SANITÁRIO DE SEROPÉDICA

x

PROTEÇÃO DO AQUIFERO PIRANEMA

27 DE MAIO DE 2011 - ÀS 10 h

NO PLENÁRIO BARBOSA LIMA SOBRINHO

PALÁCIO TIRADENTES
Rua Primeiro de Março s/n° - Praça XV
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Exerçam seu direito ao meio ambiente equilibrado!!!

Se manifestem pelo futuro das próximas gerações!

PARTICIPEM! ÔNIBUS SAINDO DA PRAÇA DE SEROPÉDICA KM 49 ÀS 7:00 DA MANHÃ.

Audiência Pública - Sobre o Aterro Sanitário de Seropédica - Dia 27 de maio de 2011!!!

Prezados,

Conforme histórico abaixo, recebemos o comunicado da ALERJ - Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro que no dia 27 de maio (sexta-feira) às 10h, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, haverá Audiência Pública sobre o Aterro Sanitário de Seropédica.

Gostaríamos de contar com a participação da cadeia produtiva de reciclagem dos materiais, que serão aterrados por falta da implantação da coleta seletiva e por falta de logística de transporte para os materiais recicláveis nos diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, que correspondem a fração dos resíduos urbanos, que equivalem aos resíduos residenciais e comerciais e que atualmente com a PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos é de responsabilidade compartilhada de todos os cidadãos.

Caso não façamos nenhum movimento de indignação e cobrança de cumprimento dos gestores públicos em implantarem Gestão de Resíduos nos municípios, em atendimento a PNRS, os materiais recicláveis que são a matéria prima do setor de reciclagem, serão aterrados.

Confirme a sua participação, envie para as pessoas que queiram participar, para instituições ambientalistas e para profissionais da área ambiental que sabem das consequencias e dos riscos da existência do Aterro sobre o aquífero de Piranema.

Audiência pública é para o cidadão, instituições e o poder público se manifestarem. A nossa presença é fundamental para que os políticos que nos representam se posicionem a nosso favor. Levem faixas, cartazes e grupo de pessoas.
Prezada Adriana.

Os empresários do setor de reciclagem, os quais representamos estão bastante preocupados com a questão ambiental, social e o descaso quanto ao fato de fechando do lixão sem a coleta seletiva instalada no estado do Rio de Janeiro. O que era coletado em Gramacho será aterrado em Seropédica.
Você sabe dizer quando acontecerá a próxima audiência pública sobre o CTR de Seropédica?
Para podermos mobilizar os empresários do setor de reciclagem, catadores, Universidade Federal local, a UFRJ e os profissionais da área ambiental que estão preocupados com esse novo descaso da gestão pública na gestão de resíduos sólidos.

Att,

Cristiane Pereira

Considerado pelos defensores o projeto mais moderno de aterro sanitário da América Latina, Seropédica receberá 9 mil toneladas diárias de lixo da cidade do Rio de Janeiro. O começo parcial das operações está previsto para maio. Entretanto, a polêmica em torno da sua implementação continua. Há pelo menos oito anos brigam os governos locais e o estadual, a favor, e grupos de Seropédica, que se opõem à sua construção no município. Antes da inauguração, ainda haverá uma audiência pública para debater o assunto na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
O novo aterro substitui Gramacho, em Duque de Caxias, que, além das péssimas condições, está sendo encerrado após extrapolar a sua capacidade. Seropédica é um mega empreendimento de 400 milhões de reais, que será administrado pela Ciclus, que obteve a concessão pública da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) para explorar o serviço. A Ciclus é uma sociedade entre as empresas Júlio Simões e Haztec.
“As obras estão terminando e quando começar a operação, a ideia é erradicar rapidamente os dois lixões de Seropédica e Itaguaí, muito problemáticos, e começar a receber os resíduos desses municípios junto com os da cidade do Rio”, disse a O ECO a superintendente da Haztec, Adriana Felipetto, à frente do projeto.

De lixo à energia elétrica
A meta é fazer da nova central não apenas um local para despejo de lixo, mas para gerar energia elétrica através de biomassa, queimando o metano emanado pela decomposição do lixo. Essa forma de geração de energia não tem impactos negativos sobre o meio ambiente, garante Felipetto. Em Seropédica, a transformação do gás poderá gerar 30 megawatts de eletricidade, o suficiente para iluminar uma cidade com cerca de 100 mil habitantes. Ela também defende que o novo aterro é seguro e usa a melhor tecnologia disponível. Um aterro sanitário para lixo urbano é normalmente feito com argila e uma camada de manto de polietileno de alta densidade (PEAD) resistente a infiltrações. “Seropédica se destaca porque tem um sistema de drenagem e uma tripla cobertura de impermeabilização. Estamos instalando um aterro para resíduos urbanos com um metro de argila compactada, depois uma camada de manta PEAD, areia, argila de novo, eletrodos e ainda outra manta. Ou seja, zero contato com o solo e, além disso, os sensores estarão ligados a um sistema informatizado online em que qualquer vazamento de chorume será detectado e localizado”, assegurou.
Aterro sobre lençol freático
Entretanto, a instalação de um aterro desse porte em Seropédica preocupa a população do município. Para o engenheiro Cícero Pimenteira, do Programa de Planejamento Energético da Coppe-UFRJ, forte opositor ao projeto, “a administração pública escolheu a pior área para instalar um aterro sanitário, pois lá também está a reserva estratégica de água para o estado do Rio. O aterro está sobre o aquífero Piranema”.
Apesar das explicações técnicas e tecnológicas de que o lixo não entrará em contato com o solo, Pimenteira é enfático ao levantar a possibilidade de que, em 20 anos (metade da vida útil do aterro), o manto impermeabilizante possa falhar. Se isso acontecer, “o lixo vai comprometer o lençol freático”. Ele descreve como assustador o cenário do lixão de Gramacho, que já deveria ter sido encerrado há mais de 10 anos. Gramacho tem 45 metros de altura de lixo exposto e mais 15 metros que afundou no mangue sem que o solo fosse protegido. “Em Seropédica, nos primeiros 10 anos, a pilha terá 20 metros de altura. A minha pergunta é: o que fazer depois que os eletrodos detectarem o vazamento de chorume no solo e no aquífero? Os acidentes ocorrem a partir do que os engenheiros não puderam prever”, alerta. O alto índice pluviométrico em Seropédica é outro agravante do aterro. “É como se estivéssemos injetando veneno na água para as gerações futuras que a consumirão”. Além disso, há outros riscos como a proximidade do porto de Sepetiba e da linha férrea, que podem levar a tentativa de burlar a proibição de importar lixo de outros municípios e estados.
Outro foco de resistência ao projeto é a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), onde estudam mais de 12 mil alunos e que estará a uma distância apenas de quatro quilômetros do aterro. “O impacto sobre a universidade e sobre o município é enorme. Quase mil caminhões circularão pelas vias, uma delas a Rio-São Paulo, que já é precária”, diz Ana Cristina dos Santos, presidente do sindicato de docentes da universidade (Adurrj). “Serão nove mil toneladas diárias despejadas em Seropédica, um dos municípios mais pobres e de mais baixo IDH do estado”.
http://www.oecocidades.com/2011/04/11/a-beira-da-inauguracao-aterro-de-seropedica-ainda-e-polemico/



--
Atenciosamente,

Cristiane Pereira
Diretoria
www.sindieco.org.br
cristiane@sindieco.org.br

Nextel: 7895-6165 ID: 90031*26
Telefax: (21) 2671-7639

Audiência Pública - Sobre o Aterro Sanitário de Seropédica - Dia 27 de maio de 2011!!!

Prezados,

Conforme histórico abaixo, recebemos o comunicado da ALERJ - Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro que no dia 27 de maio (sexta-feira) às 10h, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, haverá Audiência Pública sobre o Aterro Sanitário de Seropédica.

Gostaríamos de contar com a participação da cadeia produtiva de reciclagem dos materiais, que serão aterrados por falta da implantação da coleta seletiva e por falta de logística de transporte para os materiais recicláveis nos diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, que correspondem a fração dos resíduos urbanos, que equivalem aos resíduos residenciais e comerciais e que atualmente com a PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos é de responsabilidade compartilhada de todos os cidadãos.

Caso não façamos nenhum movimento de indignação e cobrança de cumprimento dos gestores públicos em implantarem Gestão de Resíduos nos municípios, em atendimento a PNRS, os materiais recicláveis que são a matéria prima do setor de reciclagem, serão aterrados.

Confirme a sua participação, envie para as pessoas que queiram participar, para instituições ambientalistas e para profissionais da área ambiental que sabem das consequencias e dos riscos da existência do Aterro sobre o aquífero de Piranema.

Audiência pública é para o cidadão, instituições e o poder público se manifestarem. A nossa presença é fundamental para que os políticos que nos representam se posicionem a nosso favor. Levem faixas, cartazes e grupo de pessoas.
Prezada Adriana.

Os empresários do setor de reciclagem, os quais representamos estão bastante preocupados com a questão ambiental, social e o descaso quanto ao fato de fechando do lixão sem a coleta seletiva instalada no estado do Rio de Janeiro. O que era coletado em Gramacho será aterrado em Seropédica.
Você sabe dizer quando acontecerá a próxima audiência pública sobre o CTR de Seropédica?
Para podermos mobilizar os empresários do setor de reciclagem, catadores, Universidade Federal local, a UFRJ e os profissionais da área ambiental que estão preocupados com esse novo descaso da gestão pública na gestão de resíduos sólidos.

Att,

Cristiane Pereira

Considerado pelos defensores o projeto mais moderno de aterro sanitário da América Latina, Seropédica receberá 9 mil toneladas diárias de lixo da cidade do Rio de Janeiro. O começo parcial das operações está previsto para maio. Entretanto, a polêmica em torno da sua implementação continua. Há pelo menos oito anos brigam os governos locais e o estadual, a favor, e grupos de Seropédica, que se opõem à sua construção no município. Antes da inauguração, ainda haverá uma audiência pública para debater o assunto na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
O novo aterro substitui Gramacho, em Duque de Caxias, que, além das péssimas condições, está sendo encerrado após extrapolar a sua capacidade. Seropédica é um mega empreendimento de 400 milhões de reais, que será administrado pela Ciclus, que obteve a concessão pública da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) para explorar o serviço. A Ciclus é uma sociedade entre as empresas Júlio Simões e Haztec.
“As obras estão terminando e quando começar a operação, a ideia é erradicar rapidamente os dois lixões de Seropédica e Itaguaí, muito problemáticos, e começar a receber os resíduos desses municípios junto com os da cidade do Rio”, disse a O ECO a superintendente da Haztec, Adriana Felipetto, à frente do projeto.

De lixo à energia elétrica
A meta é fazer da nova central não apenas um local para despejo de lixo, mas para gerar energia elétrica através de biomassa, queimando o metano emanado pela decomposição do lixo. Essa forma de geração de energia não tem impactos negativos sobre o meio ambiente, garante Felipetto. Em Seropédica, a transformação do gás poderá gerar 30 megawatts de eletricidade, o suficiente para iluminar uma cidade com cerca de 100 mil habitantes. Ela também defende que o novo aterro é seguro e usa a melhor tecnologia disponível. Um aterro sanitário para lixo urbano é normalmente feito com argila e uma camada de manto de polietileno de alta densidade (PEAD) resistente a infiltrações. “Seropédica se destaca porque tem um sistema de drenagem e uma tripla cobertura de impermeabilização. Estamos instalando um aterro para resíduos urbanos com um metro de argila compactada, depois uma camada de manta PEAD, areia, argila de novo, eletrodos e ainda outra manta. Ou seja, zero contato com o solo e, além disso, os sensores estarão ligados a um sistema informatizado online em que qualquer vazamento de chorume será detectado e localizado”, assegurou.
Aterro sobre lençol freático
Entretanto, a instalação de um aterro desse porte em Seropédica preocupa a população do município. Para o engenheiro Cícero Pimenteira, do Programa de Planejamento Energético da Coppe-UFRJ, forte opositor ao projeto, “a administração pública escolheu a pior área para instalar um aterro sanitário, pois lá também está a reserva estratégica de água para o estado do Rio. O aterro está sobre o aquífero Piranema”.
Apesar das explicações técnicas e tecnológicas de que o lixo não entrará em contato com o solo, Pimenteira é enfático ao levantar a possibilidade de que, em 20 anos (metade da vida útil do aterro), o manto impermeabilizante possa falhar. Se isso acontecer, “o lixo vai comprometer o lençol freático”. Ele descreve como assustador o cenário do lixão de Gramacho, que já deveria ter sido encerrado há mais de 10 anos. Gramacho tem 45 metros de altura de lixo exposto e mais 15 metros que afundou no mangue sem que o solo fosse protegido. “Em Seropédica, nos primeiros 10 anos, a pilha terá 20 metros de altura. A minha pergunta é: o que fazer depois que os eletrodos detectarem o vazamento de chorume no solo e no aquífero? Os acidentes ocorrem a partir do que os engenheiros não puderam prever”, alerta. O alto índice pluviométrico em Seropédica é outro agravante do aterro. “É como se estivéssemos injetando veneno na água para as gerações futuras que a consumirão”. Além disso, há outros riscos como a proximidade do porto de Sepetiba e da linha férrea, que podem levar a tentativa de burlar a proibição de importar lixo de outros municípios e estados.
Outro foco de resistência ao projeto é a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), onde estudam mais de 12 mil alunos e que estará a uma distância apenas de quatro quilômetros do aterro. “O impacto sobre a universidade e sobre o município é enorme. Quase mil caminhões circularão pelas vias, uma delas a Rio-São Paulo, que já é precária”, diz Ana Cristina dos Santos, presidente do sindicato de docentes da universidade (Adurrj). “Serão nove mil toneladas diárias despejadas em Seropédica, um dos municípios mais pobres e de mais baixo IDH do estado”.
http://www.oecocidades.com/2011/04/11/a-beira-da-inauguracao-aterro-de-seropedica-ainda-e-polemico/



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Cristiane Pereira
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